cordel evangélicos igreja História de José do Egito junho 01, 2024 URL Copied vídeoJoão Martins de AthaydeJacob foi um patriarcaDe uma vida exemplarTeve Raquel como esposaUma jovem singularPai de José do EgitoDe quem pretendo falar.Foram pais de onze filhosDe uma só geraçãoNão quero falar de todosPra não fazer confusãoFalo em José do EgitoBenjamim e Simião.José era o mais moçoDe Jacob era estimadoDevido essa simpatiaPelos outros era odiadoEsse ódio aumentou tantoQue o velho tinha cuidado.José conhecendo issoA todos ele temiaA intriga aumentou maisPorque José disse um diaUm crime que tinham feitoDe cujo ninguém sabia.Eles pensavam consigoO que deviam fazerPara dar fim a JoséSem o velho conhecerVivia o pobre meninoSentenciado a morrer.Disse José aos irmãos:- Eu essa noite sonheiQue nós andávamos juntosE por um lugar passeiVi onze adorando umQuem era, também não sei.Disse José outra vez:- Eu tive outro sonho assimQue me achava no desertoDum oceano sem fimO sol, a lua, onze estrelasEstavam adorando a mim.Ficaram encolerizadosDe inveja e de paixãoVendo que aqueles sonhosEram a predestinaçãoEntre si todos juraramDe assassinar o irmão.Eles pastoravam gadoDistante da moradiaJá o velho impacientePor não vê-los todo diaMandou José saber delesSem se lembrar da porfia.Quando avistaram JoséCriaram tanto rancorOlhavam uns para os outrosCom olhos de traidorDizendo: - Vamos matá-loPorque ele é um sonhador.Disse Rubens aos outros:- Cá na minha opiniãoEu acho uma cousa tristeAssassinar um irmãoBotem ele na cisternaNão lhe dê água nem pão.Assim mesmo eles fizeramQuando o menino chegouTiraram o roupa todaEle despido ficouBotaram ele na cisternaAli mais ninguém passou.Depois que José estavaNaquela horrenda prisãoPassaram uns israelitasE tiveram compaixãoE chamaram os assassinosPara comprar-lhes o irmãoPor vinte moedas em prataFoi o menino vendidoTodos que assistiram a vendaConsideravam perdidoNuma nação estrangeiraComo escravo desvalido.Depois pegaram a túnicaQue José tinha deixadoQuando entrou na cisternaQue eles tinham tiradoMandaram levar ao velhoE dar-lhe mais um recado.Botaram sangue na túnicaE mandaram o velho verDizia assim o recado:- Meu pai, procure a saberDe quem era essa túnicaNão podemos conhecer.Quando o velho viu a túnicaComeçou logo a chorarOh! Meu Deus, perdi meu filhoComo é que hei de passar?!Foram as feras do desertoQue o quiseram matar!Enquanto Jacob choravaA morte do filho amadoEle entrava no EgitoPara onde foi levadoFoi vendido a PutifarIntendente do reinado.José que era um moçoDotado de consciênciaPutifar encontrou neleForça de inteligênciaConfiou da sua casaToda superintendência.Em poucos dias depoisA mulher de PutifarIntentou gozar-se deleNão pode realizarPor meio da falsidadePrometeu de se vingar.Disse ela a Putifar:- Seu empregado é ruimInda ontem aquele infameDirigiu pilhéria a mimSendo eu sua esposaNão posso ficar assim.Putifar logo afobou-seFicou sego de paixãoE mandou chamar JoséNa mesma ocasiãoFoi duas praças com elePra remetê-lo à prisão.Entrou José na prisãoDele ninguém tinha dóDepois ficou mais contentePorque não estava sóSe achava mais um copeiroDa corte de Faraó.Depois chegou um padeiroQue preso também ficouUm deles teve um sonhoE outro também sonhouTodos mistérios dos sonhosFoi José quem decifrou.Disse o padeiro a JoséTudo que tinha sonhadoPor ordem de FaraóIa ser crucificadoE pelas aves de rapinaSeu corpo era devorado.Disse o copeiro a JoséPrometendo não faltar- Pela sua liberdadeEu tenho de trabalharSó terei algum descansoQuando você se soltar.Apesar dessa promessaSer de tão boa vontadePorém como a tal prisãoFoi feita com falsidadeJosé passou mais dois anosSem gozar da liberdade.Faraó teve dois sonhosQue o impressionaramVendo sete vacas gordasQue dele se aproximaramVinham outras sete magrasQue as gordas devoraram.Quando foi no outro diaFaraó mandou chamarTodos os sábios que haviamResidentes no lugarCada um disse uma asneiraNão puderam decifrar.O copeiro então lembrou-seDo que tinha se passadoDe um sonho que tinha tidoE José tinha decifradoMandaram soltar JoséE trouxeram para o reinado.José chegando na corteFoi muito em recebidoPara decifrar o sonhoQue o Faraó tinha tidoJosé explicou tudoSem ter de nada sabido.- Senhor; lhe disse JoséOs sonhos são verdadeirosEssas vacas gordasSão sete anos primeirosSerão de tanta farturaDe abarrotar os celeiros.- E as sete vacas magrasPor minha vez também cismoSão sete anos de secaDe miséria e cataclismoA nação que descuidar-seCairá sobre o abismo.- Eu acho convenienteQue a vossa majestadeProcure um bom ministroQue tenha capacidadePara comprar todo trigoQue aparecer na cidade.- Se acaso rei meu senhorEste conselho não tomeChegando o tempo da criseO Egito muda de nomeSe acabam os pobres na ruaTodos morrendo de fome.Faraó vendo a conversaAnti-tradicionalVendo que o cataclismoSe torna universalDisse a José: És ministroPela ordem imperial.O rei lhe dizendo issoEntregou-lhe um anelãoDizendo: Pega esta jóiaQue te dou por distinçãoDora em diante serás chefeDe toda esta nação.Tinha José nesse tempoTrinta e um anos de idadeTomou conta da missãoTinha plena liberdadeDe fazer naquele reinoO que tivesse vontade.Chegou o tempo abundanteJosé pegou a comprarTrigo, feijão e farinhaVindos de todo lugarDepois dos celeiros cheiosNão teve onde botar.Mandou fazer um depósitoDe muito grande extensãoNum dos pontos da cidadePrevendo a ocasiãoPra socorro da pobrezaSendo da sua nação.Um tempo assim como aqueleNunca se viu outro igualAs nações tinham farturaDe um modo descomunalFindou o tempo abundanteEntrou a crise fatal.Já depois de quatro anosQue o cataclismo assolavaO povo das caravanasQue no Egito passavaVia que nesse lugarEm fome nem se falava.Vagou aquela notíciaQue no Egito inda tinhaRecurso para a pobrezaTrigo, feijão e farinhaTodo dia vinha genteDa região mais vizinha.A fome assolava o mundoO grande também sofriaSubstância de alimentoEm parte alguma se viaO rico morrendo à fomeE o dinheiro não vali.Jacob, o pai de JoséVendo o tempo muito ruimMandou os filhos ao EgitoNaquelas estradas sem fimMandou os outros mais velhosE ficou com BenjamimChegando eles no EgitoDepressa foram levadosÀ presença de JoséPara serem interrogadosJosé conheceu bem elesLogo que foram chegadosJosé fingiu-se inimigosVendo aqueles condiçõesQue os irmãos se achavamSabendo que eram bonsLhes disse: de onde vêmQue me parecem uns ladrões?Responderam com espanto:É horrível a nossa sinaSomos filhos de JacobNatural da PalestinaViemos comprar legumesQue a fome lá é canina.José ficou comovidoPorque tinha compaixãoApesar de ter sofridoDeles aquela traiçãoEntão perguntou a eles:Sua irmandade quais são?- Nós éramos 12 irmãosO caçula não quis virPorque meu pai já é velhoSó ele o pode servirQuanto ao nosso irmão JoséEsse deixou de existir.Disse José para eles:Eu só posso acreditarDesse seu irmão mais novoSe vocês forem buscarFicando um de vós presoAté o outro chegar.Disseram: rei meu senhorNós não fazemos questãoNos venda um pouco de trigoTemos muita precisãoQuanto ao que fica presoDeixo ficar SimiãoJosé mostrou-se contenteDeu a resposta que simMas disse a eles depois:O tempo inda está ruimQuando vier comprar trigoMe traga o tal BenjamimAí voltaram os outrosPorém sem consolaçãoChegaram na PalestinaO patriarca anciãoFoi perguntando aos filhos:Onde ficou Simião?- Simião ficou lá presoAgora é que está ruimPorque quando nós saímosO rei nos disse assim:Quando vier comprar trigoMe traga o tal BenjamimDizia o velho chorando:Chegou o meu triste fimPorque é esse um dos filhosQue não se aparta de mimComo viverei no mundoFicando sem Benjamim?!Judá insistiu com eleContando o que foi passado- Eu tomo conta de tudoMeu pai, não tenha cuidado;Dizia o velho: ele indoPara mim foi sepultado!- Se eu digo estas palavrasÉ porque tenho razãoJosé os bichos comeramNas brenhas da solidãoAgora sem haver crimeFicou preso Simião!Judá pelejou com eleAté o velho aceitarSe Benjamim lá não fosseNada podia arranjarSó no Egito é que tinhaO que eles iam comprar.Eles seguiram viagemO velho ficou sentidoJudá chegou no EgitoFoi muito em recebidoPorque levou BenjamimQue José tinha pedido.José vendo BenjamimConheceu logo tambémPerguntou com cara feia(porém os tratando bem):É este o irmão mais novoQue vocês dizem que têm?Judá lhe disse que simPartido de comoçãoDizendo: - Rei, meu senhorNos conceda a permissãoPara que possamos irAonde está Simião?Disse José: podem irVisitar o seu irmãoEle até aqui não teveNenhuma perturbação;José só tinha ele presoFazendo a comparação.José diante essas coisasNão podia se conterChorava em seu aposentoQue só faltava morrerPois inda não era tempoDe se dar a conhecer.Todos irmãos de JoséDe nada tinha sabidoVendo José como reiDum país desconhecidoSendo ele o tal irmãoQue eles tinham vendidoDepois José chamou elesDando plena liberdadeDizendo: vão passearPelas ruas da cidade;Só assim José podiaFazer a sua vontade.Eles com essas palavrasFicaram muito contentesAí José mandou logoChamar o seu intendenteDizendo: encha bem cheioO saco daquela gente- Depois dos sacos bem cheiosFaça jeito de botarA minha taça de prataSem ninguém desconfiarNo saco de BenjamimPra quando ele for, levarO intendente fez tudoComo José lhe mandouNo saco de BenjamimEle a taça colocouBenjamim que não sabiaNo outro dia levouAssim que eles saíramJosé mandou uns soldadosDizendo: peguem uns rapazesQue vão ali carregadosE tragam a minha presençaPara serem interrogadosEles iam muito alegresSó por levar SimiãoDizia Judá: fizemosMuito boa arrumação;Nisto gritaram pra elesLhes dando voz de prisãoLogo aí foram levadosÀ presença de José;- Quem roubou a minha taçaTerá prisão de galéFaz vergonha nos senhoresNão ter um homem de féDisseram: rei, meu senhorNós nunca roubamos nadaEssa taça de que falamNunca pode ser achadaMande correr nossos sacosSó ela sendo encantada.- Não pensei que em PalestinaTivesse gente ruimPassem u'a corra nos sacos;José então disse assimA taça foi encontradaNo saco de BenjamimAí caíram por terraBotando os joelhos no chãoDizendo: rei, meu senhorDe nós nenhum é ladrãoPorém seremos levadosÀ morte na prisão.José partido de penaNão podendo resistirDisse ao seu intendente:Mande este povo sairBasta ficar estes homensA quem preciso eu ouvirQuando saiu todo povoInda mais se comoveramJosé lhes disse chorando:- Inda nao me conheceram?Eu sou vosso irmão JoséO tal que vocês venderamQue hora amarga e felizPara quem compreender!Toda tristeza que haviaFoi transformar-se em prazerFicaram todos felizesDessa data até morrerJosé mandou vir tambémO seu pai idolatradoQuem trouxe foi seu irmãoCom muito zelo e cuidadoJacob findou os seus diasVivendo sempre ao seu lado. 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