cordel revista antigas a intriga do cachorro com gato versos de cordel maio 11, 2024 URL Copied A intriga é mãe da raivaO mau pensamento é paiDa casa da malquerençaO desmantelo não saiEnquanto a intriga rendeA revolução não cai.Quando cachorro falavaGato falava tambémGato tinha uma bodegaComo hoje os homens têmOnde vendia cachaçaEncostado ao armazém.Com a balança armadaPara comprar cereaisE na bodega vendiaBacalhau, açúcar e gásBolacha, café, manteigaMiudezas e tudo mais.Quando no tempo de safraComprava mercadoriaChegada no armazémQue todo bicho traziaVou dizer pela metadeEsta grande freguesia.O peru vendia milhoO porco feijão e farinhaCom um cacho de bananaMais tarde o macaco vinhaRaposa também traziaUm garajau de galinha.Carneiro passava a noiteJunto com sua irmãDescaroçando algodãoE quando era de manhãPara o armazém do gatoBotava sacos de lã.Guariba vendia escovaQue fazia do bigodeUrubu vendia gomaPorque tem de lavra e podeA onça suçuaranavendia couro de bode.Então todo bicho tinhaNo armazém seu contratoPorém vamos deixar istoPara tratar de outro fatoRelativo à intrigaDo cachorro com o gato.Rei leão mandou cachorroEfetuar uma prisãoO cachorro passandoNa venda do gato entãoPediu para beber fiadoE o gato disse: pois não.Subiu na prateleiraUma garrafa desceuUm cruzado de cachaçaO cachorro ali bebeuBotou fumo no cachimboPediu fogo e acendeu.E disse compadre gatoEu vou prender o preáPorque carregou a filhaDo coronel cangambáE mesmo já deve a honraDa filha do seu guará.E tornou dizer compadreBota mais uma bicadaEu só sei prender valenteDepois da gata esporadaO gato sorriu e disse:Esta não lhe custa nada.O gato bebeu tambémO cachorro repetiuBotou o copo na bancaSaiu na porta e cuspiuO gato puxou um lençoLimpou a barba e tossiu.Embebedaram-se os doisGarrafas secaram trêsCachorro fez um discursoFalava em língua inglêsGato embolava no chãoTambém falando francês.A gata mulher do gatoSaiu do quarto veio cáE disse muito zangadaVocês dois procedem malO gato disse: mulherDa porta do meio pra lá.O gato ficou deitadoO cachorro foi emboraOuviram dizer: ô de casaA gata disse: ô de foraE quem é respondeu raposaSou eu que cheguei agora.Disseram entre comadreO gato levantou-seSentou-se numa cadeiraEsposa também sentou-seEle contou à raposaDe que forma embebedou-se.A raposa disse: compadreVocê não pensou direitoBebendo com o cachorroUm safado sem respeitoSe seus amigos souberemO senhor perde o conceito.Beba com os seus amigosSeu irmão maracajáO tenente porco-espinhoE o capitão guaráMajor porco e doutor burroE o coronel cangambá.Eu também gosto da troçaBebo, danço e digo loasMas com gente igual a mimCivilizadas e boasQue não vou andar com genteDe qualidade à-toa.Só me dou com gente boaComo compadre urubuDona ticaca de souzaE dona surucucuA professora jiboiaE o meu primo timbu.Você é conceituadoDa roda palacianaCachorro vive na ruaTanto furta como enganaCom o baralho no bolsoJogando e bebendo cana.E ele compra fiadoPorque quer mas ele temUma mochila de níquelQue por detrás se vê bemPendurada balançandoPorque não paga a ninguém.O gato se pôs em péPerguntou admiradoComadre, isto é verdade?Ele me deve um cruzadoEu não dei fé na mochilaPor isto vendi fiado.Porém eu vou atrás deleDaquele cabra estradeiroDou-lhe um bote na mochilaArranco e tiro o dinheiroSendo eu disse a raposaPassava o granadeiro.O gato se preparouAmarrou o cinturãoCorreu as balas no riflePassou lixa no facãoBotou um quarto e bebeuDe aguardente com limão.Chegou lá disse ao cachorro:É triste o nosso progressoVocê paga o meu cruzadoOu quer que eu pague um processoCachorro afastou o péE lhe disse eu não converso.Ali deu um tiro e disse:É assim que eu despachoPorém o gato abaixou-sePassou-lhe o rifle por baixoDeu-lhe uma balada certaQue quase derruba o cacho.O cachorro que tambémTem pontaria fielTornou passar a pistolaA bala deu um revelCortou-lhe o rabo no troncoQue descobriu o anel.Depois que trocaram tirosDivertiram no punhalPulava o gato de costasE dava salto mortalCachorro por sua vezTambém traquejava igual.E ali trancou-se o tempoNa porta do barracãoDa baronesa preguiçaComadre do rei leãoE ela telegrafouPedindo paz na questão.O leão passou depressaUm telegrama pra trásMinha comadre alevanteA bandeira e grite pazEla não tinha bandeiraLevantou a macaxeiraE ali ninguém brigou mais. Compartilhar Gerar link Facebook X Pinterest E-mail Outros aplicativos Postar um comentário Comentários
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