Lição 05 - Santidade ao Senhor

A santidade é a marca distintiva do povo de Deus; sem ela, nosso testemunho é ineficaz.


Adultos 3° Trimestre de 2018


29 de Julho de 2018

TEXTO ÁUREO
"E ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus." (Lv 20.26)

VERDADE PRÁTICA
A santidade é a marca distintiva do povo de Deus; sem ela, nosso testemunho é ineficaz.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Êx 15.11: Deus é glorificado em santidade
Terça – Lv 10.3: A santidade de Deus revelada
Quarta – Rm 1.1-7: A beleza da santidade divina
Quinta – Sl 77.13: O caminho de Deus é de santidade
Sexta – Sl 93.5: A santidade convém à Casa de Deus
Sábado – 1 Ts 3.13: O coração confirmado em santidade

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Levítico 20.1-10
1 - Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:
2 - Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer que, dos filhos de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam em Israel, der da sua semente a Moloque, certamente morrerá; o povo da terra o apedrejará com pedras.
3 - E eu porei a minha face contra esse homem e o extirparei do meio do seu povo, porquanto deu da sua semente a Moloque, para contaminar o meu santuário e profanar o meu santo nome.
4 - E, se o povo da terra de alguma maneira esconder os olhos daquele homem que houver dado da sua semente a Moloque e o não matar,
5 - então, eu porei a minha face contra aquele homem e contra a sua família e o extirparei do meio do seu povo, com todos os que se prostituem após ele, prostituindo-se após Moloque.
6 - Quando uma alma se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir após eles, eu porei a minha face contra aquela alma e a extirparei do meio do seu povo.
7 - Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus.
8 - E guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o SENHOR que vos santifica.
9 - Quando um man amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá: amaldiçoou a seu pai ou a sua mãe; o seu sangue é sobre ele.
10 - Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera.

HINOS SUGERIDOS: 5, 30, 75 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Estabelecer a perspectiva doutrinária da sacralidade da vida.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
I- Mostrar que a santidade é a marca do povo de Deus;
II- Refletir a respeito da santidade no ministério levítico;
III- Compreender que o povo de Deus deve ser santo.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor (a), na lição de hoje estudaremos parte do capítulo 20 do livro de Levítico. Nesse capítulo, Moisés enfoca dois tipos de pecados contra o Todo-Poderoso. Ele fala a respeito da ofensa contra a verdadeira religião (20.2-6,27) e ofensas contra a família (vv. 9-21). No tempo da Lei, esse tipo de insulto era punido com a morte, pois tais ações colocavam em risco todo o povo de Deus. O objetivo do capítulo é mostrar que todo o povo era responsável em manter a pureza e não somente Moisés.

PONTO CENTRAL
Deus é santo e a santidade deve ser a marca distintiva do povo de Deus.

INTRODUÇÃO
O livro de Levítico foi entregue a Israel para que este, separando-se de entre todos os povos da Terra, viesse a adorar, a servir e a santificar-se a Deus. A santidade, por conseguinte, tanto naquele tempo quanto hoje, continua a ser a marca distintiva dos filhos de Deus. Nesta lição, veremos que Israel, através das leis e ordenanças levíticas, tinha a obrigação de apresentar-se a Deus e ao mundo como a nação santa, zelosa e servidora por excelência. Que aprendamos, com os israelitas, a adorar e a servir ao Senhor na beleza de sua santidade.

I – SANTIDADE, A MARCA DO POVO DE DEUS

1. O estado de santidade. No exato instante de sua chamada a uma nova realidade espiritual, Abraão, e com ele todo o Israel, foram elevados ao posto de herança particular e santa do Senhor (Êx 19.5). Essa dignificação, porém, não levou ao aperfeiçoamento imediato dos hebreus. Tanto o patriarca quanto seus descendentes tiveram de submeter-se a um longo e doloroso processo de santificação (Gn 17.1). O mesmo pode-se dizer da Igreja de Cristo. Os irmãos coríntios foram tratados como santos pelo apóstolo Paulo (2 Co 1.1), mas ainda estavam longe da perfeição (1 Co 3.1).

2. O processo de santificação. O processo de santificação de Israel, que teve início com Abraão, foi interrompido e recomeçado diversas vezes. Haja vista o conturbado período dos juízes (Jz 2.18-20). Mas, para que o seu povo viesse a atingir o ideal de uma nação santa, profética e sacerdotal, o Senhor entrega-lhe o livro da Lei (Êx 19.6; Js 23.6). Se lermos atentamente os livros de Êxodo e Levítico, verificaremos que o processo de santificação, na vida de um crente hebreu, tinha início com o amor que ele tributava a Deus (Dt 6.5). A partir desse momento, o fiel passava a cumprir todos os mandamentos do Senhor, pois já não os achava pesados (cf.1 Jo 5.3). Portanto, não existe processo de santificação sem o forte, comprovado e excelente amor a Deus. Quanto mais o amamos, mais nos tornamos santos. E, assim, cumpre-se, em nossa biografia, o que escreveu o sábio (Pv 4.18). Que a recomendação do apóstolo Paulo seja aplicada na íntegra em cada etapa de nossa existência neste mundo (1 Ts 5.23).

3. A santidade como marca. O livro de Levítico tinha como alvo fazer de Israel uma nação distinta por sua pureza e santidade (Êx 19.6). E, de fato, nenhum outro povo jamais alcançou as excelências de Israel (Rm 9.4,5). Usufruir de todos esses privilégios, todavia, acarreta-lhe ainda grande responsabilidade (Rm 2.17-29). Em alguns períodos de sua história, Israel de fato destacou-se como herança peculiar do Senhor, haja vista os elogios tecidos pela rainha de Sabá ao rei Salomão (2 Cr 9.1-8). Todavia, a maior parte de sua história foi marcada pela apostasia. Mas, chegará o tempo, em que todo o Israel será redimido e salvo (Rm 11.26). Se o povo hebreu deveria sobressair-se pela santidade, o que não esperar da Igreja de Cristo? Por essa razão, o apóstolo exorta-nos a andar continuamente em novidade de vida (Rm 6.4). Sem a santidade requerida por Deus nenhum de nós chegará à Jerusalém Celeste (Hb 12.14; Ap 21.8).

SÍNTESE DO TÓPICO I
A santidade é o que identifica o povo de Deus.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“A chamada para a santidade novamente enfatiza o fato de que Israel deve ser diferente dos outros povos e ‘separados’ para Deus. Uma palavra chave do Antigo Testamento, badal, significa remover uma parte de alguma coisa, fazendo-se assim uma distinção entre elas. Esse pensamento é claramente visto nos versos 24,25. Nos tempos do Antigo Testamento, a separação era alcançada pelo isolamento do povo de Deus como uma nação diferente. Isso foi mantido pelos padrões rituais e morais que diferenciaram os israelitas de todos os povos pagãos, e, sustentado por proibições contra casamentos com membros de outras castas e outros contatos íntimos com não israelitas. Entretanto, a enfatizada separação dos outros era a dinâmica da separação para Deus. Somente o completo compromisso com Ele podia manter o povo de Deus como nação santa. Pois somente Deus poderia fazer seu povo santo no sentido dinâmico e positivo de santidade encontrado em Levítico” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 87).

II – A SANTIDADE NO MINISTÉRIO LEVÍTICO

1. Santidade exterior. Aos ministros do altar, o Senhor impôs uma série de restrições, para que não viessem a comprometer o santo ministério. O sumo sacerdote, por exemplo, não poderia desposar uma mulher que não fosse virgem (Lv 21.7,14). Até mesmo com respeito ao luto, deveriam os ministros do altar ser precavidos e cuidadosos (Lv 21.1-3). Tendo em vista o emblema da santidade divina que estava sobre a classe sacerdotal de Israel, nenhum descendente de Levi poderia ser admitido no serviço divino se portasse alguma deficiência física (Lv 21.17-21).

2. Santidade interior. O sumo sacerdote deveria portar uma lâmina de ouro, que, posta em sua mitra, trazia esta advertência: “Santidade ao Senhor” (Êx 28.36). Portanto, a santidade do ministro não poderia ser apenas exterior; sua pureza externa deveria ser um perfeito reflexo de sua santidade interior (Ml 2.7). Infelizmente, a classe sacerdotal deixou-se levar por um culto formal, o que ocasionaria a destruição de Jerusalém (Jr 5.31; 23.11).

3. Santidade e glória. A glória que acompanhou Israel em sua peregrinação, no deserto, tornou-o conhecido como a herança peculiar do Senhor (Êx 13.21,22;16.10). Atemorizados, os gentios sabiam que era impossível amaldiçoá-lo (Nm 23). Mas, para que os israelitas continuassem a usufruir a glória divina era-lhes imprescindível obedecer a Palavra de Deus (Lv 9.6). O mesmo não requer o Senhor de cada um de nós? (Hb 12.14).

SÍNTESE DO TÓPICO II
Deus exigia que o ministério levítico fosse santo.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Os sacerdotes tinham de ser santos ao Senhor, porque eles apresentavam as ofertas a Deus. Tinham de se proteger da contaminação que ocorria por contato com o morto (exceto em casos que envolviam pessoas próximas da família, como mãe, pai, filho, filha, irmão ou irmã solteira). As referências a cortar os cabelos, a barba ou golpear a carne diziam respeito a luto pelos mortos. A passagem de Levítico 19.27,28 proíbe tais procedimentos de luto para todo o povo de Israel. A mulher do sacerdote tinha de ser aceitável. Ao casar devia ser virgem. O texto estipula que não podia ser meretriz. Esta ordem reflete o fato indubitável de que a prostituição cultual era comum entre os vizinhos de Israel. A filha do sacerdote tinha igualmente de se manter pura. A prostituição da filha do sacerdote era punível com a morte. O sacerdote e sua família imediata tinham de ser santos. As estipulações para o sumo sacerdote eram ainda mais rigorosas. Ele não devia descobrir a cabeça, nem rasgar as vestes — sinais de luto permitidos aos sacerdotes comuns. Tinham de se casar com virgens das filhas de Israel, caso contrário, sua semente seria profanada. Ele era o símbolo da mais alta pureza. Não devia haver nada nele que contaminasse o santuário. A expressão: Nem sairá do santuário, refere-se provavelmente a sair com a finalidade de ficar de luto e não significa que tinha residência fixa dentro do Tabernáculo” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. I. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 298).

III – A SANTIDADE DO POVO DE DEUS

1. A santificação dos filhos. Deus proíbe aos israelitas, expressa e energicamente, apresentarem seus filhinhos como oferenda a Moloque (Lv 20.1-4). A razão é simples: cada um de nossos meninos e meninas é herança do Senhor (Sl 127.3). Hoje, há pais cristãos, que, sem o saberem, estão entregando seus filhos a “Moloque”, quando, por exemplo, adotam a política criminosa do aborto e quando não os educam conforme recomenda a Palavra de Deus (1 Co 5.8). Ensine, pois, seus pequeninos na admoestação do Senhor, para que sejam pessoas de bem (Ef 6.4). Finalmente, que seus filhos venham a honrá-los como a pais e mães; somente assim poderão ser abençoados (Êx 20.12; Lv 20.9; Ef 6.2).

2. A santificação conjugal. Deus sempre teve um forte compromisso com a família, pois Ele próprio instituiu-a no Éden (Gn 2.24,25). A fim de preservar a integridade familiar, o Senhor proíbe terminantemente a infidelidade conjugal e o adultério (Lv 20.10). Seu objetivo era tornar a família israelita um exemplo para os gentios, conforme descreve-a o Salmista (Sl 128). Hoje, a nossa responsabilidade não é menor. Temos de observar o sétimo mandamento: “Não adulterarás”, e manter o leito conjugal sem mácula (Êx 20.14; Mt 5.28; Hb 13.4). O Deus que inspirou o Levítico não mudou.

3. A santificação e a vontade de Deus. A santificação é um processo que exige disciplina, esforço e um profundo amor a Deus (1 Co 9.27). Nesse processo, lento e doloroso, todo o nosso ser tem de estar envolvido (Fp 3.12-15;1 Ts 5.23). O santificar-se não é uma opção na vida do salvo; é uma ordenança divina (Lv 20.7; Js 3.5). A nossa santificação é da vontade de Deus (1 Ts 4.3). Sem ela, como veremos o Senhor? (Hb 12.14).

SÍNTESE DO TÓPICO III
O povo de Deus precisa ser santo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Em Levítico 19.1-4, encontramos ‘a santidade, a palavra-chave de Levítico’.
Deus é a fonte de toda a santidade.
Deus é o padrão de santidade.
Santidade é separação do mal e separação para Deus.

Há a sensação de que este capítulo é uma miniatura da lei levítica. Repare no conteúdo: respeito pelos pais e pelos sábados (4); abstinência da idolatria (4); procedimento correto dos sacrifícios pacíficos (5-8); preocupação pelos pobres e estrangeiros ao não fazer uma colheita total das plantações (9,10); proibição de roubar, mentir e negociar com falsidade (11); de jurar falsamente e profanar o nome de Deus (12); de se aproveitar do surdo e do cego (14); de fazer julgamentos injustos (15); de fofocar (16); de odiar o próximo (17); de se vingar (18); de misturar raças, sementes ou tecidos (19); de comer o fruto das três primeiras safras de árvores frutíferas (23,25); de comer sangue (26); de praticar ocultismo (26, 31); de cortar o cabelo impropriamente ou de se golpear pelos mortos (27,28); de prostituir a própria filha (29); de fazer transações comerciais desonestas (35,36); ordem para respeitar os mais velhos (32); amor pelo próximo e pelo estrangeiro como o amor que se tem por si mesmo (18,33,34). Não deixe de notar que a lista indica o caráter humanitário da lei levítica” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. I. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 294).

CONCLUSÃO
Num momento de emergência nacional, o rei Ezequias convocou os levitas, e ordenou-lhes: “Ouvi-me, ó levitas! Santificai-vos, agora, e santificai a Casa do SENHOR, Deus de vossos pais, e tirai do santuário a imundícia” (2 Cr 29.5). Foi naquela hora que teve início um grande avivamento em Israel. Se nos santificarmos, como requer o Senhor de cada um de nós, em breve experimentaremos uma grande visitação dos céus em nosso país. Amém!

PARA REFLETIR
A Respeito de “Santidade ao Senhor”, responda:

  1. Por que o livro de Levítico foi entregue a Israel?
    O livro de Levítico foi entregue a Israel, para que este, separando-se de entre todos os povos da Terra, viesse a adorar, a servir e a santificar-se a Deus.

  2. Como começou a história de Israel como povo santo?
    Em Ur dos Caldeus, Abraão não passava de um gentio entre os demais gentios. Mas, intimado novamente por Deus em Harã, obedeceu-o de imediato. Ele creu em Deus, e foi justificado. Foi exatamente aí que começou a história de Israel como o povo santo do Senhor.

  3. Que exigências Deus fazia ao Sumo sacerdote?
    Santidade exterior, santidade interior, santidade e glória.

  4. Qual a proibição do Levítico aos pais israelitas?
    Deus proíbe aos israelitas, expressa e energicamente, apresentarem seus filhinhos como oferenda a Moloque. A razão é simples: cada um de nossos meninos e meninas é herança do Senhor.

  5. Como os cônjuges devem portar-se?
    Devem portar-se de forma santa, a fim de preservar a integridade familiar, terminantemente evitar a infidelidade conjugal e o adultério (Lv 20.10).