Lição 07 - O relacionamento doméstico e social do cristão

 

Capa da Revista Lições Bíblicas Jovens e Adultos 3º Trimestre de 2003 CPAD

Jovens e Adultos 3° Trimestre de 2003

17 de agosto de 2003

TEXTO ÁUREO
“Nada façais por contenda ou por vangloria, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Fp 2.3).

VERDADE PRÁTICA
Em seu relacionamento doméstico e social, o cristão tem oportunidade de demonstrar seu caráter, amor, maturidade espiritual e emocional.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Ef 4.25 Falar a verdade com o próximo
Terça - Tg 4.11 Não falar mal do irmão
Quarta - Fp 2.3 Considerar o outro superior
Quinta - Rm 12.9 Amar sem fingimento
Sexta - Rm 12.10 Amar de coração
Sábado - 1 Jo 3.15 O perigo de odiar o irmão

HINOS SUGERIDOS CD Harpa Cristã 175 (vol.4 - f.7), 133 e 168

LEITURA DIÁRIA
I CORÍNTIOS 13.1-5; SALMO 133
I Coríntios 13

1 - Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 - E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria.
3 - E ainda que distribuisse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria.
4- A caridade é sofridora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5- Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Salmo 133
1- Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!
2- É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
3- Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre.

PONTO DE CONTATO
A despeito de ser formada por indivíduos, a Igreja de Cristo é capaz de manter sua unidade conciliando harmoniosamente as diferenças peculiares a um organismo. Entretanto, é inegável que surgem barreiras motivadas por excesso de auto-estima (orgulho) que, muitas vezes, desequilibram a harmonia existente. Discuta com seus alunos sobre a crescente onda de violência e desarmar que se desenrola no mundo todo e, por descuido, pode acampar-se na sua igreja, e afetar o relacionamento cristão e desenvolvimento do corpo de Cristo.

OBJETIVOS
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

  • Descrever as características do crente como discípulo de Cristo.

  • Identificar o nível mais elevado no relacionamento cristão.

  • Determinar o tratamento que Jesus ordena aos inimigos.

SÍNTESE TEXTUAL
O homem é um ser social. Isto explica sua necessidade de viver em grupo.
O relacionamento sadio é a base para a sobrevivência de qualquer grupo, quer seja ele familiar, de trabalho, eclesiástico etc. Amar é fundamental para a manutenção do vínculo comunitário, pois o amor é o sentimento que predispõe alguém a empenhar-se para promover o bem-estar das pessoas que o cercam. Ele dissolve os mal-entendidos, ameniza o sofrimento, estabelece laços de amizade e edifica lares em estruturas de saudades.
Amor, respeito, compreensão, obediência, acatamento das regras de boa convivência e cumprimento dos deveres designados a cada membro são ingredientes indispensáveis à construção de bons relacionamentos.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Dinâmica: Talheres
Textos bíblicos sugeridos: Tito 2,1-7; Colossenses 3,12-17.
Objetivo: Proporcionar ao grupo oportunidade de analisar o próprio comportamento em comunidade.

Aplicação
O instrutor explica as características dos talheres:
Faca - conta, fere, separa, divide, isola.
Colher - empurra, recolhe, encaminha, dirige, faz tudo de maneira suave, reúne, facilita a alimentação.
Garfo - espeta, pica, desmancha, segura, agarra, prende, fere.
Após a explicação, dê um tempo de 15 minutos para reflexão. Cada participante pode questionar-se e avaliar se em sua igreja exerce a função de faca, colher ou garfo anotando suas próprias observações.
Se todos concordarem, poderão ler as observações feitas para o grupo. Após a última leitura, podem ser feitos comentários encerrando-se com oração.
(Adaptado de Relações humanas Interpessoais - Silvino Fritzen)

INTRODUÇÃO
Até mesmo entre irmãos pode haver dificuldade de relacionamento, pois essas são anglos, ou espíritos, mas pessoas de carne e ossos, com virtudes e defeitos. Só a Igreja como noiva do Cordeiro, é que não tem problemas ou defeitos. No lar, na escola, no trabalho, no lazer ou na igreja local, a convivência humana torna-se indispensável e, será uma bênção, se for desenvolvida segundo os princípios bíblicos de comportamento.

I. O RELACIONAMENTO FAMILIAR

1 O amor é a chave de todo relacionamento cristão. De acordo com a Palavra de Deus, a “marca registrada” dos verdadeiros discípulos de Jesus não são os anos de crente; não é o rótulo denominacional; não é o cargo ocupado na igreja local; não é o nome de família nem o nível social. É o amor de Deus derramado em nossos corações e demonstrado na prática em nosso viver diário. O amor é o autêntico distintivo do cristão! “Nisto todos conhecerão, que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,34,35).
2 O relacionamento entre os cônjuges. Todo casal deveria ter Cântares atentamente e observar os princípios norteadores do amor conjugal. A esposa, de coração aberto, declara “O meu amado fala e me diz: Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem” (Ct 2.10); “O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém” (Ct 5.16). E o esposo diz amorosamente da esposa: “Que belos são os teus amores, irmã minha! Ó esposa minha! Quanto melhores são os teus amores do que o vinho!” (Ct 4.10). Quando um casal cristão tem esse tipo de relacionamento, a vida pode não ser “um mar de rosas”, mas quando os conflitos surgirem, serão atenuados. O amor entre os cônjuges é mandamento bíblico (Ef 5.25).
3 O relacionamento entre pais e filhos.
a) Pais e filhos. É indispensável que os pais amem seus filhos não só com palavras, mas com demonstração de afeto e carinho, evitando gritos e castigos desnecessários.
“Ame seu filho antes que um traficante o adote”, diz um adesivo de carro. Há muitos filhos de crentes que estão “por trás das grades” ou entre os traficantes de drogas, empurrados pelos próprios pais. Atitudes de amor, acompanhadas de fé nas promessas da Palavra de Deus, de jejum e oração têm muito mais poder do que gritos, ameaças, intimidações e castigos injustos.
b) Filhos e pais. Os filhos, por sua vez, devem amar, obedecer e respeitar seus pais. O apóstolo Paulo, escrevendo aos efésios, repete o quinto mandamento, enfatizando-se em “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo” (Ef 6.1) e, “Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem e vivas muito tempo sobre a terra” (Ef 6.2,3). Obediência e honra são disposições que devem acompanhar o filho sensato. Muitos sofrem o juízo de Deus e têm sua vida encurtada por pecarem contra os pais.

II. O RELACIONAMENTO ENTRE CRISTÃOS

Como deve ser o relacionamento entre os cristãos? O que deve ser evitado para que haja autêntica comunhão? Como lida a Palavra de Deus com esse assunto tão relevante?
1 Maledicência. Em uma determinada casa que visitamos, encontramos um sugestivo quadro em que estava escrito: “Aqui não se fala mal dos irmãos, ora-se por eles.” Um dos espíritos maus que rondam e até encontram lugar em certas igrejas locais, é o do mexerico. É incrível como isso acontece no meio do povo que tem o dever de ser “sal da terra” e “luz do mundo”. O cristão verdadeiro precisa ser liberto desse mau comportamento. “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo...” (Lv 19.16), exorta-nos a santa Palavra.
Os maledicentes ou mexeriqueiros são pessoas que gostam de murmurar e falar da vida alheia. Existem até mesmo professores de Escola Dominical que utilizam o espaço e o horário das aulas para difamar a direção da igreja e maldizer o andamento do trabalho. Tal atitude prejudica terrivelmente o relacionamento cristão e impede o crescimento da obra de Deus.
O Senhor prometeu abençoar seu povo quando deixasse o “jejum de fachada”, que incluía “o estender do dedo e o falar vaidade” (Is 58.9b). Quem procede desta maneira está inserido no contexto de Provérbios 6.16 que diz: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima Ele abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trampa projetos iniquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos”. Se um destes termos aplica-se a você, reexamine os princípios bíblicos e reveja seus conceitos.
2. Amar ardentemente ao próximo. “Purificando a vossa alma na obediência à verdade, para caridade fraternal não fingida, amai-vos ardentemente uns aos outros com uma coração puro” (1 Pe 1.22). Aqui, a Palavra de Deus nos exorta a amarmos os irmãos ardentemente, sem fingimento e com um coração puro. Se houver em nós tal sentimento, o relacionamento também será elevado.
3. Amar como Cristo. Não é fácil amar da mesma maneira que Jesus ama. Mas Ele não exige menos que isso: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.34,35).
4. O amor ágape. No capítulo 13 da primeira carta aos Coríntios, encontramos a grande prova da maturidade cristã. Se o crente não tiver o “amor Ágape”, será reprovado por Deus. A caridade, que é o amor divino manifesto através de nós, tira “a máscara” dos que se imaginam mais santos que os outros. Paulo afirma que se alguém tem o dom de línguas, o dom de profecia, fé extraordinária e notória filantropia, sem amor, nada significa. O amor ágape é indispensável ao relacionamento ideal entre irmãos. Sofre, mas não faz os outros sofrerem; é benigno, não nutre inveja, não é leviano nem dá lugar à soberba e ao orgulho; não se porta com indecência, “não se irrita”. Esse amor deve ser a tônica do relacionamento com os irmãos.
5. A excelência da união. Só podem viver unidos os que se amam. Essa união é suave, e é comparada à unção do sacerdote no Antigo Testamento. Quando o óleo era derramado sobre sua cabeça, espalhava-se por toda a veste até aos pés. Havendo união, diz-nos a Bíblia: “Deus ordena a bênção e a vida para sempre.”

III. O RELACIONAMENTO COM OS NÃO-CRENTES

1. O jugo desigual. Pode o cristão ser amigo íntimo de uma  pessoa não-credente? Escrevendo aos coríntios, Paulo os exorta a não se colocarem em jugo desigual com os infiéis (2 Co 6.14). Isto significa que o crente não deve manter nenhum tipo de contato com os infiéis? Naturalmente, não. É interessante que o cristão tenha amizade com pessoas não-credentes, isto facilita a evangelização pessoal. No entanto, um relacionamento que implique compromisso mais sério, deve ser evitado. Exemplo disso é o namoro, o noivado ou o casamento com pessoas não cristãs. Os resultados têm sido desastrosos na maioria dos casos. Além de ser pecado contra a lei de Deus.
2. Amar os inimigos (Mt 5.44) A Bíblia ordena que exercitemos a caridade, principalmente em todos os domésticos da fé, que são nossos irmãos em Cristo. Amar os irmãos não é mandamento difícil. Mas, amar os inimigos é algo penoso e desafiador.
Não é fácil viver o amor cristão de conformidade com o mandamento bíblico. Mas esta é a suprema prova da fé genuína e da maturidade espiritual. Fazer o bem a todos (Gl 6.10) é a regra áurea. Uma coisa é importante: Se você não puder fazer o bem, jamais faça o mal.
3. O bom testemunho no trabalho Que o crente seja um exemplo no local de trabalho. Deve ele ser assíduo e pontual, produtivo e zelar pelo patrimônio da empresa. Afinal, é desta que ele retira o sustento para si e para a sua família. E que não se ajunte aos baderneiros que, em nome de um sindicalismo irresponsável e selvagem, depredam fábricas que, não raro, fecham as portas por não terem condições de suportar tais investidas. E o resultado não poderia ser mais desastroso: centenas e até milhares de desempregados. Que os trabalhadores cristãos observem o que lhes recomenda o apóstolo Paulo (Ef 6.5-11; Cl 3.22-25).
4. Evitar conflitos desnecessários Conhecemos casos de irmãos que passaram por situações constrangedoras porque se envolveram em questões que não lhes diziam respeito. A Bíblia nos assevera: “o que passando se mete em questão alheia é como aquele que toma um cão pelas orelhas” (Pv 26.17).

CONCLUSÃO
Relacionar-se bem é uma arte. O cristão, além da formação social e da educação familiar, ainda possui recursos valiosos, tais como: a graça de Deus, as orientações da Palavra e a presença do Espírito Santo. Só precisa empregá-los.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
“Qual a importância das cartas às sete igrejas do Apocalipse?
Primeiro, elas ajudam a examinar nossas igrejas. As mesmas forças e fraquezas que havia nas Igrejas do primeiro século, podem ser encontradas nas igrejas de hoje. Assim sendo, a solução de Jesus para aqueles días continua mais que atual.
Reconheçamos em Jesus Cristo o preeminente consultor da Igreja, a verdadeira cabeça. Apenas Ele pode edificar sua Igreja.
Segundo, estas cartas aplicam-se às nossas próprias vidas. Cristo fala com voce pessoalmente através de cada uma delas.
As virtudes e pecados atribuídos àquelas igrejas podem ser encontrados em nossas vidas. Sendo assim, precisamos ouvir tais conselhos e segui-los.
O alerta final às igrejas da Ásia Menor era um chamado ao avivamento. Um chamado ao despertamento espiritual. O Senhor desejava restaurar a pureza, a doutrina e o fervor espiritual de seu povo. Seu desejo não mudou. Ele quer renovar suas igrejas. Ele quer renovar-nos particularmente. Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (As Sete Igrejas do Apocalipse, Steven J. Lawson, CPAD)

QUESTIONÁRIO
1. Como as pessoas conhecem que somos discípulos de Cristo?
   Pelo amor que temos uns pelos outros.

2. Quanto nos amamos uns aos outros?
   Devemos amar-nos como Cristo nos amou.

3. Qual a chave do relacionamento cristão?
   O amor.

4. Como os pais devem relacionar-se com seus filhos?
   Não só com palavras, mas com demonstração de afeto e carinho.

5. Quando o relacionamento com os irmãos alcança o nível mais elevado?
   Quando existe amor.

6. Como Jesus manda tratar os inimigos?
   Amando-os.

revistas da CPAD da Escola Bíblica Dominical (EBD) Varias capas de revistas antigas da cpad