I Antes de o branco chegar, O índio ali habitava, Guarani, tape, charrua, A cultura preservava. Nas terras de mil encantos, Sua história se firmava.
II Foi em mil quinhentos e trinta, Que a história começou, Martim Afonso avistou, A costa que ali se ergueu. Chamou de Rio São Pedro, Mas ninguém ali viveu.
III Por tempos, só aventureiros Iam à terra explorar, Buscavam índios cativos Para o labor escravizar. A região, terra esquecida, Pouco se ia ocupar.
IV No início do dezessete, Os jesuítas chegaram, Com fé e gado trouxeram, As missões então fundaram. Nos campos e nos vales, Os Guaranis ensinaram.
V O gado aqui introduzido, Por Cristóvão, o jesuíta, Foi base para o futuro Da pecuária bendita. Espalhou-se pelo estado, Pela missão infinita.
VI Mas os bandeirantes vieram, A ganância os guiava, Jesuítas expulsaram, Tudo o que podiam tomavam. O gado ficou solto, Nova história começava.
VII No ano de mil seiscentos E oitenta e dois, enfim, Jesuítas retornaram Com coragem sem ter fim. Fundaram São Francisco, Missões no mesmo jardim.
VIII No mil setecentos e quarenta, Veio povo açoriano, Nas margens do Jacuí, Porto Alegre foi o plano. Com trabalho e muita fé, Construíram o cotidiano.
IX No campo surgiu charqueada, Estâncias em formação. O charque a sustentar Grande parte da nação. Produto que foi riqueza No Rio Grande, então.
X Mas o povo gaúcho bravo Não aceitava opressão, A coroa cobrava impostos Sem ouvir o cidadão. Isso gerou a revolta Que incendiou o torrão.
XI A Revolução Farroupilha No trinta e cinco eclodiu, Dez anos de resistência Todo o povo sacudiu. Republicanos lutaram E o Império sucumbiu.
XII As ideias do Iluminismo Inspiraram o combate, Liberdade e igualdade Eram o norte do embate. O povo se levantava Com coragem e com haste.
XIII O tratado de Ponche Verde, No ano de quarenta e cinco, Deu fim à guerra sangrenta E aos conflitos do recinto. Com bravura e com razão, O Rio Grande teve instinto.
XIV Do gado ao charque surgiram As bases do povo forte, Com cultura e tradição Que até hoje é um suporte. Os pampas moldaram vidas Com bravura e com aporte.
XV No estado dos horizontes, Histórias se construíram. De São Borja a Porto Alegre, Raízes que não se tiram. Gaúcho ergue seu brado E os sonhos nunca expiram.
XVI Chimarrão, laço e cavalo, São símbolos desta gente, Que no campo ou na cidade, Segue firme e resistente. O orgulho de sua história É um legado imponente.
XVII As festas e as tradições Fazem parte do viver, De pilcha, lenço e bombacha, O gaúcho vai dizer: "Sou filho do Rio Grande, Pronto para o que vier!"
XVIII O Rio Grande é história, É cultura e é raiz. Dos campos e das missões, Um estado tão feliz. Um canto ao seu passado Que a todos enobrece, diz.
XIX Do litoral às coxilhas, Seu encanto é sem igual. Com seus vales e seus rios, Beleza monumental. Quem conhece o Rio Grande Guarda amor transcendental.
XX No sul do país gigante, O Rio Grande é guerreiro. Seja no campo ou na história, Seu legado é verdadeiro. Povo que honra seu chão E cultiva seu celeiro.
XXI Das reduções missioneiras Até a Revolução, Cada marco do passado Fortaleceu a região. Gaúcho luta por terra E mantém sua união.
XXII De Sepé Tiaraju, O herói da resistência, Ao charque que sustentou Toda a pátria com sapiência. Rio Grande escreve história Com bravura e coerência.
XXIII Hoje, o estado prospera Com a força do passado, Da indústria à agricultura, Tudo aqui é cultivado. Tradição e inovação, Por seu povo é celebrado.
XXIV Que o Rio Grande conserve Sua essência e seu valor. Com orgulho de ser forte, Coração cheio de amor. Canta a história do sul, Sua terra, seu clamor.
XXV Este cordel, minha gente, É homenagem fiel, À terra do chimarrão, Do poncho e do arcanjo Gabriel. O Rio Grande do Sul brilha, Como estrela no papel.
Antes de o branco chegar,
O índio ali habitava,
Guarani, tape, charrua,
A cultura preservava.
Nas terras de mil encantos,
Sua história se firmava.
II
Foi em mil quinhentos e trinta,
Que a história começou,
Martim Afonso avistou,
A costa que ali se ergueu.
Chamou de Rio São Pedro,
Mas ninguém ali viveu.
III
Por tempos, só aventureiros
Iam à terra explorar,
Buscavam índios cativos
Para o labor escravizar.
A região, terra esquecida,
Pouco se ia ocupar.
IV
No início do dezessete,
Os jesuítas chegaram,
Com fé e gado trouxeram,
As missões então fundaram.
Nos campos e nos vales,
Os Guaranis ensinaram.
V
O gado aqui introduzido,
Por Cristóvão, o jesuíta,
Foi base para o futuro
Da pecuária bendita.
Espalhou-se pelo estado,
Pela missão infinita.
VI
Mas os bandeirantes vieram,
A ganância os guiava,
Jesuítas expulsaram,
Tudo o que podiam tomavam.
O gado ficou solto,
Nova história começava.
VII
No ano de mil seiscentos
E oitenta e dois, enfim,
Jesuítas retornaram
Com coragem sem ter fim.
Fundaram São Francisco,
Missões no mesmo jardim.
VIII
No mil setecentos e quarenta,
Veio povo açoriano,
Nas margens do Jacuí,
Porto Alegre foi o plano.
Com trabalho e muita fé,
Construíram o cotidiano.
IX
No campo surgiu charqueada,
Estâncias em formação.
O charque a sustentar
Grande parte da nação.
Produto que foi riqueza
No Rio Grande, então.
X
Mas o povo gaúcho bravo
Não aceitava opressão,
A coroa cobrava impostos
Sem ouvir o cidadão.
Isso gerou a revolta
Que incendiou o torrão.
XI
A Revolução Farroupilha
No trinta e cinco eclodiu,
Dez anos de resistência
Todo o povo sacudiu.
Republicanos lutaram
E o Império sucumbiu.
XII
As ideias do Iluminismo
Inspiraram o combate,
Liberdade e igualdade
Eram o norte do embate.
O povo se levantava
Com coragem e com haste.
XIII
O tratado de Ponche Verde,
No ano de quarenta e cinco,
Deu fim à guerra sangrenta
E aos conflitos do recinto.
Com bravura e com razão,
O Rio Grande teve instinto.
XIV
Do gado ao charque surgiram
As bases do povo forte,
Com cultura e tradição
Que até hoje é um suporte.
Os pampas moldaram vidas
Com bravura e com aporte.
XV
No estado dos horizontes,
Histórias se construíram.
De São Borja a Porto Alegre,
Raízes que não se tiram.
Gaúcho ergue seu brado
E os sonhos nunca expiram.
XVI
Chimarrão, laço e cavalo,
São símbolos desta gente,
Que no campo ou na cidade,
Segue firme e resistente.
O orgulho de sua história
É um legado imponente.
XVII
As festas e as tradições
Fazem parte do viver,
De pilcha, lenço e bombacha,
O gaúcho vai dizer:
"Sou filho do Rio Grande,
Pronto para o que vier!"
XVIII
O Rio Grande é história,
É cultura e é raiz.
Dos campos e das missões,
Um estado tão feliz.
Um canto ao seu passado
Que a todos enobrece, diz.
XIX
Do litoral às coxilhas,
Seu encanto é sem igual.
Com seus vales e seus rios,
Beleza monumental.
Quem conhece o Rio Grande
Guarda amor transcendental.
XX
No sul do país gigante,
O Rio Grande é guerreiro.
Seja no campo ou na história,
Seu legado é verdadeiro.
Povo que honra seu chão
E cultiva seu celeiro.
XXI
Das reduções missioneiras
Até a Revolução,
Cada marco do passado
Fortaleceu a região.
Gaúcho luta por terra
E mantém sua união.
XXII
De Sepé Tiaraju,
O herói da resistência,
Ao charque que sustentou
Toda a pátria com sapiência.
Rio Grande escreve história
Com bravura e coerência.
XXIII
Hoje, o estado prospera
Com a força do passado,
Da indústria à agricultura,
Tudo aqui é cultivado.
Tradição e inovação,
Por seu povo é celebrado.
XXIV
Que o Rio Grande conserve
Sua essência e seu valor.
Com orgulho de ser forte,
Coração cheio de amor.
Canta a história do sul,
Sua terra, seu clamor.
XXV
Este cordel, minha gente,
É homenagem fiel,
À terra do chimarrão,
Do poncho e do arcanjo Gabriel.
O Rio Grande do Sul brilha,
Como estrela no papel.
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