Uma vez eu era pobre vivia sempre atrasado botei um negócio bom porém vendi-o fiado um dia até emprestei o livro do apurado.
Dei a balança de esmola e fiz lenha do balcão desmanchei as prateleiras fiz delas um marquezão porem roubaram-me a cama fiquei dormindo no chão.
Estava pensado na vida como havia de passar não tinha mais um vintém nem jeito pra trabalhar o marinheiro dá venda não queria mais liar.
Pus a mão sobre a cabeça fiquei pensando na vida quando do lado do céu chegou uma alma perdida perguntou era o senhor que aí vendia bebida?
Eu disse que era eu mesmo e a venda estava quebrada mas se queria um pouquinho ainda tinha guardada obra de uns 2 garrafões. de aguardente imaculada.
Me disse a alma: eu aceito e lhe agradeço eternamente porque moro no céu, mas lá inda não entra aguardente São Pedro inda plantou cana porém perdeu a semente.
Bebeu obra de 3 contas ficou muito satisfeita disse: aguardente correta imaculada direita isso é o que chamo bebida essa aqui ninguém enjeita.
Perguntei-lhe alma quem és? disse ela: tua amiga vim te dizer que te mude aqui não dá nem intriga quer ir para o céu comigo? lá é que se bota barriga.
E lá subi com a alma num eutomóvel de vento então a alma me mostrava todo aquele movimento as maravilhas mais lindas que existe no firmamento.
Passamos no purgatório tinha um pedreiro caiando mais adiante era o inferno tinha um diabo cantando e a alma de um ateu presa num tronco apanhando.
Afinal cheguei no céu a alma bateu na porta com pouco chegou São Pedro que estava pela horta perguntou-lhe; esta pessoa ainda é viva ou é morta? .
Então a alma respondeu: é viva, estava no mundo não tinha de que viver está feito um vagabundo lá quem não for bem sabido passa fome vive imundo.
São Pedro ai perguntou: o mundo lá como vai? eu al disse: meu Santo lá, filho rouba do pai está se vendo que o mundo por cima do povo cai.
Eu ainda levava um pouco
da gostosa imaculada dei a ele e ele disse: aguardente raciada! e ai me disse: entre aqui não lhe falta nada.
Arrastou uma cadeira e mandou eu me sentar chamou um criado dele disse: cuide em se arrumar vá lá dentro e diga a ama que bote um grande jantar.
Quando acabei de jantar o Santo me convidou disse: vamos lá na horta fui, ele me mostrou coisas que me admirava e tudo me embelezou.
Vi na horta de São Pedro arvoredos hem criados tinha pés de plantações que estavam carregados pés de libras esterlinas que já estavam deitados.
Vi cerca de queijo e prata e lagoa de coalhada atoleiro de manteiga mata de carne guisada riacho de vinho do porto só não tinha imaculada,
Prata de quinhentos réis eles lá chamam caiporá botavam trabalhadores para jogar tudo fora, esses niqueis de cruzados lá nascem de hora em hora.
Então São Pedro me disse: quero fazer-lhe presente quando você Er embora vou lhe dar uma semente você mesma vai escolher aquela mais excelente.
Deu-me dez pés de dinheiro alguns querendo botar, filhos de queijo do reino já querendo sairejar, uns caroços de brilhante pra eu na terra plantar.
Galhos de libras esterlinas deu-me cento e vinte pês deu-me um saco de semente de cédulas de com mil réis deu-me maniva de prata o diamante umas dez.
Ai chamou Santa Bárbara esta velo com atenção São Pedro aí disse a ela: eu quero uma arrumação este moço quer voltar arranje-lhe uma condução.
— Bote cangalha num raio e a saia num trovão veja se arranja um corisco para ele levar na mão porque daqui para a terra existe muito ladrão,
Eu desci do céu alegre comigo não foi ninguém passei pelo purgatório ouvi um barulho além era a velha minha sopra que dizia: eu vou também.
Eu lhe disse: minha sogra eu não posso a conduzir ela me disse: eu lhe mostro porque razão hei de ir e se não for apago O raio quero ver você seguir.
Nisso o raio se apagou desmantelou-se o trovão o corisco que trazia escapuliu-se da mão e tudo quanto eu trazia caiu desta vez no chão,
Ai a velha voltou rogando praga e uivando quando entrou no purgatório foi se mordendo e babando dizendo tudo de mim lançando fogo e falando
Bem dizia meu avó: sogra, nem depois de morta fede a carniça de corpo a língua da alma corta não diz assim quem não viu uma sogra em sua porta,
Eu vinha com isso tudo que o Pé tinha me dado mas minha sogra apanhou o diabo descuidado fiquei pior do que estava perdi o que tinha achado.
E quando eu cheguei em casa a mulher quase me come ainda pegou um cachete e me chamou tanto nome e disse que eu casei com ela para matá-la de fome. Se não fosse minha sogra
eu hoje estava arrumado, mas ela no purgatório achou tudo descuidado abriu a porta e danou-se veio deixar-me encaiporado. Nunca mais voltei ao céu
para falar com São Pedro e ainda mesmo que possa não vou porque tenho medo posso encontrar minha sogra e vai de novo outro enredo
vivia sempre atrasado
botei um negócio bom
porém vendi-o fiado
um dia até emprestei
o livro do apurado.
Dei a balança de esmola
e fiz lenha do balcão
desmanchei as prateleiras
fiz delas um marquezão
porem roubaram-me a cama
fiquei dormindo no chão.
Estava pensado na vida
como havia de passar
não tinha mais um vintém
nem jeito pra trabalhar
o marinheiro dá venda
não queria mais liar.
Pus a mão sobre a cabeça
fiquei pensando na vida
quando do lado do céu
chegou uma alma perdida
perguntou era o senhor
que aí vendia bebida?
Eu disse que era eu mesmo
e a venda estava quebrada
mas se queria um pouquinho
ainda tinha guardada
obra de uns 2 garrafões.
de aguardente imaculada.
Me disse a alma: eu aceito
e lhe agradeço eternamente
porque moro no céu, mas lá
inda não entra aguardente
São Pedro inda plantou cana
porém perdeu a semente.
Bebeu obra de 3 contas
ficou muito satisfeita
disse: aguardente correta
imaculada direita
isso é o que chamo bebida
essa aqui ninguém enjeita.
Perguntei-lhe alma quem és?
disse ela: tua amiga
vim te dizer que te mude
aqui não dá nem intriga
quer ir para o céu comigo?
lá é que se bota barriga.
E lá subi com a alma
num eutomóvel de vento
então a alma me mostrava
todo aquele movimento
as maravilhas mais lindas
que existe no firmamento.
Passamos no purgatório
tinha um pedreiro caiando
mais adiante era o inferno
tinha um diabo cantando
e a alma de um ateu
presa num tronco apanhando.
Afinal cheguei no céu
a alma bateu na porta
com pouco chegou São Pedro
que estava pela horta
perguntou-lhe; esta pessoa
ainda é viva ou é morta? .
Então a alma respondeu:
é viva, estava no mundo
não tinha de que viver
está feito um vagabundo
lá quem não for bem sabido
passa fome vive imundo.
São Pedro ai perguntou:
o mundo lá como vai?
eu al disse: meu Santo
lá, filho rouba do pai
está se vendo que o mundo
por cima do povo cai.
Eu ainda levava um pouco
dei a ele e ele disse:
aguardente raciada!
e ai me disse: entre
aqui não lhe falta nada.
Arrastou uma cadeira
e mandou eu me sentar
chamou um criado dele
disse: cuide em se arrumar
vá lá dentro e diga a ama
que bote um grande jantar.
Quando acabei de jantar
o Santo me convidou
disse: vamos lá na horta
fui, ele me mostrou
coisas que me admirava
e tudo me embelezou.
Vi na horta de São Pedro
arvoredos hem criados
tinha pés de plantações
que estavam carregados
pés de libras esterlinas
que já estavam deitados.
Vi cerca de queijo e prata
e lagoa de coalhada
atoleiro de manteiga
mata de carne guisada
riacho de vinho do porto
só não tinha imaculada,
Prata de quinhentos réis
eles lá chamam caiporá
botavam trabalhadores
para jogar tudo fora,
esses niqueis de cruzados
lá nascem de hora em hora.
Então São Pedro me disse:
quero fazer-lhe presente
quando você Er embora
vou lhe dar uma semente
você mesma vai escolher
aquela mais excelente.
Deu-me dez pés de dinheiro
alguns querendo botar,
filhos de queijo do reino
já querendo sairejar,
uns caroços de brilhante
pra eu na terra plantar.
Galhos de libras esterlinas
deu-me cento e vinte pês
deu-me um saco de semente
de cédulas de com mil réis
deu-me maniva de prata
o diamante umas dez.
Ai chamou Santa Bárbara
esta velo com atenção
São Pedro aí disse a ela:
eu quero uma arrumação
este moço quer voltar
arranje-lhe uma condução.
— Bote cangalha num raio
e a saia num trovão
veja se arranja um corisco
para ele levar na mão
porque daqui para a terra
existe muito ladrão,
Eu desci do céu alegre
comigo não foi ninguém
passei pelo purgatório
ouvi um barulho além
era a velha minha sopra
que dizia: eu vou também.
Eu lhe disse: minha sogra
eu não posso a conduzir
ela me disse: eu lhe mostro
porque razão hei de ir
e se não for apago O raio
quero ver você seguir.
Nisso o raio se apagou
desmantelou-se o trovão
o corisco que trazia
escapuliu-se da mão
e tudo quanto eu trazia
caiu desta vez no chão,
Ai a velha voltou
rogando praga e uivando
quando entrou no purgatório
foi se mordendo e babando
dizendo tudo de mim
lançando fogo e falando
Bem dizia meu avó:
sogra, nem depois de morta
fede a carniça de corpo
a língua da alma corta
não diz assim quem não viu
uma sogra em sua porta,
Eu vinha com isso tudo
que o Pé tinha me dado
mas minha sogra apanhou
o diabo descuidado
fiquei pior do que estava
perdi o que tinha achado.
E quando eu cheguei em casa
a mulher quase me come
ainda pegou um cachete
e me chamou tanto nome
e disse que eu casei com ela
para matá-la de fome.
Se não fosse minha sogra
eu hoje estava arrumado,
mas ela no purgatório
achou tudo descuidado
abriu a porta e danou-se
veio deixar-me encaiporado.
Nunca mais voltei ao céu
para falar com São Pedro
e ainda mesmo que possa
não vou porque tenho medo
posso encontrar minha sogra
e vai de novo outro enredo
FIM
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