Jesus renunciou sua glória celestial
5: E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.
Introdução
Em João 17.5, Jesus faz uma oração profunda ao Pai pouco antes de sua crucificação: “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”. Esse versículo revela uma das verdades mais sublimes da fé cristã: o Filho eterno de Deus renunciou voluntariamente à sua glória celestial para cumprir o plano da redenção. A encarnação de Cristo não foi uma perda de divindade, mas um ato consciente de humilhação e amor.
A glória que Jesus possuía antes do mundo existir
Jesus afirma claramente que possuía glória com o Pai antes da criação do mundo. Essa declaração confirma sua eternidade e igualdade com Deus Pai. Ele não começou a existir em Belém; antes, sempre existiu como o Verbo eterno. A glória mencionada não se refere apenas a honra, mas à majestade divina, ao esplendor celestial e à comunhão perfeita dentro da Trindade. Ao dizer isso, Jesus reafirma sua identidade divina diante dos discípulos.
A renúncia voluntária na encarnação
Ao vir ao mundo, Jesus abriu mão do pleno exercício dessa glória. Ele nasceu como homem, viveu em humildade, experimentou fome, cansaço, dor e rejeição. Essa renúncia não foi forçada, mas voluntária. Conforme ensinado em Filipenses 2, Cristo esvaziou-se a si mesmo, assumindo forma de servo. João 17.5 mostra que Jesus tinha plena consciência do que deixou no céu para cumprir sua missão na terra.
A obediência que glorificou o Pai
Durante seu ministério terreno, Jesus viveu para glorificar o Pai em tudo o que fez. Sua renúncia à glória celestial resultou em uma vida de obediência perfeita. Ele não buscou honra humana, mas fez a vontade daquele que o enviou. A cruz, embora fosse um símbolo de vergonha aos olhos humanos, tornou-se o maior ato de glorificação de Deus, pois nela se manifestaram o amor, a justiça e a graça divina.
A restauração da glória após a obra consumada
Em João 17.5, Jesus pede que o Pai o glorifique novamente, agora após a conclusão da obra redentora. Essa glória seria retomada não apenas como o Filho eterno, mas como o Salvador vitorioso. Sua ressurreição e ascensão confirmam que a renúncia foi temporária e que sua glória foi plenamente restaurada.
Conclusão
João 17.5 revela o profundo amor de Cristo, que renunciou à glória celestial para salvar a humanidade. Essa verdade fortalece a fé cristã e inspira gratidão, adoração e compromisso com aquele que, sendo Deus, fez-se servo por amor.

