evangélicos A Reforma Protestante em Literatura de Cordel maio 12, 2024 URL Copied (Sammis Reachers)Peço a Deus inspiraçãoPara, de agora em diante,Fazer um cordel falandoDe um tema muito importante.Dissertar em versos queroA história de LuteroE a Reforma Protestante.Mas, antes de entrar no tema,Julgo haver necessidadeDizer que os fatos ocorremNão por casualidade(Feito Jesus ter nascidoNo tempo estabelecidoPor Deus para a humanidade).Os evangelhos relatamQue nasceu o Deus meninoDurante os dias de Herodes,No governo de Quirino,O tempo pleno propícioPra obra de sacrifícioDo Rei humano-divino.Jesus nasceu em Belém,Veio à Terra pra sofrerCumpriu o plano salvíficoPara o homem reviver.Com choro, sangue e espinhoFoi preparado o caminhoPara a Igreja nascer.Antes de assunto ao Céu,Do dorso verde da serra,Jesus disse: “TestemunhemA Mensagem que não erra,Primeiro em Jerusalém, Na Samaria também,Até os confins da terra”. Os seguidores do CristoCumpriram bem Seu roteiro:Receberam o Espírito,Oravam o tempo inteiro,Em tudo se consagravam,Guardavam e proclamavamA Mensagem do Cordeiro.Assim, no primeiro século,A Igreja PrimitivaTinha sinais e prodígios,Harmonia positiva,Refeição comunitáriaE disciplina diáriaDe fé verdadeira e viva.Os mandamentos do MestreOs Seus discípulos guardaram,Porém contra a ‘nova fé’Milhares se levantaram(Profano versus sagrado).Perseguições do EstadoMuito rápido começaram.Nero tocou fogo em Roma,Pôs a culpa nos cristãos,Perseguiu-os e matou-os.Pra divertir os pagãos,Uns eram incineradosE outros, crucificadosCom cravos em pés e mãos.Foram perseguidos peloCetro de Domiciano,Pelas dúvidas de Plínio,Absurdos de Trajano,Antonino Pio, Severo, Marco Aurélio, Lúcio Vero,Décio, Diocleciano.Mas quanto mais acossados,Mais aumentava a peleja.Tanto que Tertuliano(Historiador) ensejaEm um registro de fé:“O sangue dos mártires éA semente da Igreja”.Apenas no quarto séculoO encalço se desfaz.Constantino imperadorNa guerra viu um cartaz,No céu fulgindo uma cruzOuviu a voz de Jesus:“Com este sinal vencerás”.Tendo o imperadorÀ fé cristã abraçado,Findou-se a perseguiçãoE Deus foi glorificado.O culto, então, foi aberto.Mas se em parte deu certo,Noutra parte deu errado...No culto foram inseridosO coro e a procissão,Protocolos do império,Incenso, superstição,Frívolas devoções fanáticas,Adotando falsas práticasE esquecendo a tradição.Vamos dar um salto agoraPara o século 16:Vê-se o clero corrompidoCom o éter da insensatez,Tão servo do vil metal, Tão longe do idealDito pelo Rei dos reis... Com a Bíblia já impressa(Que Gutenberg deu forma),Foi sendo nítido o abusoDa igreja que deforma.(Erasmo de RoterdãEra um que tinha afãQue houvesse uma reforma).Entre as práticas mais comunsDe grande deturpação,Era a venda de indulgências(O comércio de perdão)À graça fazendo acréscimo.Foi o Papa Leão XQuem deu autorização.João Tetzel, um vendedor,Sem escrúpulo e sem noção,Para vender indulgênciasDizia abominação,Que a paga do valorTornaria o pecador“Mais limpo do que Adão”.Neste cenário dantescoAlgo devia ocorrer,Mas Deus traçara os caminhosPra mudança acontecerE expor um novo sentidoNo tempo estabelecidoPara Lutero nascer.Nascido a 10 de novembroDe catorze, oitenta e três (1483),Na cidade de EislebenDo solo alemão cortês(O bebê seria adiante Reformador importanteLá do século 16). Na escola, aos 4 anos,Ele foi matriculado.Aprendeu o Padre Nosso,Tinha o Credo decorado.Com 6 de idade (somente)Falava Latim fluente,Era culto e educado.Em mil quinhentos e dois (1502),Lutero formou-se em Artes,Mas o sonho do seu paiTinha outros estandartes:Ver o seu filho formadoComo grande advogadoDefendendo justas partes.Em mil quinhentos e cinco (1505),Passa a estudar Direito,Sem nem sonhar que seu cursoTomaria um outro efeito,Que ao mundo transformaria,Pois nosso Deus escreviaPra ele um plano perfeito.Dois de julho, aquele ano,Indo para a faculdade,Lutero temeu morrerNuma grande tempestade.Clamou por Santa Ana ao longe:“Me ajude e me torno um monge,Me dedicando à Trindade!”O seu pai ficou chocado,Não lhe deu consentimento.Porém, ele decidiuCumprir o seu juramentoE executou seu plano: Ser monge agostinianoInternado num convento. Mesmo entregando-se à fé, Vivia subjugadoAos dilemas existentesPelas chagas do pecado.Se achava um pecadorIndigno de ter amor,Digno de ser condenado.Para ele, Deus não eraUm Pai amoroso e terno,Mas um déspota inclementeQue pisava o subalterno.Em vez de verdes alfombras,Lutero só via as sombrasDos tormentos do inferno.Por vezes, dizia: “Deus,Poderia, acaso, amá-Lo?Se Lhe sinto tanto medo,Chego até a odiá-Lo!”Tendo, então, este conceito,Ao invés de paz no peito,Sentia o maior abalo...Entretanto, prosseguiuSua religiosidade...Professor em Wittenberg,Grande universidade.Pra lecionar, com cuidado,Estudava, dedicado,A Palavra da Verdade.Ao examinar a Bíblia,Deus o colocou de pé.Em um quarto, à luz de velas,Vê a Verdade o que éNo versículo que reflete Romanos 1:17:“Vive o justo pela fé”. Foram-lhe então reveladasAs verdades encobertasQue a justiça divinaNos conduz às vias certas.E disse dando um sorriso:“As portas do paraísoAgora me foram abertas!”Ao entender a Mensagem,Teve alegria tamanhaQue escreveu noventa e cincoTeses contra a venda estranhaDe indulgência papalE expôs na CatedralDe Wittenberg, Alemanha.Fizeram cópias das tesesEm latim e alemão.Um tempo depois, as taisSe espalharam na nação,Gerando o maior abaloE o papa quis obrigá-loA fazer retratação.Mas Lutero recusou-se Renunciar a Verdade.Não viu o poder do papa,Viu de Deus a majestade.Com a fé que ninguém toma,Foi infiel ante Roma,Mas foi fiel à Trindade.Pela bula Exsurge DomineO papa lhe condenou.Mandou queimar os seus livros,A Worms lhe convocou.A Igreja lhe inquiriaSe ele se retrataria E ele não se retratou.A mando de Frederico,Foi Lutero raptado,Ao castelo WartburgoSecretamente levadoPara, assim, ser protegidoE continuar imbuídoNo seu trabalho sagrado.Naquele tempo, a EuropaEstava em tom turbulento:Rebelião camponesaCom ataque violento.Mesmo assim, a luz fulgiaPois Lutero traduziaTodo o Novo Testamento.Em meio a tantos conflitos,Problemas e empecilhos,Lutero viu sua vidaEnvolta em sublimes brilhos,Pois Catarina von BoraTornou-se sua senhoraE a mãe de seus seis filhos.Por tentar impor a crençaCatólica predominanteAos príncipes luteranos,Estes protestaram avanteCom firmeza que não some...É daí que vem o nomeA “Reforma Protestante”.Sabe-se que Lutero foiAcusado de heresia.Porém, qual era o perigoDo que ele proferia?Ele era profeta ou louco? Vamos, pois, olhar um poucoA sua teologia.Foi a Palavra de DeusO seu ponto de partida(Pois o Verbo se fez carneE até nós veio em seguida).Suas virtudes expressasNão são palavras impressas,Porém são espírito e vida.Dizia: “Quem lê a BíbliaE nela não vê Jesus,É como um cego sem guiaCom um coração sem luz,Perdido nos passos seus,Pois só se conhece a DeusPela loucura da cruz”.Pela fé que justificaO pecador miserável,Vê-se o abismo de ofensasE o poder imensurávelQue renova o homem velho,Pois a Lei, pelo Evangelho,Fica doce e agradável.O cristão se isolar,Pra Lutero era ação feia.Pois a Igreja é moradaQue a glória de Deus passeia.Por estes seus ensinamentos,Somente há dois sacramentos:São o batismo e a ceia.Outro ponto teológicoAgora destacarei:Deus instituiu dois reinos,O Evangelho e a Lei.Desta forma fixado, Fica a Lei sobre o Estado,Do Evangelho Cristo é Rei. Destarte, os crentes em CristoNão veem qualquer razãoPara querer que o governoImponha a fé à nação.Ele tem outro reinado.Para os cristãos, o EstadoÉ laico, nunca cristão.A Reforma ProtestanteTrouxe um quadro magistralQue foi além dos parâmetrosDa crença sacerdotal,Apagando muitas lendasE imprimiu-se nas sendasDo contexto ocidental.Falando em Educação,A Reforma desenrolaQue o ensino infantilPara o mundo é uma mola.Ao ver Lutero pregarSobre o dever de mandarAs crianças à escola.Ver pequenos estudandoO Reformador queria.Não religião apenas,Mas política, economiaE letras, que assim se aprumaPara a construção de umaSociedade sadia.Nas relações trabalhistas,Esboçou um novo atalho.Criou o termo beruf,Afastou muito atrapalho,Pois beruf é “profissão”, Mas também é “vocação”,Nova ética do trabalho. Ainda quis construirRelações de harmonias(Que depois Kant aprimoraJunto a outras teorias),Traduzindo o idealDe um governo federalAcolhendo as minorias.Pensar na Reforma eNa sua teologia,Faz a gente refletirSobre o tempo de hoje em diaEm que há coisas tão feiasE muitas igrejas cheiasDe gente oca, vazia...Os princípios reformadosDeletaram da memória:Só a graça, só a fé,Só a Cristo a meritória,Só a Sagrada Escritura(Como regra santa e pura),Somente a Deus seja a glória.Tem templo que culto é showQue não fala em salvação,O púlpito virou um palcoPra fazer motivaçãoA bodes não convertidosQue só inclinam os ouvidosPra “pastor ostentação”.Falam em curas e bênçãos,Em fé para prosperar,A Mensagem do CordeiroEsquecem de predicar.Será que para este povo Virá um Lutero novoIsso tudo reformar? Longe da mídia e do marketingDe estrutura abominável,Há um povo que ora e buscaCom o coração incansável,Aos princípios não nega,Prega a Palavra e se apegaAo Senhor Incomparável.Lutero foi deste jeitoE Deus, em Sua grandeza,Entregou-lhe o colírioPara enxergar com clareza,Ao na Bíblia dar um visto:O Evangelho de CristoÉ nossa maior riqueza.18 de fevereiroDe quinze, quarenta e seis (1546),Às duas da madrugada(Ou pouco antes das três),Lutero foi convocadoAo doce sono sagradoNa glória do Rei dos reis.Trilhou seus passos ao ladoDe Jesus de Nazaré,Enfrentou oposição,Mas permaneceu de pé,Da vida fez um troféuMostrando pra terra e céu:“Vive o justo pela fé”. Compartilhar Gerar link Facebook X Pinterest E-mail Outros aplicativos Postar um comentário Comentários
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