cordel revista antigas O marido que rifou a mulher na Feira da Sulanca - cordel maio 07, 2024 URL Copied vídeoMarcelo SoaresNo universo amorosoentre marido e mulherhá algo misteriosoque ninguém sabe sequerse deve ou não entre os doisantes, durante e depoistentar meter a colherA mulher é a maiorexpressão da naturezamistura mais que perfeitade sedução e belezasem a alma femininao homem se contaminade solidão e tristezaE sendo a mulher a fêmeaatraia para si o machoe o homem ao desejá-lase torna dela um capachodedicado no afãde provar dela a maçãcolhida no próprio cachoHá o homem que não honrasequer a calça que vestebebe, fuma, não trabalhae não faz nada que prestesó vive pra vadiare não há como negaresta verdade incontestePorém existe mulherque a própria vida emperrae sendo mal resolvidacom o homem vive em guerraesta precisa sabere depois reconhecerque uma mulher também erraNão tenho procuraçãopara defender o homempor machista inveteradoespero que não me tomeme no exemplo que vemosum sem o outro, sabemosna certa dá lobisomemPor isso quero contaro caso de Nicanorcidadão, pai exemplardevotado com ardorandava sempre na linhae a sua mulherzinhase chamava LeonorNicanor, pra seu governoera marido extremosohonesto, trabalhadorpontual e caprichosoeste orgulho carregavae ninguém insinuavaque ele fosse preguiçosoSeus vizinhos comentavamcom certo ar de maldade“Nicanor é gente finamas lhe falta autoridade”“nem respeito ele tem mais”“assim também é demais”“se dane tanta bondade”Todo dia Nicanorsaía pra trabalharLeonor ficava em casasomente pra se enfeitarao vê-lo bater a portaela dizia: - Estou mortade tanta roupa lavar!Nicanor dizia: - Nãose mate por coisa vãuma boa lavadoraeu vou comprar amanhãde tênis eu trouxe um parpra você caminharbem cedo toda manhã!”Já na semana seguinteLeonor disse: - Paixãovou trocar nossa tevêantiga por um telãodaqueles de dar invejae se não matar, aleijaa mulher do seu patrãoTodo dia, Leonorqueria uma novidadejóias, roupas e sapatostudo que desse vontadee o pobre Nicanorse tornando o devedormais famoso da cidadeQuinta-feira Leonorquis se mudar pra outro bairrona sexta-feira ela disse:- Eu quero trocar o carroa minha mãe, coitadinhareclama que num fusquinhanem dá pra tirar um sarroDizia para as amigas:- Dinheiro é pra se gastarminha mãe aconselhou-meque eu devia casarcom um home m de dinheiroque não fosse pirangueiroe pudesse me bancar!Nicanor era bancáriotrabalhava feito loucoapesar de ganhar bemo que sobrava era poucomas a Dona Leonorcom o pobre Nicanorse importava tampoucoLeonor mostrava serum poço de ilusãoe era tão orgulhosaque mal pisava no chãoainda assim, Nicanora tratava como flordo jardim do coraçãoFaltava tempo e dinheiropra curtir o futebolpassear com a famílianum lindo dia de solralava de se acabarsem poder admiraras luzes do arrebolPra piorar, Leonorse envergonhava delearranjava mil desculpaspara não sair com elee para os filhos dizia:- Não andem na companhiade um homem como aquele!Nicanor sempre entregavaa Leonor o dinheiropra pagar a água, a luzo mercado, o açougueiro...ela comprava fiadoe o Nicanor, coitadopassava por tranbiqueiroCerto dia, Leonordisse a Nicanor assim:- Depois que lavar os pratosvenha cá, olhe pra mimveja só o que eu ganheie diga se eu não fiqueiparecido um manequim!Nicanor naquela horaquase rodou “à baiana”e disse: - Você pareceuma louca suburbanaLeonor gritou: - Vocêganha dinheiro, pra quê!pra juntar, seu muquirana!Mulher assim feito euo homem tem quando podequando não pode, babaurói o osso e se sacodesai logo do meu caminhoque eu arranjei um brotinhopra me levar pro pagode!Nicanor gritou: - O que!você não vai fazer issoquando casei com vocêassumi um compromissoagora tudo mudouvou lhe mostrar que não souum marido submisso!Nesta hora, Dona Brancaa sogra de Nicanorgritou alto: - Solta elaseu bruto do estoporvá atrás de outra mulherque minha filha não querum “maricas” sem valor!Nicanor juntou as duasque botavam muita “banca”e disse: - Você queridae sua mãe, Dona Brancavão receber um castigoirão agora comigopara a Feira da Sulanca!Leonor, daqui pra frentenão vai mais fazer das suasa senhora, Dona Brancavai vadiar pelas ruaschega de ser exploradosó ficarei sossegadoquando rifar todas duas!E fez um cartaz bem grandeque dizia: - Esta corujaé a minha querida sogradiplomada em boca sujaa outra é a filha delae quem ganhar leva elae a velha de lambuja!As pessoas que passavamcomentavam bem baixinhoum velho disse prum moço:- Cansei de viver sozinhotenho fama de sortudopor isso vou gastar tudona rifa do meu vizinho!Perguntou quanto era a rifaNicanor disse: - Hum realo velho deu um muxôxoNicanor disse: - Que tal!comprando a rifa todinhaainda leva a sogrinhade lambuja no final!O velho saiu contentelevando a mãe e a filhatoda vez que Nicanorpergunta pela famíliao velho sofre um ataquee diz: - Nem lá no Iraqueexiste tanta guerrilha Compartilhar Gerar link Facebook X Pinterest E-mail Outros aplicativos Postar um comentário Comentários
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