cordel revista antigas Festa dos bichos maio 01, 2024 URL Copied Quando o bode era doutor E o cachorro advogado Tudo andava direito O mundo bem governado A justiça muita reta Ninguém vivia enganado. O leão sempre foi rei Casado com uma leoa Jacaré seu bacharéu Onça grande pessoa Mestre sapo professor Na beira de uma lagoa Coelho chefe do mato Peru era viajante O galo por ser tenor Tinha o café constante Macaco bobo do rei E urso rapaz amante O porco era um vagabundo Passava o dia a beber Dessa maneira ninguém Seu amigo queria ser Pois toda festa que havia Ele queria saber Um dia mestre coelho Fez uma festa no mato Foi cachorro, jacaré... Gente de mais aparater Finalmente todos os bichos Menos porco e mestre gato. E a festa começou... Rato tocava flauta Periquito rabecão Catitu seu contra baixo Cururu no violão Papagaio reco-reco E tatu no bombardão O pinto ia com os pratos Carneiro com o tambor Curica numa rebeca Era quase professor Mestre sapo como chefe Era feito o regedor Quando o porco soube disso Ficou logo injuriado Disse ao gato: Vamos lá! Eu garanto por teu lado Se não nos deixarem entrar O baile está terminado O gato disse: Eu não vou. Porque acabo apanhando O porco lhe respondeu: Você bem está mostrando Que é gato sem coragem Pois fique, que eu vou andando O porco chegando lá Queria o baile invadir Jacaré veio e falou Mandou ele sair O porco não obedeceu Foi preciso a onça intervir O porco sacou a faca para matar ou morrer A cutia teve um ataque A paca queria correr Galinha caiu sem fala Dura sem se mexer Catraia gritava tanto Que tremia a luz da lua Minhoca nem acertava Para que lado era a rua Cutia ficou sem pen Siricória quase nua Borboleta há muito tempo Já tinha se escapolhido Mosca fez sua viajem Levou pion seu marido Graça disse: -Vocês briguem Mas,não me sujem o vestido Girafa como era grande Estava tudo apreciando Quando viu em suas costas Arara estava trepando Mosquito sumiu na floresta E coruja saiu voando O urso logo zangou-se Pela sua namorada Que era uma linda anta E estava ali bem trajada Por um porco embriagado Sendo desrespeitada Afinal com muito custo Botaram o porco para fora Já tinha dado e apanhado Por isso,disse: É agora Antes que chegue a polícia Vou tratar de ir embora Não demorou veio o elefante Que era seu delegado Com camelo seu colega Oficial reformado E logo atrás o cavalo No seu papel de soldado Coelho então contou-lhes O que tinha acontecido Além disso,por ruim Porco era conhecido De forma que elefante Deu tudo por irresolvido Levaram a queixa ao leão Da forma que tinham dado Ali foi expresso a ordem de o porco Ser procurado Mas, por onde andava ele? Era o caso ignorado Foram na casa do gato Que dele era amigo O que me diz deste homem? Tornou-se meu inimigo Deu-me pancada E roube-me Deixou-me como um mendigo Justamente o gato estava Com o corpo todo marcado Não tinha nem um vintém O seu baú arrombado O porco só lhe fez isso Por não ter lhe acompanhado Levaram o gato doente À presença do leão O qual entre gemidos Também pediu punição De o porco ser procurado Para entregar ao leão No outro dia a mucura Também foi lá se queixar Mostrando o braço para o rei Que prometeu lhe vingar Resolveram irem todos Mestre porco procurar Ganhava um conto de rés Quem mestre porco pegasse Tinha um ano de folga O soldado que o encontrasse Fosse vivo ou fosse morto Certo é, que ao rei levasse Fosse vivo ou fosse morto Não era essa a questão Ganhava sempre seu prêmio O porco à punição Era mais quem procurava Para entregar ao leão Andaram mais de um mês Sem saber o paradeiro Até que um dia o encontraram Bêbado num atoleiro Querendo dar num mucuím Por não ser seu companheiro Cachorro veio e lhe disse: Olha, eu sou advogado O pergaminho que tenho É de ser bem respeitado Se não quiser ir por bem Mando levá-lo amarrado Eu irei, disse o porco, Mas, só se for carregado E para casa do rei Sem demora foi levado Chegando lá estava a leoa Sentada numa cadeira Vendo o porco muito sujo Falou-lhe desta maneira: Porco imundo, qual a causa De tu seres valentão? Sabes que ser valente Basta o teu rei leão De ti tenho muitas queixas Só de má informação Pouco importa, disse o porco Me sai tudo pela custa Se alguém me deve uma conta Cedo ou tarde sempre ajusto Não há justiça de rei Que venha meter-me susto Formou o leão um juri Para o porco ser julgado Foi quando este conheceu Que estava desgraçado Por prova que a seu favor Nem porca tinha votado Afinal com muito custo A comédia teve fim Teve o decreto do rei Que foi deste jeito assim: Como justiça de rei À sua majestade o leão Manda fazer avisados Que o porco não tem razão Decreto a pena máxima 30 anos de prisãoveja mais no pdf Compartilhar Gerar link Facebook X Pinterest E-mail Outros aplicativos Postar um comentário Comentários
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