SEIS CARACTERISTICA DA MORTE DE CRISTO

Pontos da teologia

 

01 - Foi uma morte expiatória. De alcance infinitamente maior e mais profundo que o obtido através da morte de animais, no AT. No antigo pacto, o sangue cobria o pecado (cf. Sl 51.9; Is 38.17; Mq 7.19). No NT, através de Cristo, o pecado é quitado, tirado, eliminado (Hb 9.26,28; 10.4-10

02- Foi uma morte propiciatória. Esta palavra vem de “propiciação”, (do lat. Propitiatio), que tem o significado de tornar propício, tornar-se favorável; também tem o sentido de juntar, reconciliar. “E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” ( Jo 2:2; Hb 2.17). Propiciar, no NT, é “aplacar a ira de um Deus santo pela oferenda dum sacrifício expiatório. Cristo é descrito como essa propiciação (cf. Rm 3.25; 1 Jo 2.4; 4.10)”
[34]

03 - Foi uma morte substitutiva.  Os animais, oferecidos sobre o altar do sacrifício, no AT, eram substitutos do pecador. Jesus Cristo, na cruz, foi o substituto perfeito para todos os que desejam o perdão de Deus. Viu Isaías: “Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados” (Is 53.5; ver 1 Pe 2.24).  

04 - Foi uma morte redentora. A palavra redimir tem o sentido de resgate; de tornar a comprar algo por um preço. Faz alusão a alguém que encontrava, na feira, ou no mercado, antigamente, pessoas escravas, expostas à venda, de modo ignominioso, e adquiria um escravo, com a finalidade de libertá-lo. “Assim sendo, o termo tem um sentido duplo: significa tanto o pagamento de um preço como a libertação do cativo” [35] . No AT, quando um homem de posses queria redimir um parente, que se tornara escravo, tinha que ter três condições:
1) Tinha que ser um parente do escravo;
2) Deveria estar disposto a pagar o preço da redenção;
3) Deveria ter condições para pagar o preço do escravo (ver Lv 25.47- 49).

Nosso Senhor Jesus Cristo teve em si mesmo todas essas condições: 
Fez-se “nosso parente”, quando “se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1.14); dispôs-se a pagar o preço de nossa redenção (2 Co 8.9); e foi o único que teve condições de pagar o preço aceito pela justiça de Deus (1 Pe 1.18,19); nós fomos redimidos, resgatados, comprados por Cristo. Somos sua propriedade (1 Co 6.19,20). A redenção de uma alma exige um preço caríssimo,
que ninguém pode pagar (Sl 49.7-9). Jesus deu a vida em resgate de muitos (Mt
20.28).  



05 Foi uma morte reconciliadora. Reconciliar significa reatar uma amizade. Conciliar outra vez. Através do pecado, ante a santidade de Deus, o homem tornou-se seu inimigo. Diz Paulo: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8; 2 Co 5.18,19; Cl 1.21; Rm 5.10).

06 - Foi uma morte triunfante. Normalmente, quando um líder morre, num confronto, diz-se que ele foi derrotado. Com Cristo, aconteceu o contrário. Foi exatamente na sua morte que Ele triunfou contra o diabo e o pecado. No proto-evangelho, em Gn 3.15, Deus decretou que a “semente da mulher” – Jesus – haveria de esmagar a cabeça da “serpente”, que é Satanás. Diz Chaffer
[36] que “O combate entre Cristo e Satanás, que foi travado na colina do Calvário, envolve questões e poderes pertencentes

Escola de Teologia – ETAP
Disciplina: DOUTRINA DE CRISTO  
Professor: Elinaldo Renovato de Lima
  34 Myer PEARLMAN, Conhecendo as doutrinas da bíblia,  p. 202. 
  35 Guy P. DUFFIELD; Nathaniel M. VAN CLEAVE. Fundamentos da teologia pentecostal, p. 255. 
  36 Lewis Sperry CHAFER. Teologia sistemática, Vol 3., p. 113. 


revistas da CPAD da Escola Bíblica Dominical (EBD) Varias capas de revistas antigas da cpad