Em Jesus habita a divindade

 

Lição 3 - A Natureza do Deus Que Salva | Leitura Diária CPAD Jovens – 1º Trimestre 2026
Colossenses 2.9
9: Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade;
João 14.
9: Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
10: Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.

Introdução

A doutrina da divindade de Cristo é central à fé cristã. Colossenses 2.9 e João 14.9,10 afirmam de modo claro que Jesus não é apenas um mensageiro de Deus, mas o próprio Deus revelado. Esses textos fundamentam a compreensão bíblica de que, em Cristo, a plenitude da divindade se manifesta de forma perfeita e acessível à humanidade.

A Plenitude da Divindade em Cristo

O apóstolo Paulo declara: “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). A expressão “plenitude da divindade” indica a totalidade do ser divino, não uma parte ou atributo isolado. Ao dizer que essa plenitude habita “corporalmente”, Paulo afirma a encarnação real e histórica do Filho de Deus. Jesus é plenamente Deus e plenamente homem, sem confusão ou diminuição de Sua natureza divina. Essa verdade combate heresias que negavam a divindade de Cristo ou a realidade de Sua humanidade.

A Revelação do Pai no Filho

Em João 14.9, Jesus afirma a Filipe: “Quem me vê a mim vê o Pai”. Essa declaração é profunda e decisiva. Jesus não diz apenas que revela o Pai, mas que vê-Lo é ver o próprio Pai. Isso não significa que Jesus seja o Pai, mas que Ele é da mesma essência divina. O Filho revela perfeitamente o Pai porque compartilha da mesma natureza. Assim, conhecer Jesus é conhecer Deus de maneira verdadeira e completa.

Unidade de Essência e Obra

Jesus continua: “Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim?” (Jo 14.10). Aqui, Ele revela a unidade essencial e funcional entre o Pai e o Filho. Essa união não é meramente moral ou simbólica, mas ontológica. As palavras e obras de Jesus são as palavras e obras do Pai, pois ambos agem em perfeita comunhão. Essa verdade sustenta a doutrina da Trindade, na qual há distinção de pessoas, mas unidade de essência.

Implicações para a Fé Cristã

Reconhecer que em Jesus habita a divindade tem implicações profundas. Primeiro, fundamenta a adoração cristã, pois Jesus é digno de honra e louvor. Segundo, garante a eficácia da salvação, já que somente Deus poderia vencer o pecado e a morte. Terceiro, oferece segurança espiritual, pois em Cristo o crente encontra a revelação plena de Deus.

Conclusão

Colossenses 2.9 e João 14.9,10 ensinam que Jesus é a manifestação perfeita da divindade. Nele, Deus se fez conhecido, acessível e salvador. Crer em Cristo é crer no próprio Deus revelado para a redenção da humanidade.