João 1.
18: Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.
Introdução
O versículo de João 1.18 declara uma verdade profunda sobre a natureza de Deus Pai: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”. A partir dessa afirmação, a teologia bíblica tradicional compreende que o Pai é eterno, sem começo nem fim, existente antes de todas as coisas. A eternidade divina não é apenas um atributo abstrato, mas o fundamento de toda a fé cristã.
A Eternidade do Pai
Quando afirmamos que o Pai não tem início nem fim, estamos reconhecendo Sua eternidade absoluta. Diferente de tudo o que foi criado, Deus não está sujeito ao tempo. Ele não começou a existir, nem deixará de existir. A Escritura confirma essa verdade em vários textos, como no Salmo 90.2: “Antes que os montes nascessem… de eternidade a eternidade, tu és Deus”. João 1.18 harmoniza-se com essa revelação ao apresentar o Pai como Aquele que sempre existiu.
O Pai Invisível e Transcendente
João afirma que ninguém jamais viu a Deus. Isso não significa que Deus seja distante ou inacessível, mas que Sua essência transcende a capacidade humana. O Pai é espírito, eterno e infinito. Sua invisibilidade ressalta Sua santidade e majestade. Ele não está limitado ao espaço físico nem às condições materiais do mundo criado.
A Revelação do Pai por meio do Filho
Embora o Pai seja invisível, Ele se fez conhecido por meio do Filho. João 1.18 ensina que Jesus Cristo, o Filho unigênito, revelou plenamente o Pai. Essa revelação não diminui a eternidade do Pai, mas a confirma, pois o Filho eterno procede do Pai eterno. Assim, conhecer a Cristo é conhecer o Pai, conforme a doutrina bíblica histórica da Trindade.
Implicações para a Fé Cristã
Crer que o Pai é eterno traz segurança e esperança ao cristão. Um Deus que não tem início nem fim é digno de confiança absoluta. Suas promessas não falham, pois Ele está acima do tempo. A eternidade do Pai garante que Sua vontade permanece firme e que Seu plano de salvação é perfeito e imutável.
Conclusão
João 1.18 nos conduz a uma compreensão reverente do Pai eterno. Ele não teve começo, não terá fim e permanece soberano sobre toda a criação. Por meio de Jesus Cristo, esse Deus eterno se revelou à humanidade, convidando todos a conhecê-Lo e a viver sob a certeza de Sua eterna fidelidade.

