OS DOZE DISCÍPULOS APÓS A MORTE DE JESUS
A primeira comunidade de cristãos era formada, em sua maioria, de judeus, além de alguns prosélitos e helenistas, liderados pelos apóstolos, que eram judeus e iniciaram sua atividade em território judeu. Assim sendo, os primeiros a se oporem a este movimento foram os próprios judeus.
Em Jerusalém iniciaram as perseguições aos cristãos, com a prisão dos Apóstolos, por ordem dos líderes do judaísmo (At 5), culminando com a morte de Estevão (At 7), o primeiro mártir da igreja. Esta perseguição forçou a dispersão dos cristãos que estavam em Jerusalém, os quais se espalharam. O evangelista Lucas informa que “fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos” (At 8.1).
As autoridades judaicas deram todos os poderes a Saulo de Tarso para que empreendesse uma grande perseguição aos discípulos de Jesus, os quais foram retirados das suas casas e presos (At 8.3). Vendo que isto agradava aos judeus, Herodes também perseguiu os cristãos, ordenando a morte de Tiago, irmão de João (At 12.2) e prendendo o apóstolo Pedro, o qual foi solto miraculosamente.
Com a conversão de Paulo, o perseguidor vira perseguido e também é alvo da ira dos judeus, sendo perseguido por eles por onde quer que vá, pregando o evangelho. Em Jerusalém eles armam conspirações para matá-lo (At 23.10,21), forçando os soldados romanos a retirá-lo da cidade.
A despeito da perseguição, a igreja crescia e os discípulos de Jesus se multiplicavam, por causa da pregação do evangelho. A Bíblia descreve este fenômeno em Samaria (At 8.5-17), Cesaréia (At 10) e Antioquia (At 11.19-22).
Através do trabalho missionário do apóstolo Paulo e seus companheiros, grande parte do mundo romano foi alcançado pelo evangelho, desde a Galácia e Pisídia, até as cidades gregas de Atenas e Corinto, de forma que em “quase em toda a Ásia” (At 19.26) a igreja se espalhou, até mesmo em Roma, para onde o apóstolo Paulo foi levado preso. O apóstolo Pedro também escreve aos que estão “dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia” (1Pe 1.1).
Nome | Informação Bíblica | Informação | Martírio, |
Simão Pedro | Pregou o sermão do dia de Pentecostes Curou o coxo na porta do templo. Perseguido pelo Sinédrio. Repreendeu Ananias e Safira, e Milagrosamente libertado da prisão. Repreendido por Paulo em Antioquia. Escreveu duas epístolas do NT. | Tradições posteriores mencionam visita à Bretanha e à (64-68 d.C.) | Crucificado de cabeça para abaixo, com os pés para cima. |
André | | Acreditava-se ter pregado na Cítia, na Ásia Menor e na Crucificado | Crucificado em Edessa numa |
Tiago, filho de Zebedeu | Executado por Herodes Agripa I | | Martirizado |
João | Participu da cura do coxo na porta do templo. Acompanhou o trabalho de Exilado, já no fim da vida, na ilha de Patmos. Escreveu um evangelho, três epístolas e o Apocalipse. | Serviu em Éfeso. Diz-se que repreendeu Cerinto, gnóstico da igreja Sofreu morte natural em Éfeso no ano 100 d.C. | |
Filipe | | Crucificado, segundo se diz, em Hierápolis, na Ásia Menor. | Foi acoitado, encarcerado e depois crucificado, no 54 d.C. em Heliópolis, na Frigia. |
Mateus | Escreveu o evangelho que leva o seu nome. | Tradições contraditórias o situam na Etiópia, na Pártia, na Pérsia e | Morto com uma lança na cidade de Nadaba no ano 60 d.C. |
Tomé | | Acredita-se ter pregado na Babilônia. Uma tradição muito antiga e | Predicou o Evangelho em Partia e na Índia, onde por ter provocado a |
Bartolomeu | | Acredita-se ter acompanhado Filipe a Hierápolis. Foi martirizado depis de seu ministério na Armênia. | Cruelmente açoitado e logo crucificado na Índia. |
Tiago, filho de Alfeu | | Confundido reiteradas vezes com Tiago, irmão de Jesus, na tradição da Possivelmente desenvolveu | |
Tadeu | | Muitas vezes confundido | Foi crucificado em Edessa no 72 d.C |
Simão, o zelote | | Associado de modo conflitante (e dúbio) com a Pérsia, com o | Pregou o Evangelho na Mauritânia, África, inclusive na Grã Bretanha, |
Judas Iscariotes | Enforcou-se depois de | | |
POR: ETAP ; Márcio Klauber Maia

