O Controle do Tempo

 

A Origem da contagem do Tempo

A Origem da contagem do Tempo

De onde vem essa ciência,
De medir o tempo em si?
Foi na aurora do passado,
Que o homem assim definiu.
Com os astros lá no céu,
O seu rumo ele seguiu.

No Paleolítico vivia,
Caçador em sua missão.
Com as fases da bela Lua,
Guia para a ocasião.
Sabia quando caçar,
Pela sua observação.

No céu ele contemplava,
Os sinais do natural.
As estrelas e os ciclos,
Mostravam o essencial.
O tempo era contado,
Pelo astro celestial.

Já no tempo Neolítico,
Quando a terra cultivou,
Precisava ter controle,
Do que o campo semeou.
Era a chuva e o calor,
Que a colheita revelou.

Arar a terra e semear,
Com o ciclo a respeitar,
Os meses eram regidos,
Pelo Sol a brilhar.
Assim se fez a agricultura,
Para o homem prosperar.

Sem artefatos precisos,
Aos céus ele recorria.
Nos fenômenos cíclicos,
Seu controle ele via.
Era a aurora do saber,
Que no tempo se erguia.

Gravetos e ossos marcados,
Contavam o tempo lunar.
Dias entre cada fase,
Para a Lua calcular.
Foram as primeiras marcas,
De um calendário a criar.

Os Sumérios, lá na terra,
Entre rios a habitar,
Criaram um calendário,
Para o tempo organizar.
Doze meses com precisão,
O ano pôde registrar.

Cada mês tinha os seus dias,
Trinta ao todo a contar.
E o dia era partido,
Doze partes sem faltar.
Cada parte era medida,
Num sistema regular.

Os Egípcios, por sua vez,
Com a Lua a trabalhar,
Descobriram outra estrela,
Que veio para somar.
Sirius brilhava no céu,
E os ciclos ia guiar.

Quando o Nilo transbordava,
A colheita ia chegar.
O Egito então crescia,
Sua vida a prosperar.
O rio trouxe o sustento,
Para o povo se firmar.

Heródoto afirmou certo,
Que o Egito é o que se diz:
“Presente dado do Nilo”,
Sem ele seria infeliz.
O tempo então regulava,
A terra fértil e o país.

Os fenômenos do alto,
Guiaram toda a ação.
Fertilidade e colheita,
Estavam sob observação.
O céu era professor,
Na vida e na direção.

Com o passar dos milênios,
Outros meios surgiriam.
Relógios feitos de areia,
E de água, construiriam.
A ciência se ampliava,
E as horas se definiam.

O relógio de sol marcava,
Com a sombra a projetar.
No movimento do dia,
A hora ia revelar.
O tempo foi medido,
Pelo astro a brilhar.

No Oriente, com saber,
Relógios de água surgiram.
Mediam o tempo em fluxo,
Com engenho contribuíram.
A precisão aumentava,
E os povos aplaudiram.

Na Idade Média, então,
A ampulheta se criou.
Com areia que escorria,
O tempo ela mostrou.
Servia em navegações,
Que o mundo desbravou.

Os sinos nas catedrais,
Marcavam com precisão,
As horas das orações,
E toda celebração.
O tempo era sagrado,
No ritmo da oração.

Com a Revolução, enfim,
O relógio evoluiu.
Máquinas muito precisas,
No ocidente então surgiu.
O tempo, agora exato,
O progresso conduziu.

Hoje temos os relógios,
Que medem com perfeição.
Atômicos em seus cálculos,
Guiam toda a nação.
Mas o início foi no céu,
Com a humana observação.

O tempo é a ferramenta,
Que a todos vem guiar.
Desde a aurora da vida,
Até o agora a passar.
Organiza as ações,
Que nos fazem prosperar.

Mas é preciso lembrar,
Que o tempo é algo maior.
Vai além de sua medida,
É um bem que tem valor.
Usá-lo com sabedoria,
Nos faz viver com ardor.

De gravetos aos relógios,
O saber se construiu.
Das estrelas aos segundos,
O controle evoluiu.
O tempo é nosso aliado,
Que a todos conduziu.

Relembremos a jornada,
De quem olhou o luar,
E viu no céu as respostas,
Que podiam orientar.
O tempo é nosso mestre,
E sempre vai nos guiar.

Assim concluo este verso,
Com história a contar.
Do controle sobre o tempo,
Que nos fez organizar.
É o legado da ciência,
Que o humano veio a criar.