A ressurreição no Antigo e no novo Testamento

 

Estudo sobre a ressurreição, comparando suas referências e significados no Antigo e no Novo Testamento.

Estudo escrito por: pr Elinaldo Renovato de Lima

Ressurreição, segundo o Dicionário Aurélio, é o “Ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar; ressurgência.... Fig.  Vida nova; renovação, restabelecimento. Quadro que representa a ressurreição de Cristo. Na doutrina cristã, o surgir para uma nova e definitiva vida, distinta e, em certa medida, oposta à existência terrestre, e que, a partir da ressurreição de Cristo, aguarda todos os fiéis cristãos”. Essa última definição tem relação com o que ensinam as sagradas escrituras. 

 

 Neste estudo, não nos deteremos nos casos de ressurreição de pessoas que voltaram a morrer, como o filho da viúva de Naim (Lc 7.13-16); da filha de Jairo (Lc 8.55); de Lázaro (Jo 11.44); de Dorcas (At 9.40); de Êutico (At 20.9-10). Abordaremos a ressurreição final, dos corpos, quando os ressurretos não mais voltarão a ter os corpos físicos. É a ressurreição “do último dia” (cf. Jo 6.39, 40, 44, 54). 

 

 No Antigo Testamento

não há muitas referências quanto à ressurreição. Mas alguns textos demonstram a crença de que a vida do justo não termina aqui. Em Oséias, vemos uma indicação mais nítida dessa ideia: “Depois de dois dias, nos dará a vida; ao terceiro dia, nos ressuscitará, e viveremos diante dele” (Os 6.2); Jó também expressou a fé na ressurreição, ao exclamar: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus” (Jó 19.25). Em Isaías 26.19, lemos: “Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, vós que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos”. Diz Daniel: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, de outros para vergonha e desprezo eterno” (Dn 12.2). Aqui, já se tem idéia de dois tipos de ressurreição: a dos salvos, e a dos perdidos.


No Novo Testamento,

tem-se de modo mais explícito o realidade da Ressurreição dos mortos, tanto salvos quanto ímpios. Jesus declarou: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5.28,29).

 

 A primeira ressurreição: 

O Apocalipse nos mostra que é “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos” (Ap 20.6). Essa é a ressurreição de que fala Daniel 12.2, citada: “para a vida eterna”, ou a dos “que fizeram o bem”, “para a ressurreição da vida”, de Jo 5.29 – grifo acrescentado.

 

 A segunda ressurreição: 

No Apocalipse, fica claro que haverá uma segunda ressurreição, que será para aqueles que passarão pela “segunda morte”: “Bemaventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte” (Ap 20.6b). O salvo só morre uma vez (se não participar do arrebatamento da Igreja). O ímpio morre duas vezes: a morte física, e a morte espiritual. Ressurgirão na “ressurreição da condenação”, que é a segunda ressurreição. 


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