Lição 02 - O jejum como reforço à oração
Jovens e Adultos 3° Trimestre de 2003
13 de julho de 2003
TEXTO AUREO
"Então, apregoei ali um jejum junto ao rio Ava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho direito para nós e para nossos filhos" (Ef 8.21).
VERDADE PRÁTICA
O jejum é valioso e eficaz recurso espiritual, aliado à oração e utilizado pelo povo de Deus, de modo sistemático, em situações difíceis de suas vidas.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – 2 Cr 20.3 Buscando a Deus em jejum nacional
Terça – Ef 4.3 Jejum com lágrimas
Quarta – Dn 6.18 Jejum noturno
Quinta – Dn 9.3 Jejum com rogos e oração
Sexta – Jn 3.5-7 Uma cidade em jejum
Sabado – Mc 9.29 Oração e jejum contra os demônios
HINOS SUGERIDOS Harpa Cristã 432, 423 e 145.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
ESDRAS 8.21; ISAÍAS 58.6; MATEUS 17.21; 2 CORÍNTIOS 6.4,5
Esdras 8
21 - Então, apregoei ali um jejum junto ao rio Ava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho direito para nós, e para nossos filhos, e para toda a nossa fazenda.
Isaias 58
6 - Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que despedaces todo o jugo?
Mateus 17
21 - Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.
2 Coríntios 6
4 - Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias,
5 - nos açotes, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns.
OBJETIVOS
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Definir o jejum bíblico.
Descrever as etapas indicadas por Samuel no jejum para alcançar vitória sobre os filisteus.
Citar exemplos bíblicos de vitórias conseguidas após a prática do jejum.
PONTO DE CONTATO
Escreva, em retângulos de papel ofício, versículos bíblicos que expressem incentivos à oração (um versículo para cada retângulo incluindo a referência). Corte-os ao meio e distribua-os entre os seus alunos à medida que forem chegando. Lembre-se de que a quantidade de divisões deverá ser igual à de alunos presentes para que ninguém fique de fora.
Após os procedimentos iniciais, peça-lhes que procurem o par que completa a parte do versículo que têm em mãos e recitem-no em voz alta. Em seguida, sugira que cada dupla compartilhe um motivo de oração e permita que, em dois minutos pelo menos, um aluno ore por seu par alternadamente. Conclua elevando um clamor por toda classe.
Modelo
SÍNTESE TEXTUAL
O jejum para ser aceito deve ser acompanhado de justas e piedosas intenções. No Antigo Testamento, era exercido, na maioria das vezes, como forma de arrependimento. Homens e mulheres piedosos, ao longo dos tempos, buscaram a Deus através do jejum para obter uma vida mais consagrada e vitóriosa. Jejum não é penitência; é sacrifício agradável a Deus. Quando o povo de Israel humilhava-se e buscava a Deus com oração e jejum era vitorioso nas batalhas. A disposição do coração é muito importante para que Deus intervenha mediante o jejum, pois, para Ele, sacrifício sem quebrantamento não tem valor. Há inúmeros exemplos na Bíblia de pessoas que recorreram ao jejum para superar obstáculos. O próprio Jesus logrou resistência na tentação após 40 dias e 40 noites de jejum.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Recapitulação é sequência importante na execução de um plano de aula. Segundo o Manual do Professor de Escola Dominical (CPAD), recapitular envolve três tempos: Explica o que vai ser estudado; reforça o que está sendo aprendido e revisa o que foi ensinado. Pode ser feita em quatro fases da aula: No início da lição; após cada ponto importante; ao final da lição ou no término de uma série de lições sobre o mesmo tema. Para obter sucesso na recapitulação, apresente o tema da lição trazendo à memória de seus alunos algo que lhes seja familiar. Jejum é um tema pertinente à esfera de ação de qualquer cristão piedoso. Partindo desse pressuposto, peça a seus alunos que encontrem as diversas referências relacionadas à jejum na Bíblia. Analise as causas e consequências de cada acontecimento em que houve necessidade dele. Em algum dos casos, Deus ressuscitou-se a aceitar algum sacrifício? Por quê? Recorde com seus alunos caso de jejuns notórios como o de Nínive, por exemplo, que motivou uma cidade inteira a se consagrar.
INTRODUÇÃO
Na busca de uma vida mais consagrada ou de vitória diante das dificuldades, apertos e provações, homens e mulheres piedosos, ao longo do tempo, sempre recorreram ao jejum, como prova de total dependência de Deus. A Israel, Deus ordenara que jejuas-se contritamente no solene e nacional Dia da Expiação (Lv 16.29,31; 23.27,29). Em relação à Igreja, a Bíblia ensina que o jovem é uma necessidade de cada cristão (Mc 2.19,20). O Senhor Jesus nos deixou o exemplo e o ensino (Mt 4.2; At 13.2,3; 14.23). Ele foi enfático ao declarar: "Quando jejuares", e não "Se jejuares" (Mt 6.16,17), mostrando que o jejum deve ser uma prática regular na vida cristã.
1 O CONCEITO DE JEJUM
Jejuar significa abster-se total ou parcialmente de alimento durante um determinado período para fins de aprimorar o exercício da oração e da meditação (Dicionário Teológico, CPAD). O jejum biblico não pode ser visto como penitência, mas como um sacrifício vivo e agradável a Deus. Para que seja aceito, deve ser acompanhado de justas e piedosas intenções. O estudo bíblico dos casos de observância do jejum e oração pelo povo de Deus, suas razões, objetivos e resultados, nos ensina a relevância desta edificante doutrina e aspecto da vida cristã.II. O JEJUM NA BÍBLIA
1 Como expressão de arrependimento (1 Sm 7.1-12). O povo de Israel pecará contra Deus de tal forma que a nação sofreu grande derrota sob intenso ataque filisteu. Entretanto, a Arca do Senhor, capturada, causou grandes juízos aos inimigos ao ser levada como troféu. Castigados duramente por Deus, os incruncidos filisteus resolveram devolvê-la. Mas o pecado do povo era tanto, e também o medo pavoroso de novos castigos divinos, que o objeto sagrado não pode ser levado ao santuário, em Silo, e ficou na casa de Abinadabe, em Quiriate-Jearim, próximo à Jerusalém, durante nada menos que vinte anos! O povo lamentava-se por não ter acesso ao símbolo sagrado da presença de Deus (v. 2).a) Exortação do profeta. Samuel, o homem de Deus, exortou o povo a converter-se, tirar os deuses estranhos de seu meio, preparar o coração diante do Senhor e servir-lo incondicionalmente (v. 3).
Como resultado daquela grave e solene exortação, o povo humilhou-se e deu prova disso orando e jejuando (v.6). De nada adiantaria orar e jejuar se persistissem em seus maus caminhos (Sl 66.18).
b) A vitória alcançada (1 Sm 7.10). Observe que o jejum precedeu uma atitude interior de arrependimento e disposição para obedecer a Deus. Assim hoje, o coração quebrantado, arrependido e submisso é pré-requisito para que se alcance, através da oração, o objetivo desejado. Se queremos ver nossa família vitoriosa, é necessário buscarmos a Deus constantemente.
A vontade de Deus é que todos se convertam e se despojem dos “deuses estranhos” que são a validade pecaminosa, os hábitos scandalosos, o orgulho, o egoísmo, a murmuração, as mágoas e os sentimentos. Quando nossos corações estiverem preparados para somente servir ao Senhor, a vitória será certa!
2 Na busca da orientação divina. a) O exemplo de Neemia (Ne 1.4). Neemia passou momentos difíceis quando soube das tristes e decadentes condições de abandono, miséria e destruição em que se encontrava Jerusalém. Então, antes de tomar qualquer decisão recolheu-se em oração e jejum. “...e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus”. Que exemplo para os obreiros do Senhor nos dias atuais! Mais do que em qualquer outra época, a obra de Deus precisa de obreiros consagrados e dignos de sua sublime missão.
O apóstolo Paulo ressalta que a prática do jejum deveria ser a característica do obreiro recomenda-se em todo (2 Co 6.4,5).
b) O exemplo de Cornélio (At 10.1-33, 44-48). Cornélio, um militar romano de Cesareia, certamente alcançado pelo avivamento espiritual daqueles dias, buscava a Deus em oração e jejum com toda a sua família, pois desejava encontrar o verdadeiro caminho. Certa ocasião, o Senhor apareceu-lhe e ordenou que chamasse Pedro, que residia em Jope. Porém, antes de os mensageiros de Cornélio chegarem à casa de Pedro, Deus, em visão, já havia orientado sobre sua obra e missão na casa daquele piedoso centurião. (vv.11-16). Indo à casa de Cornélio, Pedro pregou o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, o poder de Deus manifestou-se e, todos os que lá estavam converteram-se e foram batizados no Espírito Santo com a evidência do falar em outras línguas (vv.44-48). Esta é uma grande lição para os cristãos atuais que anseiam por saber a direção de Deus em suas vidas. Precisamos de orientação divina para anunciar a todos, continuamente, o evangelho. Aos que dizem que o campo é o mundo e saem a pregar como bem entendem este fato é um alerta.
3 Diante da ação do maligno (Mt 4.1-11; 17.14-21). Em sua tentação, Jesus recorreu à oração e ao jejum durante 40 dias e 40 noites. Por isso, venceu todas as investidas do Maligno. Após descer do Monte da Transfiguração, encontrou um pai aflito que lhe suplicava pela libertação de seu filho que estava endemoninhado. Os discípulos já haviam tentado expulsar aqueles demônios, porém, sem êxito. Jesus, após repreender a incredulidade de todos, expulsou os demônios e livrou o menino daquela opressão. Seus discípulos lhe indagaram: “Por que não pudemos nos expulsá-lo?” (v.19). Jesus lhes respondeu: “Por causa da vossa pequena fé... Mas esta casa de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum” (vv. 20,21). Aí temos uma demonstração inequívoca do valor do jejum como aliado da oração.
4 Nas lutas do dia-a-dia. Na vida diária, nos deparamos com situações que não são resolvidas somente com oração. Tenho aconselhado mães afilhas por serem seus filhos namorarem incrédulos e até se prostituirem. Elas pedem socorro por verem que os conselhos e as orações não estão surtindo efeito. Costumo citar-lhes o fato bíblico acima, e as exorto a orar e a jejuar com sabedoria do alto, uma ou duas vezes por semana, com o objetivo de ver seus filhos libertos da ação do maligno.
O jejum e a oração são poderosas armas espirituais para se combater a ação do inferno nos lares. Não se pode dispensar, nesses casos, a ajuda de outros irmãos e a oração da igreja. Não se deve esquecer também da armadura espiritual de Efésios 6.10-18.
5 Na intercessão pela pátria. Como cristãos temos a obrigação de ourarmos e jejuarmos pela nossa pátria. Muitos vivem reclamando das injustiças sociais e más condições económicas do país, mas sequer oram pedindo ao Senhor que tenha misericórdia de nossos governantes.
6 O jejum e o aspecto físico. Além de uma vida espiritual consagrada, é imprescindível que observemos alguns cuidados no que diz respeito aos aspectos físicos do jejum. Se a pessoa estiver doente e debilitada, ou, se sofre de qualquer enfermidade gástrica, não deve jejuar. Outro cuidado importante é evitar jejuar exageradamente. Isso não apressará a resposta divina. Conhecemos casos de irmãos que, por jejuarem mais de um dia, ficaram emocionalmente desequilibradas, causando muitos transtornos. Tais pessoas foram internadas, gerando escândalos ao nome do Senhor Jesus. É preciso agir com sabedoria. Deus requer em primeiro lugar obediência, não sacrifício (1 Sm 15.22).
III. A ESPIRITUALIDADE DO JEJUM
Em Isaías 58.1-14 está registrado o que Deus considera como jejum espiritual. Ali aprendemos a diferença entre o falso e o verdadeiro jejum. Quem se propõe jejuar e ser aceito diante de Deus, deverá primeiro abster-se da prática do mal e de atitudes que não agradam ao Senhor para, depois, abster-se de alimento.O povo reclamava porque o Senhor não lhe respondia: "Por que jejuamos nós e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu o não sabes?" (v.3). Em sua frieza espiritual, estavam a jejuar por simples formalidade, apenas abstendo-se de alimentos. Deus respondeu-lhes à altura do declarar que sacrificavam por interesses egoístas, em contendas e brigas, e que isto lhe desagradava (vv.3b, 4-6). Em seguida, Deus lhes propõe o jejum que Ele aprecia: o abandono do pecado, da opressão e o cuidado com os necessitados, diante do que experimentariam bênçãos inigualáveis (vv. 6-12).
CONCLUSÃO
Jesus jejunou. O divino Mestre deixou-nos o exemplo. Outros piedosos servos de Deus também jejuaram e inspiraram-nos a seguir-lhes o exemplo.
A prática do jejum é salutar e valiosa para a vida espiritual. Sem dúvida, um excelente reforço à oração e à súplica. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados. Devemos evitar escândalos para a igreja do Senhor. Jamais podemos pensar que, em virtude de praticarmos o jejum, somos mais santos que os demais irmãos.
O jejum só terá valor se o crente estiver em plena comunhão com Deus e com o próximo.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
"Estive jejuando e orando" (Ne 1.4). "Oração e jejum assinalam as decisões de muitos servos de Deus, em numerosas ocasiões, em diferentes situações importantes na história do povo de Deus, através dos séculos e milênios. Jejum não é algo que se faça para merecer as bênçãos de Deus, mas é o meio adequado para a própria humilhação, e é também um acertado exercício espiritual para conseguir estar em espírito diante de Deus e alcançar misericórdia para ser atendido. O jejum não é um meio para despojar Deus de alguma coisa, absolutamente. Ao contrário, jejuar é despojar-se a si mesmo para ter mais da presença de Deus.
O exercício do jejum é algo que está em esquecimento hoje; no entanto, é regra segura para a oração eficaz. Que Deus nos ajude a compreender isto!" (Guia Básico de Oração, CPAD, p.63)
Leia mais
Revista Ensinador Cristão,
CPAD, nº 15, pág. 37
QUESTIONÁRIO
1 Que significa o jejum bíblico?
É o sacrifício agradável se for acompanhado de justas e piedosas intenções.
2 Que conselhos Samuel deu ao povo para obter vitória diante dos filisteus?
Converter-se; Tirar os deuses estranhos de seu meio; Preparar o coração diante do Senhor; Servir somente ao Senhor.
3 Que atitude Neemias tomou ao ouvir o relato da triste situação de Jerusalém?
Recolheu-se em jejum.
4 Que cuidados se deve ter com o jejum quanto ao aspecto físico?
Se estiver doente ou debilitado, o crente não deve jejuar. Deve-se também evitar jejuar exageradamente.
5 Que significa o “jejum espiritual”?
O crente deve abster-se da prática do mal antes de abster-se de alimentos.

