cordel revista antigas Cem anos de xilogravura na literatura de cordel abril 27, 2024 URL Copied Arievaldo Viana e Marco HaurélioBrasília está promovendoUma festa de culturaQue trata sobre os 100 anosDa nossa XilogravuraImpressa sobre o papelDos folhetos de cordelPopular literatura.O cordel é mais antigoVem do século dezenoveCom Leandro e PirauáComeçou, ninguém reproveMinha rima, pois agoraEu ando Nordeste aforaE tiro a prova dos nove!Outros pioneiros sãoJoão Melchíades FerreiraGaldino da Silva DudaUm poeta de primeiraFrancisco Chagas BatistaTambém foi um grande artistaDa cultura brasileira.Mil novecentos e seteConforme a história apuraFoi o ano em que o cordelCasou com a xilogravuraNum “taco” bem pequeninoGravaram Antônio SilvinoNuma tosca iluminura.Antes disso só haviaA chamada “capa cega”Com letras e arabescosAssim a história pregaE quem conhece a históriaPuxando pela memóriaEssa verdade não nega.Agora eu quero falarDe um grande historiadorÉ nosso Jeová FranklinPoeta e pesquisadorDa cultura popularE é quem pode atestarDa gravura o seu valor.Ana Peigon é a produtoraDessa mega-exposiçãoAo lado de JeováTem feito a divulgaçãoDesse evento grandiosoQue já se tornou famosoDe norte a sul da nação.Ariano SuassunaÍcone da nossa culturaQue encantou o BrasilCom sua LiteraturaTambém presente estaráAo lado de JeováNa palestra de abertura.Jeová é o detentorDe uma grande coleçãoDe gravuras popularesA maior desta naçãoDe Damásio a WalderêdoEle conhece o enredoDa gravura no sertão.Tem obras de J. BorgesJoão Pereira e Mestre NozaTem xilos de MinelvinoQue foi bom em verso e prosa,Tem Dila, tem Abraão,Eu que vi tal coleçãoAtesto ser valiosa.Tem de Marcelo SoaresQue é grande figura humanaXilos de Stênio DnizOutra pessoa bacanaDe Zé Bernardo ele é netoUm grande artista, inquieto,Cujo valor sempre emana.Dessa nova geraçãoCito Erivaldo primeiro,Zé Lourenço, Francorli,João Pedro do Juazeiro,Tem Ciro, outro gravador,Um grande batalhadorLá no Rio de Janeiro.João Pedro do JuazeiroÉ artista singularEscreveu até um livroSobre a arte de gravarNas cidades nordestinasFaz palestras, oficinas,Com o intuito de ensinar.Mas voltemos à gravuraFeita por anônimo artistaQue ilustra um folhetoDo grande Chagas BatistaMil novecentos e seteÉ a data a que remeteO início dessa lista.Tempos depois n’O RebateUm jornal de JuazeiroSurge uma seção de trovasOnde via-se um violeiroTalhado em xilogravuraArte sublime e tão puraPresente no mundo inteiro.Na gravura popular,Uma escola muito forteÉ a que ainda produzEm Juazeiro do Norte,Desde o passado milênio,Que teve e tem em Stênio,O verdadeiro suporte.Pernambuco também trazContribuição certeiraNo traço de ManoelApolinário Pereira.Outro artista genuínoFoi Cirilo ou SeverinoGonçalves de Oliveira.Da mesma escola saídoCom talento e sem enfeite,Seu traço característicoÉ pra muitos um deleite.É um poeta afamadoE um xilógrafo respeitadoNosso José Costa Leite.Jerônimo que hoje respiraEm São Paulo novos ares,Com seu traço singularEstá em vários lugares.A sua arte se expande,Pois ele é filho do grandePoeta José soares.Também Marcelo Soares,Que é de Jerônimo irmão,Desenvolveu um estilo,Que já beira a perfeição.E ele, além de gravador,É também um trovadorPleno de inspiração.J.Borges de BezerrosPossui traço primorosoÉ A Prostituta no CéuO seu taco mais famoso.Ele é poeta e editorCom quem o Pai CriadorFoi bastante generoso.O João Antônio de BarrosÉ de Glória do Goitá.Com o nome de Jota BarrosEle se projetaráNo verso e na ilustraçãoE também na ColeçãoFamosa de Jeová.Dila é outro gravador,Que possui boa figura.Trabalhando na borracha,Criou a linogravura.Lampião, Rei do Cangaço,Está presente em seu traçoE em sua literatura.Na Bahia, Minelvino,Que foi poeta e editor,Escreveu a sua históriaTambém como gravador.Com inspiração soberanaEle traçou na umburanaFé, caridade e amor.Também deve ser citadoDa terra de Minelvino,Franklin Cerqueira Maxado,O Maxado Nordestino,Trovador e ensaístaQue optou por ser artista,Forjando o próprio destino.Em Alagoas, a terraDos guerreiros de Palmares,Floresceu a arte doPoeta Enéias Tavares,Que escreveu sobre João GriloE no cordel e na xiloPossui obras singulares.Não esqueçamos Nireuda,Gravadora potiguar,O mestre Antônio Lucena,Que era bom no versejar.Assim, a xilogravura,Com nomes desta estatura,Têm muito a comemorar.E José Martins dos SantosNão pode ser olvidado:Com O Soldado FrancêsOu O Baralho Sagrado,Fez com traço harmoniosoUm tema muito famoso,Já por Leandro versado.Dizem que José CameloCordelista talentosoTambém fez xilogravurasCom um traço primorosoEscreveu com maestriaCoco Verde e MelanciaE O Pavão Misterioso.A gravura popularEstá muito divulgadaAté no primeiro mundoÉ exposta e pesquisadaArte simples do sertãoNa Europa e no JapãoSe tornou admirada.Brasília que sempre foiPorto de muitas culturasVai expor em grande estiloA coleção de gravurasQue vale mais do que ouro,Um verdadeiro tesouroPara as gerações futuras. 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