A Queda do Império Asteca

 

A Conquista do Império Asteca

A Conquista do Império Asteca

No México desembarcou,
Hernán Cortés, conquistador,
Com soldados bem treinados,
E armas de grande valor.
Os astecas, sem o ferro,
Sofreram com o invasor.

Trazia espadas de aço,
E arcabuzes na mão,
Os cavalos, imponentes,
Geraram muita aflição.
Os guerreiros se espantavam,
Com tanta inovação.

Vindo das terras de Espanha,
Com experiência na guerra,
De Granada, África e Itália,
Trouxe o terror pela serra.
Na América, sem igual,
Era o mais forte da terra.

Com trezentos e cinquenta,
Cortés avançou a cruz,
Quarenta eram arcabuzeiros,
Com tiros que produziam luz.
Vinte arqueiros com flechas,
A vitória os conduz.

Os aliados indígenas,
Totonecas em apoio,
Carregavam os mantimentos,
Eram parte do comboio.
Com milhares trabalhando,
O avanço não tinha arroio.

Enquanto isso, os astecas,
Com plumas e armaduras,
Portavam armas de obsidiana,
Que não tinham estruturas.
Eram armas para prender,
Não para mortais rupturas.

Nas guerras não tinham ordem,
Lutavam como podiam,
Seus guerreiros, em grande massa,
Ao combate sempre seguiam.
Mas faltava a disciplina,
Que os espanhóis já traziam.

Ao chegar em Tenochtitlán,
Cortés foi bem recebido.
Mas logo se revelou,
O conquistador temido.
Monteczuma se curvava,
Ao destino presumido.

O mito de Quetzalcóatl,
O deus que iria voltar,
Fez o povo acreditar,
Que não podia enfrentar.
Assim as forças astecas,
Foram fáceis de abalar.

Mas em Otumba lutaram,
Os astecas, com vigor,
Porém o aço espanhol,
Fez o combate um terror.
Sem defesa contra as armas,
Vieram a grande dor.

Depois da grande vitória,
Cortés sitiou a cidade.
Com barcos ele atacava,
De toda parte, com vontade.
Sem defesa nas canoas,
Faltava-lhes liberdade.

Uma praga inesperada,
A varíola surgiu,
Com os corpos adoecidos,
O povo logo sucumbiu.
Era o golpe final,
Que a morte então abriu.

As defesas foram rompidas,
A capital sucumbiu.
Os espanhóis avançavam,
Enquanto o povo fugiu.
Tenochtitlán se rendia,
Num cenário tão hostil.

Monteczuma, já vencido,
Aceitou o seu destino.
Viu sua terra tomada,
Por um invasor ferino.
O Império asteca ruía,
Sob um domínio latino.

Os templos foram saqueados,
O ouro logo levado.
A cultura milenar,
Deixava o povo arrasado.
Mas para os espanhóis,
Era um futuro dourado.

As canoas astecas lutaram,
Nas águas tentaram vencer,
Mas os barcos espanhóis,
Faziam o povo temer.
Sem saída na batalha,
Restava-lhes só morrer.

A força da pólvora e aço,
Mudou o curso da história.
Os astecas tombaram,
Sem alcançar a vitória.
Seu império desabava,
Num cenário de memória.

Cortés consolidou poder,
E a terra se dividiu.
Os aliados indígenas,
Logo o jugo sentiram.
E a coroa espanhola,
Todo o ouro consumiu.

Quetzalcóatl não voltou,
Como esperavam então.
O deus da serpente emplumada,
Foi um mito da ilusão.
Os espanhóis aproveitaram,
Para tomar a nação.

A civilização tão rica,
Com templos e tradição,
Foi tomada pela força,
De uma outra ocupação.
A queda dos astecas,
É uma triste narração.

Os deuses ficaram calados,
Diante do grande choque.
A cultura foi destruída,
E o povo perdeu o estoque.
Das tradições que guardavam,
Restou apenas o toque.

Cortés seguiu conquistando,
Outras terras a explorar,
Com armas, força e doença,
Fez mais povos se curvar.
A América sofria,
Com invasores no lugar.

Tenochtitlán foi o marco,
Da mudança ocidental.
O encontro de dois mundos,
Fez um estrago total.
Mas deixou uma história,
De impacto universal.

Que a história dos astecas,
Nos sirva de lição.
De como a força destrói,
Culturas e tradição.
E que possamos lembrar,
Dessa triste invasão.

Hoje resta a memória,
Do que um dia foi poder.
Dos templos, dos sacrifícios,
Que não puderam deter.
O avanço dos espanhóis,
E o império a perecer.
revistas da CPAD da Escola Bíblica Dominical (EBD) Varias capas de revistas antigas da cpad