Lição 03 O Cristão e o Perdão
Jovens e Adultos 3° Trimestre de 2003,
20 de julho de 2003
TEXTO AUREO
"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pal celestial vos perdoará a vós" (Mt 6.14).
VERDADE PRÁTICA
O perdão de todo o coração, completo e definitivo, é o remédio eficaz para a cura espiritual do ser humano.
LEITURA DIÁRIA
Segunda-S1 130.4 Com Deus está o perdão
Terça-Dn 9.9 Ao Senhor pertence o perdão
Quarta-Ne 9.17 Deus é perdoador
Quinta-Nm 15.25.26 O sacrificio pelo perdão
Sexta-Mt 6.12 O modo como perdoamos
Sabado-Mt 6.14,15 Só é perdoado por Deus, aquele que antes perdoa os outros
HINOS SUGERIDOS CD Harpa Crista 75 (vol.2-1.7). 503 e 477.
LEITURA BIBLICA EM CLASSE
MATEUS 6.9-15: COLOSSENSES 3.12,13
Mateus 6
9-Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santifi cado seja o teu nome.
10. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.
11. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
12. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.
13. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!
14. Porque, se perdoades aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vai nos perdoarás a vós.
15. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.
Colossenses 3
12. Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entradas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade,
13. Suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
PONTO DE CONTATO
Dentre muitas acepções, cultivam significado dar condições para o nascimento e desenvolvimento de plantas.
Transpondo esta idéia para a convivência entre seres humanos, costumamos dizer que a amizade, para sobreviver, precisa ser cultivada.
Reflita com sua turma sobre a propriedade desta expressão na vida cristã diária. O que é a vida cristã sendo o cultivo de boas relações entre fiéis? A carta aos Hebreus 12:15 adverte à Igreja sobre o perigo de cultivar a “razão de amargura”. Aquela que sobrevive porque é nutrida diuturnamente por falta de perdão! Felas recomendações do autor, não devemos permitir que ela brote para não contaminar outros. Desenvolva a defesa! Seja uma fonte disseminadora do bem! Como? Permitindo germinar em seu intimo paz, alegria, bondade, fé, benignidade...
OBJETIVOS
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
- Explicar o significado de período.
- Identificar os males decorrentes da falta de perdão.
- Enumerar os benefícios que advém do exercício do período.
SÍNTESE TEXTUAL
Em uma das seqüências da parábola do credor incompassivo (v.30), o servo inclemente determinou que seu devedor seja encerrado na prisão até que pague a dívida. Quantas vezes, ainda hoje, encerramos pessoas em prisões motivadas unicamente pela dificuidado que sentimos em: descer do pedestal no qual nos instalamos, abrir mão de nossos direitos, ceder aos outros um pouco de espaço e reconhecer no próximo a imagem de nós mesmos!
Toda vez que você se queixa de algum, ou recorta um episódio que tenha sido de seu desagrado, está mantendo encerrado este alguém numa prisão da qual só você detém a chave.
“Depois do que ele me fez, está na minha lista negra”, “Vou riscá-lo do meu caderno”, “Cortei-o de minhas relações” ou, “Fulano está morto pra mim”. Se estas expressões lhe parecem familiares, lança-se o risco de perder a posição e dispenzar o amor criado a quem lhe causou dano. Com certeza, o maior beneficiário será você.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Representação
A representação ajuda as pessoas a explorarem os sentimentos daqueles cujos papéis elas assumiram. Ela estimula o aprendizado indutivo, contribui para que os alunos resolvam seus próprios conflitos e proporciona às pessoas oportunidade para compartilharem experiências novas, ou situações-problema, amparadas por ambiente seguro. Possibilitam o anonimato lidando com problemas que os membros do grupo não se atrevem a mencionar.
Utilize as informações acima e dramatize o texto registrado em Mateus 18.23-35.
Observe os seguintes dados:
1. denário ...... um dia de trabalho.
100 denários ...... cerca de três meses de trabalho.
1 talento...... seis mil denários.
10 mil talentos...... sessenta milhões de denários.
INTRODUÇÃO
Perdoar não é fácil. Porém, não podemos nos esquecer que, se hoje somos seguidores de Cristo é porque um dia fomos graciosamente perdoados por Deus. Precisamos entender o valor e os benfícios efetos do perdão para a nossa vida espiritual, emocional e física. Num sentido prático da vida cristã, perdoar é abrir mão dos direitos próprios contra o ofensor e transferi-los para Deus. Quando o crente perdoa de todo o coração, fica livre para amar seu ofensor.
1. O PERDÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
1. Considerações acerca do perdão no Antigo Testamento.a) Com Deus está o perdão (Sl 130,4). Deus sempre concede a bênção do perdão ao pecador arrependido. Todavia, o crente não deve jamais brincar de pecar e pedir perdão.
b) Ao Senhor pertence o perdão (Dn 9.9). Quando pecamos contra Deus, só Ele é quem pode nos perdoar.
c) Deus é perdoador (Ne 9.17; Sl 99.8). Este atributo lhe é intrínseco. Deus sempre nos perdoa quando, arrependidos e contritos, reconhecemos nossos pecados.
d) Sacrifício pelo pecado. No Antigo Testamento, o homem, para ser perdoado, tinha que oferecer sacrifício expiador (Nm 15.25,26).
e) Valor do perdão. Os servos de Deus conheciam a importância de perdoar (Gn 50.17-21). O exemplo de José ao perdoar seus irmãos é extraordinário para nós.
II. O PERDÃO NO NOVO TESTAMENTO
1. Considerações acerca do perdão no Novo Testamento.a) Deve ser recíproco. Na oração ensinada por Jesus (Mt 6.12), vemos o quanto é comprometedor, em todos os sentidos, alguém, ao orar o Pai Nosso, pedir a Deus que nos perdoe da mesma forma que perdoamos aos nossos ofensores. Se perdoarmos totalmente, somos perdoados. Se não perdoarmos de verdade, não seremos perdoados pelo Senhor. Jesus não disse: “quando perdoamos”, mas, “assim como perdoamos.”
b) É ilimitado. Não há limites para se perdoar um irmão (Mt 18.21); perdoar 70x7 é dizer, metaforicamente, que devemos perdoar sempre, tantas vezes quanto as formas ofendidos. Isso só é possível quando estamos em Cristo, pois a sua graça capacita-nos a cumprirmos esse preceito cristão.
c) Deve ser sincero. O perdão deve ser de coração (Mt 18.35), pois agir com falsidade é pior do que não perdoar. A hipocrisia, o fingimento e o engano são pecados que Deus abomina.
d) Transpõe barreiras. O perdão é condição indispensável para que nossas orações sejam respondidas por Deus (Mc 11.25,26). Há pessoas que oram anos a fio e, apesar de suplicarem e buscarem a Deus incessantemente, não alcançam o que pedem. Dentre outros motivos, certamente, a falta de perdão é uma barreira intransponível para que as bênçãos de Deus fluam sobre o suplicante.
e) É sem reservas. Quem mais ama ao Senhor mais será perdoado (Lc 7.41-47). Esse é o amor de mostrado pela obediência e submissão a Deus. É a remição incondicional de nossa vontade, e interessa consagração ao Senhor. É seguir o exemplo de Jesus que, sendo ofendido, não odiou nem se revoltou. Com a graça de Deus, isso é possível ao crente feliz.
f) Promove comunhão. Perdoar é sinal da presença de Cristo na vida (Cl 3.11-13). Quantas pessoas são ativas e empenhadas na obra de Deus, mas não usufruem a presença real e plena de Cristo em suas vidas porque guardam mágoas, rancores e ressentimentos.
III. POR QUE DEUS PERMITE QUE SEJAMOS PROVOCADOS E OFENDIDOS
Certamente, Deus permite que sejamos alvo de provocações e ofensas para “nos dar uma oportunidade de nos assemelharmos mais a seu Filho Jesus Cristo” (Larry Coy). De acordo com a Palavra de Deus, “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus...para serem conforme à imagem de seu Filho” (Rm 8.28,29).1. Quando somos os ofensores.
a) Contra Deus. De modo geral, quando cometemos uma ofensa, atingimos a santidade de Deus. Há ofensas ou pecados que são diretamente cometidos contra Deus. Mentir, roubar, enganar, blasfemar, caluniar e outros pecados semelhantes são alguns exemplos, conforme Gl 5.19-21. Que precisamos fazer? Sem dúvida, devemos confessar o nosso erro, pedir perdão a Deus de modo sincero, e deixar de ofendê-lo. Provérbios diz que, aquele que confessa suas transgressões, de modo sincero e fiel, alcança de Deus a sua misericórdia, ao passo que, o que se encobre jamais prosperará (Pv 28.13).
b) Contra o próximo. É mais fácil pedir perdão a Deus do que aos nossos semelhantes e principalmente aos mais próximos de nós. Entretanto, não há outro caminho. Se queremos ser vitoriosos contra o Maligno, contra o pecado e o mal, precisamos pedir perdão ao nosso próximo. É sinal de espírito elevado, quando o esposo pede perdão à esposa e vice-versa; o filho pede perdão ao pai e este, dando exemplo, pede perdão ao filho.
Há casos em que filhos deixaram o lar, e até a igreja local, porque seus pais foram injustos com eles, e não tiveram a humildade de pedir-lhes perdão. Seja a quem for que ofendamos, devemos reconciliar-nos através do perdão.
2. Quando somos ofendidos. Se pedir perdão não é fácil, devido a constrangimentos, vergonha, fraqueza, receio, medo e outras circunstâncias, mais difícil é perdoar a quem nos ofende devido à nossa imaturidade em geral, sofrimento e situações momentâneas.
A natureza humana, propensa à soberba e à dureza de coração, não perdoa com facilidade. Há pessoas tão indiferentes e distantes de Cristo que preferem morrer a perdoar alguém, como se elas fossem perfeitas e infalíveis.
O perdão movido por Deus deve começar em casa. O esposo precisa saber perdoar a esposa. Esta, por sua vez, precisa igualmente perdoá-lo. Assim devem proceder filhos, pais e irmãos. É mandamento bíblico (Cl 3.11-13).
3. Os resultados da falta de perdão. A falta de perdão gera problemas de toda ordem.
a) Uma pessoa ofendida tende a tornar-se amargurada e vingativa;
b) Feridas e mágoas podem alastrar-se no coração do ofendido;
c) Doenças emocionais e físicas geralmente evoluem até à morte;
Como cristão, o que temos de fazer para que essas coisas não aconteçam? Em Mateus 18.15-17, Jesus nos ensina como agir quando somos ofendidos por um irmão. Com a mente e o coração abertos leia, medite e coloque em prática esta passagem.
4. Perdoar é esquecer.
a) “Perdão mas não esqueço”. Temos oferecido perdão da mesma forma que desejamos recebê-lo? Há pessoas que dizem perdoar, mas sempre trazem à memória a ofensa recebida. Quem age dessa forma, está revelando na verdade que não é capaz de esquecer. Quando oramos o Pai Nosso, rogamos: “Perdoa as nossas dívidas (ofensas), assim como nós perdemos os nossos devedores” (ofensores) (Mt 6.12). Muitos estão selando sua culpa com essa oração. Se quisermos que Deus nos perdoe, precisamos esquecer a ofensa recebida.
b) Deus perdoa e esquece. Lemos em Jeremias 31.34: “...porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.” Ora, como pode ser isto? Deus é onisciente e não se lembra de algo? Na verdade, o versículo afirma que Deus não mais se lembra do juízo sobre o pecador arrependido. A lembrança do fato não tem mais efeito negativo, pois Deus já perdoou!
Assim também devemos nos perdoar, sinceramente, e esquecer. A lembrança não nos incomoda mais, pois ficamos livres do agitação da ira, do ódio, da mágoa e da tristeza. O amor inunda o coração, e ocupa o lugar do ressentimento e revolta. Entretanto, somente com espírito longânimo tal atitude é possível.
IV. PERDOAR É DEVER CRISTÃO
1. Resultados terríveis da falta de perdão (Cl 3.11-13). Quando uma pessoa não perdoa, seu coração é inundado por toda sorte de sentimentos ruins. Isso tem um preço muito alto: Tensão emocional. Esta, segundo Dr. Mc Millen, tende a causar “úlceras do estômago e intestinos, colite, pressão alta, problemas no coração, apoplexia, arteriosclerose, distúrbios mentais, papeira, doenças renais, cefalalgia, diabetes, artrite e outras”.A Bíblia tem receita para evitarmos tudo isso: “Irai-vos e não pequeis. Não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). “Amai vossos inimigos; bendizei aos que vos maldizem; fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem...” (Mt 5.44). Não permita a “raiz de amargura” em seu coração (Hb 12.15).
2. Os resultados maravilhosos do perdão. Quando concedemos o perdão, somos contemplados por toda sorte de bênçãos.
a) Cura espiritual. O verdadeiro perdão sairá às feridas da alma e traz alívio e paz ao coração.
b) Libertação. O verdadeiro perdão liberta o ofendido do peso da mágoa; ele abre mão de seus direitos contra o ofensor, e entrega-os a Deus. Só Ele absolve o devor do quando este confessa suas transgressões e as abandona (Pv 28.13).
c) Saúde psicofísica. O verdadeiro perdão não somente restabelece nossa comunhão com Deus, como também dá saúde à alma, à mente, ao coração e ao corpo promovendo o perfeito equilíbrio entre o homem e o meio em que vive.
d) Fervor espiritual. Deus é glorificado e o diabo é derrotado quando há o verdadeiro perdão.
CONCLUSÃO
Foi por causa do perdão divino que alcançamos a salvação, com todas as bênçãos que Deus reservou para nós, incluindo a vida eterna. Que o Senhor nos ajude a buscar o perdão e também a concedê-lo!
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
“Desenvolver uma convivência sem ressentimentos ou raiz de amargura, onde não haja lugar para que a ira se instale, é tão vital para a vida cristã que o Senhor condicionou a entrega de nossa oferta no altar de Deus a buscarmos primeiro reconciliação com aquela quem defendemos. E justo pressupor que a oferta não será aceita se não tomarmos a iniciativa de reparar nossa falta...
... Não é fácil tomar semelhante iniciativa, pois o orgulho ferido, que não cede um milímetro, nos leva a racionalizar toda sorte de desculpas para nos esquivarmos de procurar o próximo. Somos protegidos em apresentar razões bem argumentadas para mostrar que estamos certos e assim endurecemos o jogo, esperando que a outra parte se ajoelhe aos nossos pés e implore perdão...
... Se estamos em Cristo, a qualidade do nosso relacionamento com o próximo indica como está o nível de nossa comunhão com Deus por uma razão bastante simples: o acúmulo de magos estabelece barreiras emocionais que nos desestimulam e estrafam o nosso ânimo em buscar o Senhor.” (Transparência da vida cristã, CPAD, págs. 88 e 89)
QUESTIONÁRIO
1. Num sentido prático, o que é perdão?
É abrir mão dos próprios direitos contra o ofensor e transferi-los para Deus.
3. O que acontece quando o crente perdoa?
Fica livre de toda sorte de males e restabelece a comunhão com Deus.
5. Qual a relação entre perdão e oração?
É condição indispensável para que as orações sejam respondidas (Mc 11.25-26).
7. Por que Deus permite irritações e ofensas em relação a nós?
Para “nos dar oportunidade de nos assemelharmos a seu Filho Jesus Cristo”
9. Quando somos ofendidos, que devemos fazer?
Devemos perdoar. É mandamento bíblico (Mt 18.15).

