Lição 07 - A corrupção da doutrina da regeneração

Capa da Revista Lições Bíblicas Jovens e Adultos 4º Trimestre de 2005 CPAD


Jovens e Adultos 4° Trimestre de 2005

13 de novembro de 2005

TEXTO ÁUREO
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo(Tt 3.5).

VERDADE PRÁTICA
O revestimento do novo homem em Cristo só é possível mediante a obra transformadora e vivificante do Espírito Santo, a partir da regeneração do pecador.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — 1Jo 3.13,14 Regeneração: vida renovada
Terça — Rm 12.2 Regeneração: mente renovada
Quarta — 2Co 5.17 Regeneração: propósitos renovados
Quinta — Jo 1.12,13 Regeneração: a vontade de Deus em nossa vida
Sexta — Rm 8.7-11 Regeneração: uma obra do Espírito
Sábado — 1Co 6.20 Regeneração: o despir-se do velho homem

HINOS SUGERIDOS 205, 231 e 277 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 3.23-26.
23 — Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus,
24 — sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus,
25 — ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;
26 — para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.

PONTO DE CONTATO
Através da lição de hoje, você poderá, por meio das Escrituras Sagradas, refutar os argumentos lançados pelo humanismo pós-moderno relativos à doutrina da regeneração. Vivemos um tempo onde as informações circulam com muita facilidade por meio da mídia, principalmente da internet. Esta tem contribuído, e muito, para a disseminação de doutrinas filosóficas contrárias aos princípios bíblicos, por exemplo, a teologia liberal, o humanismo, etc. O humanismo pós-moderno apresenta o homem como o centro de todas as coisas e como um ser que está sempre melhorando por si próprio. Tal heresia tem corrompido os alicerces e os pilares da doutrina da regeneração.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Identificar os principais argumentos que corrompem a doutrina da regeneração.

  • Definir o homem segundo o humanismo.

  • Explicar os fundamentos da doutrina da regeneração.

SÍNTESE TEXTUAL
Por intermédio da Epístola aos Romanos, aprendemos que todos pecaram. Não obstante o homem ter sido criado em perfeição, em virtude do pecado de Adão, toda a humanidade foi afetada pelo pecado.
As consequências do pecado foram tão sérias que, sem a regeneração, o homem jamais poderia ter acesso à presença de Deus. Portanto, a regeneração é imprescindível ao homem que anela estar em comunhão com o seu Criador. Mediante a crença na graça salvífica de Jesus, tornamo-nos uma nova criatura. Este é o evangelho puro e genuíno, no entanto, nestes últimos dias, um emaranhado de ideias e conceitos contrários à Palavra de Deus têm surgido na sociedade com o intuito de afastar para sempre a criatura de seu Criador. No humanismo pós-moderno, o homem é induzido a não admitir o pecado, tampouco a sentir necessidade do perdão de Deus e da regeneração.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Para auxiliá-lo na aplicação do conteúdo, desenhe numa cartolina um alvo. Fixe o mesmo em um lugar que todos possam vê-lo. O “alvo” representa a vontade de Deus para o homem. Explique à turma que nosso alvo deve ser acertar o centro da vontade do Senhor. Quando erramos o alvo, significa que pecamos. Pecar é errar o alvo. A Bíblia declara que “todos pecaram”. Então, como poderíamos nos livrar dos nossos pecados? Pergunte à classe. Promova um pequeno debate sobre regeneração e pecado, a fim de introduzir o assunto. É bom lembrar que o método de discussão pode ser um poderoso aliado das aulas expositivas. Uma discussão bem conduzida fornece ao professor um valioso feedback (resposta) sobre o aprendizado e evita a comunicação unilateral. É preciso, por sua vez, formular questões instigadoras. Elabore explicações mais detalhadas e avalie a profundidade da compreensão da classe.

INTRODUÇÃO
À medida que avançamos no estudo do enganoso movimento do pós-modernismo, fica bem claro que um de seus principais fundamentos — o homem como a medida de todas as coisas — ignora o estado pecaminoso deste e exclui a sua necessidade da regeneração. Esta é a grande falácia do Diabo através dos seus instrumentos, para assim agir livremente sobre a consciência, que, cauterizada por essa ideia, leva o ser humano a não admitir o pecado, a culpa e a necessidade de revestir-se do novo homem regenerado em Cristo (Ef 4.22-24).

I. A NEGAÇÃO DA PECAMINOSIDADE DO HOMEM

1. Não há transgressão onde não houve propósito. Este insano enunciado é deles. Isto equivale dizer que o homem surgiu por acaso, sem qualquer propósito nem disposição intencional de uma mente superior — a mente de Deus — em criá-lo. Noutras palavras: não existe pecado ou transgressão do homem contra Deus e contra seu semelhante. É o mesmo pensamento maligno que permeou a história de Israel e que caracteriza o ímpio em todas as suas cogitações: não há Deus (Sl 10.4), não há pecado (Pv. 14.9; Jr 16.10; 1Jo 1.8) e a vida consiste meramente no prazer mundano, nos bens terrenos, no dia em que estamos vivendo, sem qualquer esperança de vida eterna e feliz com Deus. Esse povo distanciado de Deus tem antecessores de longa data. O profeta Isaías cita-os em seu livro (22.13) e o apóstolo Paulo, altamente versado em refutação e falsas doutrinas, também combate o mesmo falso enunciado em 1Co 15.32.
2. O pecado é produto da manipulação religiosa. Este é outro ensino deles. O pós-modernismo, portanto, não é apenas uma corrente filosófica; é também uma religião que avassala o ser humano.
O pecado é uma realidade; é uma afronta contra o Deus santo e verdadeiro. Não é invencionice humana nem manipulação religiosa. Por conseguinte, quando as Escrituras ensinam sobre a necessidade da regeneração, o seu propósito não é escravizar o homem, mas, sim, libertá-lo do poder do pecado e levá-lo à verdadeira liberdade em Cristo (vv.23,34; Rm 6.12-14: Jo 8.32.36).

II. O HOMEM SEGUNDO O HUMANISMO

1. É um ser que está sempre melhorando por si mesmo. O humanismo ao contrário do que ensina a doutrina bíblica da regeneração, apregoa que o homem está sempre melhorando por si mesmo em todos os sentidos, o que equivale a dizer que ele não precisa, nem depende de Deus. A psicologia que hoje, infelizmente, em muitos dos seus postulados acata o humanismo, ensina que a formação do caráter ideal na criança depende tão somente da interação do indivíduo com o meio ambiente, descartando todo o ensino, evidências e exemplos das Sagradas Escrituras neste particular. Ela também rejeita a realidade do pecado como estigma universal da raça humana, herdado de Adão, como ensina a Bíblia (Rm 3.10,23; 5.12-14).
2. O aperfeiçoamento máximo do ser humano. O humanismo pós-modernista afirma isto abertamente. Até uma pessoa simples e comum do povo, e destituída de ideias pré-concebidas, sabe, observa e sente que isso é tolice. Isso nunca ocorreu na história do mundo. Se, por um lado, testemunhamos por toda parte o aprimoramento do conhecimento e dos feitos científicos, por outro, a humanidade continua cada vez mais decadente, moralmente apodrecida e violenta, porque prefere fechar os olhos ao ensino bíblico sobre o pecado e a necessidade da regeneração (vv.25,26; Mt 24.12; Rm 5.17-19).

III. A REGENERAÇÃO DO SER HUMANO NAS SAGRADAS ESCRITURAS

1. O homem foi criado por Deus em perfeição. Esta verdade bíblica permanece intacta através dos séculos e ninguém jamais pode alterá-la. O homem não surgiu do acaso, como ensinam os humanistas, mas foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26,27). Deus é a causa primária de todas as coisas, inclusive o ser humano, que veio à existência em estado de perfeição espiritual, moral, psíquica e física. O acaso jamais produziria o ser humano com seu complexo aparelho psíquico consciente e perfeito, capaz de pensar e agir por vontade própria, que o reveste de responsabilidade moral por seus feitos e de característica singular, acima de todos os seres da Criação (Gn 1.28-31). O acaso também não poderia criar um corpo completo, funcional e com uma anatomia perfeita, como dispõe o ser humano. Nem teria o acaso poder de soprar-lhe o espírito (Gn 2.7) a fim de propiciar-lhe comunhão com Deus, pois o acaso é aleatório, imprevisível e impessoal. Só o Deus Altíssimo, Pessoal e Onipotente, a quem rendemos toda honra e glória, seria capaz disso!
2. O homem pecou e foi afetado pelo pecado. Infelizmente, porém, o Inimigo de Deus e de nossas almas, interagindo enganosamente com o livre-arbítrio do homem, seduziu-o e por meio dele (o homem), introduziu o pecado e a morte no mundo (Rm 5.12). Um dos principais significados do vocábulo pecado é errar o alvo. Em outras palavras, o propósito de Deus para a raça humana foi desvirtuado pela desobediência de nossos primeiros pais (Gn 2.15-17). O pecado passou a contaminar todo homem que vem ao mundo, tornando-o presa fácil de Satanás, que, mediante a disseminação de ideologias materialistas, como a que estamos estudando hoje, afasta a humanidade cada vez mais de Deus.
3. O homem necessita da regeneração. No próprio juízo de Deus ao primeiro casal, extensivo a toda raça humana, veio também implícita a promessa de sua redenção (Gn 3.15), cuja trilha perpassou toda a história bíblica até chegar à plenitude dos tempos (Gl 4.4). Na época exata, o Filho Unigênito de Deus tomou a forma de homem para, através de sua obra vicária, redimir o ser humano de seus pecados e das mãos de Satanás (vv.24-26; Fp 2.5-11). A parte de Deus está perfeitamente consumada, como claramente expõe reiteradamente a Epístola aos Hebreus. Basta ao homem crer na providência divina e pela fé salvifíca em Cristo, aceitá-la, ao invés de dar ouvidos ao pós-modernismo humanista, que o leva cada vez mais para o abismo.
Cristo veio para restaurar todas as coisas, a partir do homem (Mt 19.28; At 3.21). No tempo de Deus, essa restauração e renovação abrangerão toda a criação, a natureza, o Universo (2Pe 3.13; Rm 8.19-21; Ap 21.1,5). É o retorno do mundo ao seu estado original. “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo lugar, que se arrependam” (At 17.30). Quando o pecador se arrepende de seus pecados e aceita a Jesus como seu Salvador, ele experimenta a nova vida em Cristo, gerada pelo poder do Espírito Santo, que nele passa a habitar após receber a salvação.

CONCLUSÃO
Assim, enquanto o mundo continua em busca da nova humanidade através dos caminhos do pós-modernismo humanista, negando a necessidade da regeneração bíblica, nós, os cristãos redimidos pelo sangue de Cristo, reafirmamos com ousadia os fundamentos da sua doutrina, sem a qual o revestir-se do novo homem jamais poderá ser alcançado.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico
“Sob a influência do racionalismo e da teoria evolucionista, a doutrina da queda do homem e de seus efeitos fatais sobre a raça humana, foi descartando-se gradualmente. Começou a difundir-se a ideia de que, se realmente houve o que a Bíblia chama ‘queda’ do homem, essa queda foi para o alto. A ideia do pecado odioso aos olhos santos de Deus foi substituída pelo mal, e este mal se aplicou de diferentes maneiras. Por exemplo, Emmanuel Kant o considerou como parte inseparável do que há de mais profundo no ser humano, e que não se pode explicar. O evolucionismo chama esse ‘mal’ de oposição das baixas inclinações ao desenvolvimento gradual da consciência moral. Karl Barth, teólogo suíço (1886-1968), fala da origem do pecado como um mistério da predestinação.
Em suma: O que muitas correntes da teologia racionalista erradamente ensinam é que Adão foi, na verdade, o primeiro pecador, porém sua desobediência não pode ser considerada como causa do pecado no mundo” (OLIVEIRA, Raimundo de. As grandes doutrinas da Bíblia. RJ: CPAD, 1995, p.192).

QUESTIONÁRIO
1. Como os pós-modernistas definem o pecado?
Uma invencionice humana, um produto da manipulação religiosa.

2. De que maneira o humanismo descreve o homem?
Como um ser que está sempre melhorando por si mesmo.

3. Cite um dos principais significados do vocábulo pecado.
Errar o alvo.

4. Porque o homem precisa da regeneração?
Porque o homem pecou e foi afetado pelo pecado.

5. O que é a regeneração bíblica?
É a nova vida em Cristo, gerada pelo poder do Espírito Santo, que passa a habitar no crente após este ter recebido a salvação.

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