Lição 06 - O cristão e os meios de comunicação
Jovens e Adultos 3° Trimestre de 2003
10 de agosto de 2003
TEXTO ÁUREO
"Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará" (Sl 101.3).
HINOS SUGERIDOS CD Harpa Cristã 75 (vol. 2 – f. 7), 432 e 266.
VERDADE PRÁTICA
O cristão não pode ficar alienado das coisas que acontecem no mundo; porém, deve utilizar os meios de comunicação com temor de Deus e senso crítico inspirado na Palavra, para não prejudicar sua vida espiritual.
LEITURA DIÁRIA
Segunda-feira – Salmos 101.3 O cuidado com o que se vê.
Terça-feira – 1 Samuel 3.11 Coisas que fazem o ouvido tinir.
Quarta-feira – Salmos 89.15 Ouvindo o som alegre.
Quinta-feira – 1 Timóteo 4.13 Persiste em ler a Palavra de Deus.
Sexta-feira – Salmos 19.8 A Palavra do Senhor ilumina os olhos.
Sábado – Deuteronômio 7.26 Não ponha maldição em sua casa.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Deuteronômio 7.26; Salmos 101.3; Isaías 5.20.
Deuteronômio 7
26 – Não meterás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás e de todo a abominarás, porque anátema é.
Salmo 101
Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações da-queles que se desviam; nada se me pegará.
Isaías 5
Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!
PONTO DE CONTATO
Não se esqueça: o objetivo desta lição não é discutir os meios de comunicação em si, mas o que eles estão divulgando. E, como servos de Deus, devemos ser critérios e seletivos quanto ao que vemos, para não nos contaminarmos.
Durante a aula, mostre à sua classe, sempre com o auxílio da Bíblia, porque devemos ser cuidadosos com que vemos e com o que ouvimos.
OBJETIVOS
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Discutir os benefícios que a multimídia traz para a evan-gelização.
Refletir sobre o perigo da co-municação de massa.
Descrever os méritos e deméritos da literatura.
SÍNTESE TEXTUAL
O cristão fiel e dedicado deve obter de Deus poder para viver no mundo e influenciá-lo. A mídia é de grande valor para a pregação do evangelho. Através dela, mul-tidões podem ser alcançadas em questão de segundos. Infelizmen-te, ela nem sempre é utilizada para bons propósitos. Este uso indevido deforma o caráter e estimula a agressividade de nossas crianças, pois estas não possuem critérios suficientes para discernir entre o pernicioso e o construtivo.
A aspiração do crente piedoso deve basear-se inequivocamente no conselho do apóstolo Paulo quando diz: “Examinai tudo e retende o bem.”
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Painel integrado
Divida a classe em grupos iguais. Dê a cada aluno um núme-ro seguindo a ordem de compo-nentes. Se necessário, deixe um grupo fique com mais alunos, dê números repetidos.
1º grupo - topico 1
2º grupo - topico 2
3º grupo - topico 3
1º grupo - topico 1
2º grupo - topico 2
3º grupo - topico 3
2. Tome os tópicos principais da lição e distribua-os, um para cada grupo, da forma que melhor lhe convier. Se desejar, pode elaborar perguntas para orientar os debates. Informe que o grupo terá dez minutos para cada fase e que deve eleger um apresentador e um aluno para controlar o tempo.
3. Cada grupo estuda o tópico indicado. Todos anotam os resultados para relatar na próxima fase.
4. Reorganize os grupos juntando os alunos que possuam números iguais, como mostra a ilustração abaixo:
1 1 2
1 2
3 3
3
5. Cada membro relata as conclusões a que chegou na fase anterior. Faça uma síntese com anotação.
6. Forme um grupo único para fazer uma avaliação geral do trabalho.
7. Conclua fazendo as aplicações necessárias.
INTRODUÇÃO
O cristão não deve, como os eremitas da Idade Média, afastarse do convívio social, preferindo morar em lugares ermos para não se contaminar com o mundanismo. Essa não é nossa missão, e nem o nosso modo de ser. Precisamos viver no mundo sem nos contaminarmos com sua pecaminosidade. Devemos pedir ao Senhor capacidade e poder para influenciar toda a humanidade com a graça e o amor divinos.
I. O VALOR DA MULTIMÍDIA
1. A pregação do evangelho. Diz-nos a Palavra de Deus de forma desafiadora: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação... Fiz-me tudo para todos, para todos os meios, chegar a salvar alguns... e, até mesmo se não anunciar o evangelho!” (1 Co 9.16,19-22,23). O que pretendia dizer o apóstolo Paulo com estas palavras? O que pode significar a expressão “por todos os meios”?No púlpito de uma igreja, um pregador, mesmo ampliando sua voz por meio de um microfone, só consegue atingir algumas centenas de pessoas. Através da mídia, inclusive a televisiva, com sabedoria e união, este mesmo pregador pode alcançar milhões ao mesmo tempo com o evangelho de Cristo.
Que exemplo tem a Bíblia a respeito da comunicação? Vejamos: No século XVIII, Jesus fez um grande uso de comunicação (Gn 8.7-11). Abner fez do grito seu meio de comunicação (2 Sm 2.26,27). O general Joabe utilizou mensageiros para se pronunciar (2 Sm 18.21,23). Deus ordenou a Moisés que usasse búzinas e trombetas para transmitir suas mensagens (Nm 10.1-7; Ex 19.13; Js 6.4,5).
Hoje, a inusitada pergunta de Deus
a Jó (38.35) é uma realidade, mediante o avanço da Ciência.
2. A transmissão de programas educativos. Infelizmente, as agências seculares utilizam a multimídia quase todo o tempo para disseminar o mal. É o caso da
inversão de valores, da qual nos advertiu o profeta Isaías (5.20).
Nos dias atuais, a televisão tornou-se uma escola universal de crimes, prostituição, perdição da juventude, destruição da família, propagação de orgias, exploração sexual, violência e espiritismo. A Igreja do Senhor é quem deveria dominar a mídia, inclusive a televisão, para pregar o evangelho de poder e estender o Reino de Deus por toda parte.
A família cristã deve estar consciente de que a educação sexual através da mídia secular é enganosa e pervertida. Educação sexual verdadeira é aquela que mostra o valor da virgindade, da pureza que o jovem deve ter e como obtê-la (Sl 119.9). É a que mostra a santidade do corpo e afirma que este pertence ao Senhor (1 Co 6.13-19). A sociedade não sabe disso. Compete à Igreja de Cristo assumir sua função de sal da terra e luz do mundo.
II. O MAU USO DA MÍDIA SECULAR
1. Estímulo à violência.a) A deformação do caráter. Segundo pesquisas, “uma criança no Brasil ao atingir 14 anos de idade, já testemunhou 11.000 (onze mil) crimes através da tevê”. Isto, sem levar em conta, os contrabandos, brigas, estupros, assaltos e espancamentos que resultam em mortes. A violência e a imoralidade são a tônica dos programas de tevê e não há opção para o telespectador.
Pesquisa realizada aqui no Brasil revelou que, durante 200 horas de programação, é possível assistir 30 mortes cruéis, 101 lutas, 3.592 acidentes, 32 roubos, 616 cenas de uso indevido de armas, 57 seqüestros, 819 desafios e provocações, 410 trapaças, 86 casos de chantagem e 321 aparições de monstros pavorosos inclusive como animais ferozes. Só a misericórdia do Senhor!
b) Estímulo à agressividade. Não é tão que há tantas crianças inseguras, agressivas, com indole violenta e intento criminoso. Não são poucos os casos de adolescentes que matam colegas de escola, às vezes, por um par de tênis. Usam armas de fogo, assassinas ou professores.
A Internet é outra forma de comunicação que, sem controle, torna-se um poderoso meio de estímulo à promiscuidade e à violência. Em agosto de 2002, houve o seguinte registro: Mais de 20 cenas violentas por hora. Trezentas e oito cenas de corrupção sexual em 171 horas de programação. Dezoito mil cenas de violência em um ano para um espectador médio brasileiro.
c) Coisa má diante dos olhos. Diante de tudo isso, a Bíblia tem razão quando ensina: “Não porei coisa má diante de meus olhos...” (Sl 101.3) e exorta, “Não meterás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás e de todo a abominarás, porque anátema é” (Dt 7.26). Aqui, a Palavra de Deus nos adverte claramente: o mal embutido nessas abominações atingirá em cheio seus apreciadores e admiradores.
2. Estímulo ao pecado.
a) Adultério e homossexualismo na sala de visitas. Como se sentiria uma família que, assistindo a programas imorais ou violentos pela tevê, visse o Filho de Deus no meio da sala? Ficaria feliz, satisfeita, tranquila? A Palavra de Deus é enfática: “Feliz o homem que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos; a sua mulher será como a videira frutífera aos lados da sua casa; os seus filhos como plantas de oliveira à roda da sua mesa” (Sl 128.1-3). Esta é a promessa de Deus para a família que teme ao Senhor. Entretanto, se a esposa crente é viciada em novela indecente e anticristã; e os filhos, em programação suja, violenta e homicida, essa felicidade jamais será alcançada.
b) A tevê modifica a visão das coisas (Is 5.20). O correto é visto como errado, e vice-versa. Nas novelas, o amor puro é ridicularizado. Enquanto que a infidelidade, a fornicação, a prostituição e a gravidez fora do casamento, são atitudes aplaudidas pela maior parte da sociedade.
Roubo e trapaça são sinônimos de capacidade intelectual, enquanto a honestidade é vista como coisa do passado. O amor a Deus é relegado ao esquecimento. Os heróis não são os pregadores, os missionários, os pais e mães de família honestos, nem os trabalhadores. Ao contrário, são os ladrões, demagogos, trapaceiros, criminosos, adulteros, homossexuais e prostitutos. Definitivamente, os lares cristãos não devem “dar ibope” a Satanás. Somos “guiados pelo Espírito de Deus” (Rm 8.14).
3. Como o cristão pode controlar o que vê?
a) Exercendo bom senso (1Ts 5.21). Se você não sabe e não pode controlar o aparelho de televisão e melhor não tê-lo. É insensatez ocupar o tempo destinado à oração, à leitura da Bíblia, ao culto doméstico, à conversa em família e à frequência à igreja com programas de tevê. O altar da devoção não deve jamais ser substituído pela televisão. Nós somos templo de Deus. Nossos olhos são as portas desse templo. Devem ser puros. Cuide do templo de Deus! (1 Co 6.19,20).
b) Dando atenção aos filhos (Ef 6.4). Dedicar atenção especial aos filhos, conversar, orar, mostrar interesse por suas atividades e dar-lhes alimento espiritual e dever de todo pai cristão. Do contrário, ficarão à mercê de tudo o que a “babá eletrônica” lhes transmite para transformá-los, mais tarde, em filhos biônicos: sem Deus, sem amor, sem salvação. Não ofereça seus filhos a Moloque como fizeram muitos pais na antiguidade.
III. O VALOR E O PERIGO DA MENSAGEM ESCRITA
1.O valor da boa leitura. Levantamentos feitos na igreja constatam que menos de 10% dos crentes já leram a Bíblia toda. A leitura da Palavra de Deus é indispensável nos lares cristãos. Não podemos negligenciá-la. É plenamente possível ler a Bíblia toda em um ano. Há inumeráveis razões que nos motivam à leitura das Escrituras: Ela nos protege do destruidor (Sl 17.4); é escudo para os que confiam no Senhor (Sl 18.30); é reta (Sl 33.4); sara as mentes e os corações (Sl 107.20). Ao contrário da programação suja da TV, a Bíblia purifica o caminho dos jovens (Sl 119.9), preserva do pecado (Sl 119.11), vivifica (Sl 119.25), fortalece (Sl 119.28), é lâmpada e luz (Sl 119.105).Além da Bíblia, o cristão pode recorrer à leitura de bons livros, revistas e jornais, principalmente evangélicos. Mas é bom examinar sua origem, seus autores, bem como sua linha teológica.
2.O perigo da má literatura. Ressalvadas as exceções, grande parte do que se publica atualmente é literatura pornográfica, cuja finalidade é despertar no leitor erotismo, luxúria, sensualidade, lascívia e desejo de prostituição. As revistas, bem mais à mão do que os livros, também estão minadas por temas suspeitos, tendenciosos, capciosos, degradantes e perigosos, tais como o sexo livre, a infidelidade conjugal, a violência e outros males. Os pais devem verificar o que os filhos têm em mãos. Para a literatura, vale a mesma recomendação: "Não porei coisa má diante de meus olhos."
CONCLUSÃO
O cristão não pode fechar-se numa redoma, alheio a tudo. A recomendação do apóstolo é: "Examinai tudo e retende o bem". Os meios de comunicação, incluindo a Internet, trazem bem pouca coisa boa, e muita coisa ruim, pecaminosa e destruidora de vidas, de lares, de valores e do bem. É preciso saber filtrar as informações, confrontando-as com os princípios da Palavra de Deus.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Basta ligar a televisão por alguns minutos para se sentir o calor da expressiva sensualidade de nossos dias. A maior parte da programação é grosseira. Um roteiro rápido pelos canais de TV revela invariavelmente, pelo menos, um casal embrulhado em lençóis e muito apelo erótico. Mas o calor torna-se crescentemente ardiloso, especialmente quando seu objetivo é vender...
Apesar de tudo, os sensualistas querem mais, e há quem defenda a ideia de liberdade para a pornografia argumentando que ela pode ser vista como uma celebração erótica.
tica do corpo, um conceito de liberdade fácil, ou uma fantasia de infinita indulgência.
É com tristeza que constatamos que os argumentos acima descritos estão ganhando peso. Não é de admirar que vivamos em uma sociedade que transpira sensualidade por todos os poros.
...Isto nos leva a uma indagação da qual não podemos nos desviar: Como a igreja evangélica vê tudo isto? Com a visão acomodada de uma igreja “corintia”? Aquela que violou sua santidade mergulhando na areia movediça de sua própria sensualidade?
Não nos esqueçamos que sensualismo e piedade se excluem mutuamente. Se queremos nos disciplinar com o fim de atingirmos a santidade, comecemos pela disciplina da pureza.
(Argumento baseado no livro Disciplinas do homem cristão, CPAD, págs. 23 e 24)
QUESTIONÁRIO
1. Que benefício a multimídia pode trazer para a evangelização?
Através dela, um pregador pode alcançar milhões de telespectadores ao mesmo tempo.
2. Que diz o Salmo 101,3 sobre o sentido da visão?
“Não porei coisa má diante de meus olhos....”.
3. Como a televisão tenta modificar nossa visão de mundo?
Enfatizando a inversão de valores.
4. Como o cristão pode controlar o uso da TV?
Dando prioridade às atividades espirituais e dedicando-se mais à família.
5. Que alternativa tem o cristão para evitar a má literatura?
Substituí-la pela leitura da Bíblia, de bons livros, revistas e jornais, principalmente os evangélicos.

