O Verbo se fez carne

 

Lição 06 - O Filho como o Verbo de Deus | Leitura Diária CPAD Adultos – 1º Trimestre 2026
João 1.
14: E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

A Encarnação: O Mistério Revelado

O versículo João 1.14 é um dos textos mais sublimes de toda a Bíblia, pois revela o maior mistério da fé cristã: a encarnação do Filho de Deus. Após afirmar que o Verbo é eterno, divino e criador (Jo 1.1–3), o apóstolo João declara que esse mesmo Verbo “se fez carne”. Isso significa que Deus entrou na história humana de forma real, visível e concreta. A encarnação não foi uma aparência ou ilusão, mas um ato soberano em que o Filho de Deus assumiu plenamente a natureza humana, sem deixar de ser Deus.

“O Verbo se Fez Carne”

A expressão “se fez carne” indica que o Verbo assumiu a condição humana em sua totalidade, com corpo, alma e emoções, sujeito às limitações próprias da humanidade, exceto o pecado. O termo “carne” (sarx) não significa apenas corpo físico, mas a fragilidade da existência humana. João enfatiza que Cristo não apenas habitou entre os homens como um ser espiritual, mas viveu como verdadeiro homem, identificando-se com nossas dores, sofrimentos e necessidades.

“E Habitava Entre Nós”

João afirma que o Verbo “habitava” entre nós, usando um termo que remete ao tabernáculo do Antigo Testamento. Assim como a glória de Deus habitava no tabernáculo no deserto, agora a presença divina estava manifestada em Cristo. Jesus é o verdadeiro tabernáculo, o lugar onde Deus se revela plenamente à humanidade. Nele, Deus não está distante, mas próximo, acessível e pessoal.

“Vimos a Sua Glória”

A glória mencionada por João não se limita a manifestações visíveis, mas aponta para a revelação do caráter divino de Cristo. Os discípulos contemplaram Sua glória por meio de Seus ensinamentos, milagres, compaixão e, sobretudo, por Sua morte e ressurreição. Trata-se da glória “como do unigênito do Pai”, isto é, única, singular e incomparável, pertencente exclusivamente ao Filho eterno.

“Cheio de Graça e de Verdade”

Jesus é descrito como “cheio de graça e de verdade”, expressão que revela o equilíbrio perfeito entre o amor redentor e a fidelidade divina. A graça manifesta o favor imerecido de Deus, enquanto a verdade revela Seu caráter santo e justo. Em Cristo, a graça não anula a verdade, nem a verdade elimina a graça; ambas se encontram de forma perfeita para trazer salvação à humanidade.

Conclusão

João 1.14 declara que o Deus eterno se fez homem para habitar entre nós e nos revelar Sua glória. A encarnação mostra que Deus não permaneceu distante do sofrimento humano, mas entrou na história para redimir, salvar e restaurar. Em Jesus Cristo, Deus se fez próximo, acessível e plenamente revelado.

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