Curso de Teclado 11
Capítulo 11: Agilizando
a entrada de Notas via Teclado
Neste
capítulo vamos abordar um assunto que tem ligação do teclado com o programa de
partituras Encore, na qual eu considero o melhor do gênero. Já demos algumas
dicas desse programa durante esse mini-curso e agora finalizeramos com outras
informações.
Escrever
uma partitura sem o uso de um teclado de piano, (sintetizador), pode ser muito
demorado, principalmente para quem não tem muita experiência com o Encore.
Como em vários softwares, de música ou não, assim como em todos os sistemas
operacionais para microcomputadores, o Encore dispõe de teclas de atalho para
agilizar o trabalho de que escreve direto no teclado do computador.
Evidentemente é preciso usar o mouse também, mas fica muito mais rápido escrever
usando a combinação teclado/mouse.
Eis
alguns atalhos de muita utlidade para escrever com rapidez uma partitura.
Começando pelos números, que se referem aos valores rítmicos:
As
outras teclas também são de grande utilidade:
E - Borracha
R - Alterna entre pausas e notas
T - Quiálteras
A - Seta
S - Sustenido
F - Bemol
D - Ponto de aumento
Shift + D - Duplo ponto de aumento
N - Bequadro
Quanto
mais se pratica, como em tudo, mais habilidade e presteza se adqüire. Pratique.
Capítulo 12: Duração
Já
falamos sobre intervalos de tempo durante esse mini-curso porém nao
aprofundamos sobre um ítem importantíssimo: A duração.
A
duração é um intervalo de tempo. É o tempo entre o início e o final do evento
sonoro. Poderíamos medir esse tempo em termos de segundos. Um maestro poderia
dizer ao primeiro violino: toque um Si por 4.56 segundos.
Essa
não é, no entanto, a maneira pela qual os músicos representam a duração de um
evento sonoro.
A duração de uma nota é representada, em uma partitura, por meio de uma
convenção de sinais que já dura alguns séculos. Nesse tipo de notação usual,
não se especifica a duração em termos absolutos. Os símbolos contidos em uma
partitura jamais dizem para um músico: "toque uma nota tal durante tantos
segundos". Uma partitura diz ao músico: "toque uma nota longa"
ou "toque uma nota com duração igual a metade da duração de uma nota
longa" ou "um quarto da duração"e assim por diante. Os símbolos
e as durações representadas por eles estão na Figura 1.1.
Note
que esta notação representa a duração relativa entre as notas. A partir
da tabela da Figura 1.1 podemos deduzir não só as relações entre a semibreve e
as outras figuras mas entre as figuras entre si. Por exemplo: qual a relação
entre a duração da colcheia e a da mínima? Ora, se as duas mínimas equivalem a
uma semibreve e oito colcheias equivalem a uma semibreve, então quatro colcheias
equivalem a uma mínima.
O que é importante é que na notação tradicional da partitura, não se exprime
tempo absoluto mas tempo relativo. Cada figura exprime um tempo que não
tem sentido isolado mas somente em conjunto com as outras. Por isso uma partitura
pode ser tocada mais lenta ou mais rapidamente. Quando uma partitura é tocada
em uma velocidade diferente, a relação entre as durações das notas não
muda.
A notação de duração é conhecida habitualmente pelos músicos como notação
rítmica. Uma combinação de diversas notas de diferentes durações sempre denota
um ritmo ou padrão rítmico.
Podemos representar um padrão rítmico combinando vários símbolos de duração.
Veja o padrão rítmico da Figura 1.2, por exemplo. Nela estão quatro figuras
rítmicas: uma semibreve seguida de duas semínimas e uma mínima.
Qual
a duração que cada uma dessas quatro figuras representa?
Em
termos de duração relativa à semibreve, as semínimas valem um quarto da duração
desta e a mínima vale metade.
Vamos
supor que a primeira figura (a semibreve) durasse um segundo. A segunda figura
(a semínimas) duraria um quarto de segundo, pois ela vale sempre um quarto do
que vale a semibreve. A terceira figura também duraria uma quarto de segundo. A
quarta (a mínima) duraria meio segundo, pois sempre vale a metade da semibreve.
Imagine,
por outro lado, que resolvêssemos fazer a semibreve durar dois segundos. A
duração das outras três figuras seria, respectivamente: meio segundo, meio
segundo e um segundo.
É
claro que um músico, para tocar, não fica pensando no valor das durações em
termos de segundos. O que ele pode fazer é, por exemplo, bater com o pé uma
marcação fixa de tempo e pensar: o "TOC-TOC-TOC" do meu pé está
tocando uma porção de semínimas, uma após a outra.
Tendo
uma marcação rítmica fixa no pé, ele pode bater com a mão o padrão rítmico,
usando o pé (as semínimas constantes) como guia.
Vamos
supor que o músico tenha de tocar uma semibreve com a mão. Ele sabe que cada
semibreve tem uma duração igual à duração de quatro semínimas. Se ele está
batendo com o pé uma porção de semínimas e a semibreve vale quatro semínimas,
ele sabe que, para tocar uma semibreve com a mão, terá de tocar durante um
tempo igual a quatro batidas do seu pé (as semínimas).
Escrever
a divisão rítmica de uma dada melodia na notação habitual de partituras não é
uma tarefa trivial. Também não é trivial o contrario, ou seja, ler uma dada
divisão rítmica numa partitura e tocá-la com precisão. Essas tarefas são
chamadas, respectivamente, de "Ditado Rítmico" e "Solfejo
Rítmico". Elas tomam boa parte do tempo de estudo do músico.
Como
dizia anteriormente, a partitura exprime a relação de duração entre as diversas
notas e não as durações absolutas.
Suponhamos
que haja centenas de notas em uma partitura. As durações relativas de todas
elas já estão especificadas e basta que apenas UMA das durações absolutas das
figuras seja especificada para que todas as outras também o sejam.
Numa
partitura tradicional, o valor absoluto da duração de uma figura é indicado
colocando-se no alto da partitura uma marcação como a da Figura 1.3.
A
figura mostra uma semínima sendo igualada ao número 60. Isto significa que,
nesta partitura, a semínima vale "1/60 de minuto"ou um segundo. Se o
número fosse igual a 80, a semínima valeria 1/80 de minuto ou 0,75 segundos.
Esta
marcação é conhecida como marcação de tempo ou andamento.
Ora,
se a semínima vale um segundo, podemos deduzir quanto valem todas as outras
figuras rítmicas: a semibreve valerá 4 segundos (a semínima vale sempre um
quarto dela), a mínima valerá 2 segundos etc.
Na
verdade, esta marcação, que aparece no alto das partituras, normalmente é usada
em conjunto com um aparelho chamado Metrônomo. Este aparelho é uma
espécie de "pé automático". Ele faz uma porção de ruídos semelhantes
a estalidos, igualmente espaçados. A duração do intervalo entre os estalos é
regulável por um marcador. Sob o marcador existem números escritos. Se o
instrumentista vai iniciar o estudo de uma peça que tem uma marcação de tempo
como a apresentada na figura anterior, ele regula o metrônomo para o número
correspondente à marcação da partitura. Ele sabe que as batidas do aparelho
serão figuras iguais à figura que está sendo igualada ao número. No exemplo da
figura, o instrumentista regularia o metrônomo para 60 e saberia que cada
batida deste estaria representando uma semínima.
Se
ele quisesse tocar uma semínima, bastaria ele tocar uma duração igual à batida
do metrônomo. Se quisesse tocar uma mínima, tocaria uma duração igual a duas
batidas do metrônomo etc.
Final: Término do Curso
Chegamos
ao final de nosso Mini-Curso de Teclado. Considero que para um mini-curso básico
trouxemos as informações primordiais para você iniciar na arte das teclas
musicais.
Certamente
colocamos aqui um apanhado do que é mais importante para esse aprendizado
inicial. É sempre bom lembrar que isso é um Mini-Curso, portanto não se baseie
somente nesses estudos. Isso serve somente para dar um empurrãozinho em quem
gostaria de aprender sobre este instrumento.
Fico
agradecido pelos e-mails de elogios e sugestões dadas até hoje no transcorrer
desse curso. Desejo a todos vocês um bom aprendizado. Tenha paciência e estude
com carinho cada lição aqui para que não surja dúvidas.
Um
grande abraço à todos e espero que tenham gostado de tudo.
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