cordel revista antigas Historia do Zezinho da Maquininha - Versos de Cordel maio 26, 2024 URL Copied Vou contar aos bons leitoresuma história mui distinta;quero contar a verdade,se não for quem me desminta:no coração de quem amauma amizade o que pinta.Havia em uma cidadeum homem de muita riqueza,e perto dele moravaum pobre por naturezatanto tinha um de rico,como o outro tinha de pobreza.Esse homem era rico,Senhor de muitos milhõesdeterminava a cidadeem muitas repartições,afinal satisfaziatodas as suas paixões.O pobre do sapateironão possuía riqueza,vivia de sua arte no estado de pobreza,mas o pouco que ganhavadava prá sua despesa.O rico não tinha filhos,apenas uma filhinha,como era filha únicado sobrado era rainha,era chamada Maria,tratavam por Mariquinha.Lhe botara este apelidopor sua delicadeza,pelo seu porte elegante,sua graça e singeleza.Apesar da pouca idade,era um mimo de beleza.Com oito anos de idadeera rainha das flores,se comparava uma santano meio dos pecadores,o seu riso recordavasublimes juras de amores.O pobre do sapateiro,com o seu viver pobrezinhoalém de ter muitos filhostinha um pequenininho,que chamavam de Josée tratavam de Zezinho.Esse era um bom meninopor obra da Providência,apesar de ser tão novotinha rara inteligência,o seu pai se orgulhavapor ver sua sapiência.Ele ensinou a Zezinholer, escrever e contar,com nove anos de idadejá sabia bem falar,pois é um dever sagradoos pais aos filhos educar.O rico também mandouensinar a Mariquinha,deu-lhe logo uma criadapara não andar sozinhapelas ruas da cidadequando ia e quando vinha.E Zezinho todo diapor detrás a namorava,ficava aguardando a horaprá ver quando ela passava,quando ia para a escolade longe lhe acompanhava.Dizia ele consigo:- Maldigo a minha pobreza!Se eu fosse também rico,também teria nobrezae poderia andar juntodesta tão linda princesa!Porém como sou pequeno,não poderei trabalhare sem trabalhar não possonessa luta triunfar!Assim o pobre Zezinhovia o tempo se passar.Porém no nosso destinotrazemos do nascimentoe o futuro do homemninguém traz no pensamento:eis que um dia Zezinhoviu cumprido seu intento.Um dia em que Mariquinhafoi para a Universidade,junto com uma criada,ambas da mesma idadeencontrou-se com Zezinhoe consagraram amizade.Iam já perto da aula,Zezinho também seguia.Ela olhando distraída,viu que Zezinho sorriapor aceno perguntavase queria companhia.Perguntou ela: - Quem é?Respondeu: - Sou seu vizinho.Como de fato que era,pois morava bem pertinho.Até ali Mariquinhanão conhecia Zezinho.Marcharam para a escolaque a hora era chegada,à tarde voltaram juntosaté o pé da escada.Todos três eram pequenos,não queria dizer nada.Continuaram andar juntos,todos dois em companhiase Mariquinha não fosse,Zezinho também não ia,quando um tinha desgosto,o outro também sentia.De forma que os dois amantesconsagraram essa amizade:prestaram um juramento,conservaram sem maldade,pois onde existe firmezanão pode haver falsidade.Consagraram essa amizadepara um ato muito fino:bem fez Cupido pintarcomo amor de menino -de menino vai crescendo,de homem toma destino.Zezinho, com nove anos,se conhecer o perigo,perguntou a Mariquinha:- Tu queres casar comigo?Mariquinha respondeu:- Zezinho, eu caso contigo!Porém lhe disse Zezinho,com relação à riqueza:- Mariquinha, tu és ricade dinheiro e de beleza -eu acho muito custosotu casares na pobreza!Mariquinha respondeu:- Ser pobre não é vileza!eu sou rica, tu és pobre -eu sou a tua riqueza!O dinheiro compra tudo,porém não compra firmeza!Aí lhe disse Zezinho:- Rico não casa com pobre!Lhe respondeu Mariquinha:- Tu não possuis, mas é nobre!O coração de que amanão há dinheiro que dobre.Zezinho, juro por Deus,contra os gostos de meus pais,hei de casar-me contigosalve se me "enjeitais"pois aquilo que Deus fez,na terra ninguém desfaz.Zezinho também lhe disse:- Juro por Deus do Bonfim:hei de casar-me contigo,já que amas tanto a mim.Não esperava que tume amasses tanto assim!Mariquinha, além de rica,era bela e educada,a sua alma de criançafoi por Deus presenteadade candura e inocência,a menina era prendada.Mariquinha ficou moça,da escola se ausentou.Essa ausência prá Zezinhofoi seta que penetrou,cravando dois corações:mais amizade aumento.E Zezinho satisfeito,consigo mesmo diziaque, dali a poucos anos,um bom emprego achariae a bela Mariquinhaa sua esposa seria.Mas o homem pouco sabedo seu destino traçado;na estrada do futuronunca se sabe acetadoquando nos julgamos bem,surge um golpe inesperado.Um dia em que Zezinhovoltava de um brinquedo,escreveu a Mariquinha.Já descobriu-se o segredo:se havia de ser mais tarde,apareceu logo cedo.Por infelicidade,no outro dia cedinho,a mãe da dita meninaencontrou um bilhetinhona mala de sua filha,com a firma de Zezinho.Ela chamou a meninaem particularidade:- Menina, vem me contara tua infelicidade.Responde o que te pergunto,sem que me negue a verdade!Mariquinha respondeu,lhe perguntou: - O que quer?Respondo o que me pergunta,salvo se eu não souber.Garanto que não lhe minto,dê o caso em que der.A velha vendo a filhafalar-lhe tão positivalhe disse: - Estas palavrasme faz ficar pensativa.Eu vou contar a teu pai,que disso ninguém me priva.Foi a velha, disse ao velho:- Cuide de ser cavalheiro!Olhe que em nossa casahá um caso traiçoeiro:Mariquinha é namoradado filho do sapateiro!Meu velho, ocultemos issoenquanto não se descobre.Mariquinha é muito ricae aquele sujeito é pobre -é desgraçada a famíliaque se abate, sendo nobre!O velho ouviu a história,ficou trêmulo de furor.Chamou Mariquinha e disse:- Agora fui sabedorque andas te namorandocom um tipo conquistador!Disse ele a Mariquinha:- Como procedes assim?tu é a única herdeiraduma riqueza sem fim -queres casar com um pobre,péssimo, safado e ruim?!- Meu pai, dinheiro não pagaa firmeza de quem tem:Eu nasci para Zezinho,Zezinho prá mim também!Se eu não casar com ele,não caso mais com ninguém!O senhor também foi moçoe conhece o coração:este órgão nos dirigepara a glória ou perdição;ele impera sobre o pobre,sobre o rico de milhão.Portanto só Deus impedede entregar meu carinhoao filho do sapateiro,coitado, tão pobrezinho!Não amarei outro homem,só casarei com Zezinho!Disse o velho: - Vou prendê-lo!Veja o que determina:vou mandar interrogá-lo,para ver o que destina,Vou botá-lo na marinha,já se acaba essa sina!Disse ela para o pai:- Meu pai, não acho decente!Se eu merecer castigo,por ser desobediente,sofra eu e não Zezinho,que ele está inocente!Disse o velho para ela:- É fraco seu pensamento:esteja inocente ou não,eu digo, faço e sustento!Há de ser o seu castigoigual ao seu atrevimento!Disse isso e retirou-se,nada mais tendo a dizer.Ela pegou uma pena,começou a escrever,participando a Zezinhoo que devia fazer:"Zezinho, querido amante,começou nosso sofrer!Peço-te saias de casa,pois meu pai vai te prender.Ele tem ódio de ti,Jesus há de te valer.Nosso amor foi descoberto,com isso não me convenço.À noite, vem ao quintal,isso com cuidado imenso,que te darei o destino -hás de fazer o que penso"Chamou depressa a criadae disse: - Parta tigeiro,escondido de meu pai!Não deixe ver o roteiroe entregue esse bilheteao filho do sapateiro!Zezinho leu o bilhete,ficou muito aborrecido.Quis esperar o ricaço,mas lembrou-se do pedidoe, quando o velho chegou,ele já tinha saído.A meia-noite, Zezinhoesperava a bem-amada,nisto chegou Mariquinha,trêmula de medo e cansada,entregou cinquenta contosnuma caixinha fechada.Disse ela: - Este dinheiroé uma prova de firmeza.Vai ganha a tua vida,adquirir a riqueza -gasta com o necessário,veja, não caia na pobreza!Retira-te para fora,Zezinho, onde ninguémnão conheça a tua vida,se passas mal ou bem,que aqui fico esperando,como quem teve e não tem.Zezinho se despediude sua amante querida.Ele pediu um abraço,ela deu por despedida:se abraçaram em soluços,que quase perder a vida.Ambos baixaram a vista,um e outro soluçava;com um profundo silêncio,nem um nem outro falava.Veja esses dois coraçõesnessa hora como estavam!Se abraçaram em soluços;com terna paixão infinda.Partiu Zezinho chorando,ela ficou mais ainda -no presente estava a ida,no futuro estava a vinda.Zezinho chegou em casa,disse ao velho sapateiroque ia sair de casaprá correr o mundo inteiroe então, quando voltasse,traria muito dinheiro.Seu pai deu consentimento,botou-lhe feliz benção,recomendou-lhe cautelafora de sua naçãoe, com lágrimas de ambos,se fez a separação.Zezinho aí embarcounum porto dessa cidade.Saltou em outro paíscom muita felicidade,entrou com 50 contosem uma sociedade.Começou para Zezinhoum viver atarefado;já fazia oito mesesque ele tinha embarcado,o dinheiro que levoujá tinha o duplo aumentado.De nove para dez anos,antes de dez completar,estava rico de milhões,com três vapores no mar,com todos três no seguro,para nenhum naufragar.Apesar dessa fortuna,Zezinho se lastimava;só na meiga Mariquinhao belo rapaz pensava,por não saber nem notíciado que por lá se passava.Dizia ele consigo:- Mariquinha ainda me ama?Depois desses anos todos,estará acesa a chamano peito dessa donzela,que meu coração reclama!?Oh! Mariquinha querida@Tu ainda vives amor?Ou já morreste, deixandoeu só carpindo esta dor?Dez anos sem ter notícia!Oh, quanto sou sofredor!Oh! meu Deus, eu vos suplico,mostrai a minha queridapelo menos em um sonho!Mostrai-me se está com vidae se ainda me esperadepois da minha partida!Zezinho falava assim,mas logo se convenciaque só regressando à pátriaseu vexame abrandaria:veria então Mariquinha,que há muito tempo não via.Reuni todos os bense decidiu-se a voltar,para ver sua queria,que não cessava de amar,e também a sues amigose a sus pais visitar.Zezinho já muito rico,estava bem satisfeito,mas tudo quando lucrou,foi trabalho sem proveito,além dum desgosto, outro -vamos tratar a respeito.Durante esses dez anosque Zezinho estava ausente,o pai de sua queriatornou-se mais imprudente,pá fazer seu casamentocom um moço seu parente.Mariquinha em casamentotodo mês era pedida,além de não dar o sim,mostrava-se aborrecidasó em pensar em Zezinho -era um acabar de vida!Um dia lhe disse o pai:- Sei que isso é presunção!Se não fizeres meus gostos,eu não te boto a benção.Escolhe o que preferes:a benção ou a maldição!Tornou-lhe o pai a dizer:- Sei que estás apaixonada.Se não fizeres meus gostos,ficas amaldiçoadade mim e de tua mãe,e da riqueza deserdada!Foi quando a mãe dela disse:- Sei que isso é tentação,mas deves compreenderque o teu pai tem razão.Se o meu pedido for nulo,eu te lanço maldição!Mariquinha, vendo isso,contou com a perdição:o que é daqueles filhosque dos pais não têm benção?Sendo mulher, parte fraca,considerou com razão.Mariquinha refletiu,muito triste respondeu:- Minha mãe, estou de acordo:para mim tudo morreu -prometo ouvir seus conselhos,Seu gosto será o meu.O velho ouvindo isso,com grande contentamentodisse sorrindo prá velha:- Eu vou já neste momentobotar banho, fazer convitepro dia do casamento!Mariquinha retirou-se,com sentimento e saudade,chorando, pedindo a Deus,que a matasse a qualquer hora,que casar contra vontade.Mariquinha, no seu quarto,morrendo de agonia,chorando e pedindo a Deus,rogando à Virgem Maria,que Zezinho estava ausentee nada disso sabia.Sentou os joelhos em terra:- Oh, meu Deus de piedade!Não consintais que meu paime obrigue à falsidade,para que Zezinho saibae conheça da verdade!Zezinho, meu bem querido,nosso esforço foi baldado,nosso castelo de sonhofoi pelo vento açoitado,jaz hoje por sobre a terraem escombros transformado!Zezinho meu, onde estás,que não vês o meu sofrer?Quisera que tu sonhasses,para poderes saberque meu amor, meus carinhos,vão a outro pertencer!Quantas juras nós fizemos,ainda na flor da idade!Quantos projetos trocamos,prá nossa felicidade!Hoje somos duas barcas,ao sabor da tempestade!Vem depressa, meu Zezinho,vem, que não suporto mais!Vem tirar-me, meu amor,das garras de Satanás!Em breve pertenço a outro,por capricho de meus pais!Esse dia foi chegado,Mariquinha se casou.No dia do casamento,Zezinho desembarcoujá ela estava casada,quando Zezinho chegou.Zezinho desembarcoujunto com um camarada,participou a seu paia sua feliz chegada.Estava bem satisfeito,visto não saber de nada.Zezinho mandou dinheiro,que seu pai não possuía;ele sempre tinha dinheiro,mas sendo em pouca quantia,não dava prá festejar,nem banquetear um dia.Quando o sapateiro soubedo seu filho obediente,pois já fazia dez anosque de si estava ausente,foi tanto fogo no arque admirou muita gente.Mariquinha, vendo os fogos,ficou muito admirada;a casa do sapateiroestava toda enfeitada,para saber o que havia,ela mandou a criada.A criada foi chegando,o que primeiro avistoufoi Zezinho sorridente,que rindo a cumprimentou.Volta a criada e lhe diz:- Foi Zezinho que chegou!- Senhora, disse a criada,a festa está imponente!O senhor Zezinho estáradiante e contente!O sobrado está repletodum povo nobre e decente!Mariquinha, ouvindo isto,de dores ficou partida.Caiu com um acidente,que quase perdia a vida.Como já era casada,ficou despersuadida.Ela entrou para o quarto,escreveu o que passou-se,comunicou a Zezinhopor que motivou casou-se,mas estava como era:o amor não acabou-se.Dizia assim, mais ou menos,a carta que ela escreveu:"Oh, meu querido Zezinho!Que triste fado é o meu!Quase não tenho coragemde contar o que se deu.Casei-me com outro homem,fui traída pela sorte,e, se ainda não morri,não foi porque seja forte -foi meu pensamento em tique venceu a própria morte!O meu pai casou-me hoje,massacrou meu coraçãoe deixou-te desenganado,jogou-te na solidão,mas calma, tem paciência,domina tua paixão!Te amo ainda, Zezinho,apesar deste ocorrido!Embora que outro homemtenha se intrometido,mas, em minha consciênciasó tu és o meu marido!À noite, vem ao quintal,se ainda me tens amizade.Desejo ser sabedorade tua felicidade.Traz contigo a recompensadesta minha falsidade".Mariquinha, muito pálida,sua criada chamou:- Leve isto a Zezinho,que ele sabe quem mandou!E foi com muito sigiloque a criada entregou.Zezinho leu o bilhete,quis usar de violência;afinal, pediu a Deusque lhe desse resistência,para sofrer as angústias,sem faltar-lhe a paciência.Pediu licença aos amigos,não quis saber de mais nada!Recolheu-se ao seu quarto,sentido a fronte agitada,e verteu amargo pranto,pensando na sua amada.Pensou ir na casa dela,sem dar valor mais à vida,pegar o velho ricaço,que traiu sua querida,dar-lhe muitas punhaladas,deixando o corpo em ferida.Mas depois disse: - É verdade!O certo é me convencerque um ente tão sem sortetira proveito em morrer!Mandai-me, meu Deus, a morte -não preciso mais viver!E, dizendo estas palavras,o pobre rapaz, coitado,rolava sobre o seu leitocomo um alucinado.Era comovente ver-seZezinho naquele estado!Seu pai, prevendo um desfecho,ministrou-lhe um bom calmante.Ele abrandou mais um poucosua sanha delirante.Seus amigos não deixaramficar sozinho um instante.Passou o resto do diasem ter mais gosto consigo.À noite, foi ao protão,receoso do perigo.Mariquinha também foi,porém temendo o castigo.Foi chegando Mariquinha,diz Zezinho: - Aqui estou eu!Foi lhe pedindo um abraço,ela não fez dúvida, deu.E, nesse abraço Zezinhonos braços dela morreu.A morte daquele amantecausou admiraçãoserviu de pena e desgostoprá família do barão.A vida de Mariquinha,Zezinho tinha na mão.Zezinho ignoravade sua sorte infeliz,porém existe um ditado,é um provérbio que diz:"No mundo não há quem gozeo que a sorte não quis".Mariquinha, vendo isso,ficou louca, sem sentido,vendo morrer desta formao seu amante querido,foi relatar à criadao que tinha acontecido.- Minha criada, vem verque grande infeliz sou eu!Zezinho, o meu amante,neste momento morreu,com uma grande vertigemdum abraço que me deu!Saiu ela e a criada,considerando primeiro.Pegaram Zezinho nos braços,fizeram isso ligeiro,foram botar na calçadada porta do sapateiro.Quando foi no outro dia,de manhã muito cedinho,o criado abriu a portafoi olhar bem de pertinho -tinha na calçada um morto,era seu patrão Zezinho.Botaram-no em um sofá,retirando-o da calçada.Tanta alegria que houve,tornou-se o prazer em nada.O morto tinha uma mãoaberta e outra fechada.Espalhou-se essa notícia,causou admiração;fizeram uma junta médica,ficaram em confusão -o que queria dizero que tinha aquela mão?Presente estava uma velha,disse: - Ninguém adivinha!Ele morreu de um desgosto,de uma amizade que tinha -esta mão, que está fechada,só quem abre é Mariquinha!O sapateiro sabendo,saiu com muito respeito,foi ao sobrado do homem,pediu com agrado e jeito,contou o significado -o que pediu foi aceito.O homem rico, ciente,veio com muito prazer,junto com a comitiva,todos alegres prá ver.Só Mariquinha sabiao que ia acontecer!Vinha todos para ver,reunida a maioria,e viram Zezinho morto,no sofá onde jaziae Mariquinha calada,porque de tudo sabia.Reunida a maioria,gente de alta patente,doutor, juiz de direito,o sapateiro na frente,Mariquinha, na chegada,seu ar ficou diferente.Mariquinha foi chegandoe disse com voz altiva:- Deus ama a quem lhe estima,aborrece a quem se esquiva -morramos nós como amantes,prá ver se a riqueza priva!Zezinho, abre essa mão,já que morreste por mim!Tu por mim te acabaste,eu por ti devo ter fim!Disse, caiu morta -Deus terminou assim.Os velhos pais de Zezinhoquase morrem de agonia.Foi um desgosto geralpara quem o conhecia.Quem casou com Mariquinha,foi quem ficou na "forquía".Quando a mãe de Mariquinhasoube o caso que se deu,mudou a feição do rosto,de repente enlouqueceu.A justiça tomou contade tudo o que era seu.continuar lendo no pdf Compartilhar Gerar link Facebook X Pinterest E-mail Outros aplicativos Postar um comentário Comentários
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