Lição 01 - O Livro de Juízes: Quando Cada um Fazia o que Parecia Certo

Capa da Revista Lições Bíblicas Jovens 3º Trimestre de 2026 CPAD


Jovens 3º Trimestre de 2026

5 de Julho de 2026
TEXTO PRINCIPAL
“Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos." (Jz 17.6)

LEITURA SEMANAL
Deus cumpre seus propósitos por meio de instrumentos humanos, escolhidos e capacitados por Ele, apesar da fraqueza do homem.

LEITURA SEMANAL
SEGUNDA – Js 1.1-9 Tende bom ânimo
TERÇA – Js 3.1-17 A travessia do Jordão
QUARTA – Js 23 Um chamado à fidelidade exclusiva a Deus
QUINTA – Hb 11.32 Juízes como heróis da Fé
SEXTA – Rm 13.1,2 Toda autoridade é constituída por Deus
SÁBADO – At 2.14-21 Liderando no poder do Espírito
Deus cumpre seus propósitos por meio de instrumentos humanos, escolhidos e capacitados por Ele, apesar da fraqueza do homem.

OBJETIVOS
COMPREENDER o papel de Josué na conquista da Terra Prometida;
IDENTIFICAR o contexto histórico e espiritual do livro de Juízes;
APLICAR a mensagem do livro de Juízes para o tempo presente.

INTERAÇÃO
Prezado(a) professor(a), com gratidão a Deus, iniciamos mais um trimestre de estudos bíblicos, e desta vez nos dedicaremos ao livro de Juízes que retrata um período crítico da história de Israel, logo após a entrada na Terra Prometida. Com a morte de Josué, o povo encontrava-se desorientado, sem uma liderança central e diante de dois grandes desafios: conquistar plenamente a terra e permanecer fiel ao Senhor em meio a influências pagãs. É nesse cenário que Deus levanta juízes, líderes temporários e capacitados por seu Espírito com a finalidade de libertar, conduzir e corrigir o povo. Ao longo das aulas, veremos que o livro de Juízes é um chamado à vigilância espiritual, à obediência e à confiança contínua em Deus.
O comentarista das lições deste trimestre é o Pr. Valmir Nascimento, mestre em Teologia e doutor em Filosofia. Pastor auxiliar na Assembleia de Deus em Cuiabá (MT), ele também preside o Conselho de Educação e Cultura local e estadual, além de autor de diversas obras publicadas pela CPAD.
Que o Senhor abençoe ricamente sua jornada de ensino e que suas aulas sejam instrumento de edificação, despertamento espiritual e transformação de vidas.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), nesta primeira aula apresente a relevância do livro de Juízes para os dias em que estamos vivendo. Em seguida, mostre as características do livro usando a tabela abaixo.


O LIVRO DE JUÍZES
A. Título: Juízes é um livro histórico do AT que aparece entre os Profetas Anteriores do cânon hebraico. Nos documentos judaicos mais antigos, ele recebe o nome de sepher sophetim, ou “um livro de juízes ou governadores” ou simplesmente shophetim, “juízes e governadores". Orígenes transliterou este título, mas as versões modernas seguiram a Septuaginta, o Peshita e a Vulgata como base para traduzi-lo.
B. Autoria: Não se sabe quem é o autor de Juízes. Já se supôs que cada um dos juízes escreveu sua própria história e que a obra atual representa uma coleção desses relatos individuais. Outros estudiosos já atribuíram a autoria a Fineias, Ezequias e até mesmo a Esdras. O Talmude considera que Samuel é seu autor.
C. Propósito: O propósito do livro ao apresentar esta história é definitivamente didático - ensinar a retribuição divina sobre um povo pecador, a misericórdia de Deus sobre o arrependimento, e a futilidade de governos idólatras que são centrados no homem.

Extraído de: RIDALL, R. Clyde. Comentário Bíblico Beacon: Josué a Ester. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, p. 91.
PFEIFER, C. F.; VOS, H. F.; REA, J. (Eds.). Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 1114.
TEXTO BÍBLICO
Josué 24.26-30; Juízes 1.1; 17.6
Josué 24
26 E Josué escreveu estas palavras no livro da Lei de Deus; e tomou uma grande pedra e a erigiu ali debaixo do carvalho que estava junto ao santuário do Senhor.
27 E disse Josué a todo o povo: Eis que esta pedra nos será por testemunho; pois ela ouviu todas as palavras que o Senhor nos tem dito; e também será testemunho contra vós, para que não mintais a vosso Deus.
28 Então, Josué despediu o povo, cada um para a sua herdade.
29 E depois destas coisas, sucedeu que Josué, filho de Num, o servo do Senhor, faleceu, sendo da idade de cento e dez anos.
30 E sepultaram-no no termo da sua herdade, em Timnate-Sera, que está no monte de Efraim, para o norte do monte de Gaás.
Juízes 1
1 E sucedeu, depois da morte de Josué, que os filhos de Israel perguntaram ao Senhor, dizendo: Quem dentre nós primeiro subirá aos cananeus, para pelejar contra eles?
Juízes 17
6 Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos.

INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos o livro de Juízes, que retrata um período marcante na história do povo hebreu, logo após o início da conquista da Terra Prometida. Sem uma liderança centralizada, e cercado por povos pagãos, Israel enfrentou grandes desafios para preservar sua identidade, sobrevivência e fidelidade ao Senhor. Diante desse cenário de crises espirituais e morais, Deus levantou líderes capacitados pelo Espírito do Senhor, denominados juízes, para libertar o povo da opressão e conclamá-lo ao arrependimento e à obediência. Na primeira lição, teremos um panorama geral do livro. Aprenderemos sobre o seu contexto histórico, estrutura e mensagem central: um convite à fidelidade a Deus em meio à instabilidade e à cultura que tenta afastar o povo da vontade divina.

I – JOSUÉ E A CONQUISTA DA TERRA PROMETIDA

1. A conquista da Terra Prometida. Iniciamos nossa jornada pelo livro de Juízes relembrando seu cenário histórico. Sob a liderança de Josué, sucessor de Moisés, o povo de Israel avançou para conquistar a Terra Prometida, Canaã. Para que a nação fosse vitoriosa diante de seus inimigos, Deus requereu esforço, bom ânimo e obediência à sua Palavra (Js 11-9). Como líder corajoso e fiel à missão divina, Josué conduziu o povo durante a travessia do rio Jordão (Js 314-17) e iniciou o processo de conquista e repartição do território entre as Doze Tribos de Israel.
2. Deus é o Conquistador. Josué conduziu a nação de Israel com coragem e temor a Deus. Ao final da sua vida, ele fez questão de enfatizar que todas as vitórias de Israel sobre as nações que habitavam Canaã se deram em razão da intervenção divina (Js 23,3). Com ele, aprendemos a reconhecer a graça de Deus sobre as nossas vidas e nossas conquistas. Não é sobre a nossa capacidade de fazer, mas sobre a misericórdia de Deus em nos usar como instrumentos de bênção. O segredo do êxito estava essencialmente em ser obediente a Jeová e amá-lo (Js 23.11). Por isso que o povo não poderia adorar os falsos deuses e nem seguir os caminhos das nações que ainda restavam naquela terra. Diante disso, no capítulo 23, Josué faz um chamado à fidelidade exclusiva a Deus, rejeitando os deuses estrangeiros e, após trazer à memória do povo tudo o que Deus tinha feito por eles, declara solenemente que ele e sua casa serviriam ao Senhor (Js 24.15).
3. A morte de Josué. O livro de Josué termina e o de Juízes inicia destacando a morte deste grande líder (Js 24.29; Jz 11). Porém, diferentemente de Moisés, que havia deixado um sucessor, agora não havia ninguém que pudesse assumir essa posição de líder espiritual, social e político. As tribos deveriam completar a conquista de suas respectivas porções de terra (Js 13.1), com a responsabilidade de viver de acordo com a aliança e a Lei de Deus. Com isso, há um vazio na liderança, deixando a nova geração desorientada e sem referência. Josué estava morto, mas Deus continuava vivo. Ele havia conduzido o seu povo para dentro da Terra Prometida e levantaria outras pessoas para cumprirem os seus designios.

SUBSÍDIO 1
“O livro de Juízes está conectado ao livro de Josué pela menção da morte de Josué na primeira sentença. Josué, para tomar posse da Terra Prometida, conquistara de inicio os cananeus, mas grandes áreas continuavam inabitadas e possuídas pelas doze tribos. Canaã, situada entre o mar Mediterrâneo a oeste e o deserto árabe a leste, estava estrategicamente localizada para se beneficiar das rotas de comércio ligando o Egito, no Sul, e os impérios assírio e hitita, no Norte, bem como as nações menores entre estas. Apesar de Canaã ser habitada por uma variedade de grupos étnicos e religiosos e estar cercada por impérios maiores, potencialmente ameaçadores, nenhum destes dominavam a região. Não obstante, as crenças e as práticas idólatras de todas as culturas pagãs que Israel não conseguiu destruir ameaçavam sua identidade característica como o povo vivendo em um relacionamento com lavé, o único e verdadeiro Deus, fundamentado na aliança.
Israel, depois da morte de Josué, deveria funcionar como uma teocracia — uma nação sob o governo supremo de Deus. lavé dera aos israelitas a lei da aliança e estabelecera o sacerdócio. As tarefas dos sacerdotes incluíam não só executar as prescrições de Deus para a adoração no Tabernáculo, mas também ensinar a lei ao povo (Lv 10.11; Dt 3.10). Viver em meio ao povo em um total de 48 ‘cidades levitas’ tornava possível essa educação espiritual (Nm 35.1-8; Js 21.1-41). Além da liderança dos sacerdotes, os ‘anciãos’ eram responsáveis pelo governo local. Quando aqueles representando ‘todo o povo’ de Israel se reuniam, eles também podiam tomar decisões nacionais (Êx 19.7; Dt 19.12; 21.2,18-20; 22.15; 25.7; 31.9). No entanto, as doze tribos tendiam a operar de modo independente ou como uma coalizão de forças, em vez de uma nação unificada.
O Senhor, de acordo com Juízes 2.20-23, deixou inimigos da terra a fim de testar seu povo e ensiná-los a confiar nEle. No entanto, essa geração seguinte falhou em servir ao Senhor e adotou prontamente as práticas pagãs de seus vizinhos. Deus, por causa da desobediência deles, disciplinou-os ao entregá-los a opressores, e o povo sofreu muitíssimo. Não obstante, Deus foi fiel ao povo de sua aliança e proveu líderes para libertá-los.” (PATTERSON, Dorothy Kelley e KELLEY, Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher: Antigo Testamento. Volume 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2022. pp. 413-14)

II – O LIVRO DE JUÍZES 

1. Uma geração desorientada. Dentro deste cenário, o livro de Juízes abrange o período que vai da morte de Josué (Jz 1.1) até os primeiros passos rumo à monarquia, antes da ascensão de Saul como rei, narrada em 1 Samuel. Esse intervalo, que ultrapassa três séculos, é marcado por um ciclo recorrente de infidelidade, opressão, arrependimento e livramento. O povo de Israel enfrentou sucessivas crises, experimentou o declínio espiritual e sofreu derrotas diante das nações pagãs. Muitas vezes, os israelitas se deixaram influenciar pela cultura e idolatria religiosa dos cananeus (habitantes de Canaã), afastando-se do propósito estabelecido por Deus. A síntese do livro encontra-se em Juízes 21.25: “Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”. Tais palavras revelam a desunião e a falta de valores comuns. Não obstante, em sua fidelidade à aliança e misericórdia, o Senhor levantou juízes para restaurar a justiça e dar livramento a Israel.
2. Os Juízes. O título do livro, em hebraico Shophetim, não tem a mesma acepção do termo atualmente empregado para designar magistrados que atuam na esfera judicial. Naquele tempo, o título designava pessoas para exercer liderança na nação, no sentido de governar, comandar batalhas, julgar e dar livramento ao povo. Os juízes foram pessoas levantadas e capacitadas sobrenaturalmente por Deus para serem usadas como instrumentos de libertação contra os povos que procuravam oprimir Israel (Jz 2.16; 3.9). Em muitos casos, eles também tinham uma função espiritual, ao exortar o povo à fidelidade ao Senhor Deus. Os juízes de Israel não pertenciam a uma tribo específica nem seguiam uma linha de sucessão hereditária, como ocorria com reis ou sacerdotes. Eram escolhidos pela vontade de Deus, que os capacitava para cumprir feitos extraordinários em favor do povo. A diversidade de suas origens, qualidades e métodos de atuação revela que Deus usa quem Ele quer e ninguém é insignificante para Ele. Se você se considera irrelevante, lembre-se dessa verdade bíblica! No livro, são mencionados doze juízes, geralmente divididos em dois grupos, conforme a extensão e o destaque dado a suas histórias: os juízes maiores e os juízes menores. Entre os juízes maiores estão: Otniel, Eúde, Débora, Gideão, Jefté e Sansão. Já entre os juízes menores, citados de forma mais breve, estão: Sangar, Tola, Jair, Ibsã, Elom e Abdom.
3. Heróis, porém falhos. As pessoas as quais Deus levantou para serem juízes nesse período expressaram virtudes dignas de verdadeiros heróis, como coragem, valentia, sabedoria, obediência, 
humildade e fé intensa. Contudo, por suas limitações humanas, eles também expressaram falhas de caráter e fraquezas. O livro de Juizes, portanto, não é o enredo de uma aventura em que os heróis salvam e libertam o povo por suas próprias forças. Na verdade, o texto mostra que, a despeito de suas falhas, Deus pode usar homens e mulheres, em razão da sua graça e misericórdia. Aprendemos que as pessoas, a quem Deus usa, são limitadas e carentes, e que somente o Senhor é o verdadeiro Libertador e o Juiz perfeito. O escritor deixa claro que a salvação de Israel ocorria enquanto Deus estava sobre a vida do juiz (Jz 2.18).

SUBSÍDIO 2
“A porção da narrativa de Juizes descreve a história cíclica da desobediência da Israel. O tema recorrente no livro é a apostasia de Israel e seus resultados desastrosos. Deus puniria seu povo desobediente ao entregá-lo nas mãos de um opressor. O povo, nesse momento, clamaria ao Senhor pedindo ajuda. E este, movido à misericórdia pela miséria deles, enviaria a seguir um libertador (um ‘juiz’). Daí o ciclo se repetiria mais uma vez.
O tema mais proeminente nesse livro é a infidelidade repetida e persistente do povo de Deus à sua aliança. As narrativas iniciais relatam vitórias relevantes dos israelitas, mas eles logo começam a decair paulatinamente até que atingem o ponto culminante com os eventos chocantes do final do livro. Deus, apesar da idolatria, desobediência e apostasia do povo, enviava libertadores repetidas vezes para resgatar israelitas da opressão. No entanto, o pecado continuo do povo resultou em caos político e moral, e causou imenso sofrimento e tristeza. Embora a graça redentora de Deus seja vista em ação, você também pode observar as consequências devastadoras da rebelião e pecado sobre o povo.
Uma mensagem central do livro é que a fidelidade a Deus resulta em bênçãos enquanto a desobediência converte-se em fracasso e disciplina divina. Essas histórias mostram apenas o quanto esse período foi perverso e pernicioso. [...] Esses dias revelam uma necessidade por governantes que liderariam Israel em devoção e justiça.
Outro tema em Juizes é a necessidade de liderança devota. A Escritura não esconde as fraquezas humanas, e Deus obviamente pode usar qualquer pessoa para realizar seus propósitos. Os juizes, apesar de suas fragilidades humanas, foram escolhidos para executar os propósitos de Deus naquela época. Os juizes não governavam por hereditariedade nem por sucessão. [...]”
(PATTERSON, Dorothy Kelley e KELLEY, Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher. Antigo Testamento. Volume 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2022. pp. 415-16)

III – A MENSAGEM DE JUÍZES PARA O TEMPO PRESENTE

1. “Quando cada um fazia o que parecia certo”. Apesar do seu estilo narrativo, voltado para uma fase específica do povo israelita, o livro de Juizes nos oferece vários ensinos que se conectam ao tempo presente. Um aspecto central deste livro é advertir que cada pessoa fazia o que parecia certo (Jz 17.6; 21.25). Isso revela uma época de caos generalizado e falta de liderança que deixou o povo desunido e sem referência moral.
espiritual e política. Essa referência bíblica ecoa para os dias atuais com diversas mensagens de advertências:
a) O perigo da ausência de liderança. A falta de líderes consagrados por Deus deixou o povo de Israel desorientado e vulnerável. De modo semelhante, em nossos dias, cresce uma cultura perigosa que busca desconstruir toda forma de autoridade. O pensamento pós-moderno frequentemente questiona ou despreza as figuras de liderança, ao promover uma visão que enfraquece o papel de pais, mestres, pastores e governantes.
b) O valor da autoridade. O estudo de Juízes nos relembra do ensino das Escrituras a respeito do valor das autoridades constituídas por Deus, na família (Ef 6.1-4; Cl 3.18-21; Pv 22.6), no governo (Rm 13.1.2; 1 Pe 2.13.14) e na igreja (Hb 13.17; 1 Co 14.40).
c) A consequência do relativismo moral. Sem referência e liderança moral, o povo fazia o que parecia certo aos seus olhos. Essa é uma descrição de uma sociedade relativista, hedonista e individualista, na qual cada pessoa faz o que acha ser o mais adequado. O cenário da época de Juízes é o retrato do mundo contemporâneo que não aceita a existência da verdade e da moral absoluta que advém da revelação de Deus em sua Palavra. Cada um procura fazer o que lhe parece certo em termos de decisões sobre a vida em geral. Nesse sentido, a decisão ética acaba se tornando uma questão de conveniência pessoal.
2. O ciclo da libertação. Um aspecto central na narrativa do livro de Juízes é o ciclo repetitivo que marca a história espiritual de Israel, e revela tanto a fragilidade moral do povo quanto a fidelidade graciosa de Deus. O ciclo
Os juízes eram capacitados sobrenaturalmente pelo Espírito, que lhes concedia sabedoria, coragem e poder para libertar Israel de seus opressores.
geralmente começa com a infidelidade do povo, que abandona o Senhor e se volta à idolatria, servindo aos deuses das nações vizinhas (Jz 2.11-13). Como consequência, Deus permite que Israel caia sob opressão de inimigos estrangeiros, como forma de juízo e disciplina (Jz 2.14,15). Após um tempo de sofrimento, o povo se arrepende e clama por socorro ao Senhor (Jz 3.9; 10.10). Em resposta, Deus, movido por compaixão, levanta um juiz para libertar Israel da opressão e restaurar a paz (Jz 2.16; 3.15).
3. No poder do Espírito. O livro de Juízes destaca a atuação do Espírito do Senhor na vida dos líderes levantados. Embora fossem pessoas comuns, e muitas vezes improváveis aos olhos humanos, os juízes eram capacitados sobrenaturalmente pelo Espírito, que lhes concedia sabedoria, coragem e poder para libertar Israel de seus opressores. Em vários momentos no texto, a expressão “o Espírito do Senhor se apoderou de...” aparece, indicando que o poder para julgar, guerrear e liderar não vinha da habilidade natural, mas da intervenção divina (Jz 3.10; 6.34; 11.29; 13.25; 14.6).

CONCLUSÃO
O livro de Juízes nos alerta sobre os perigos de sermos seduzidos pelo ambiente ao nosso redor e de assimilarmos valores contrários aos de Deus. Em meio a uma cultura corrompida e espiritualmente caída, Deus sempre preserva um grupo fiel. Mesmo nos tempos mais sombrios, o Senhor levanta homens e mulheres comprometidos com sua vontade, por meio dos quais Ele cumpre os seus propósitos eternos.

HORA DA REVISÃO
1. Sob a liderança de quem o povo de Israel avançou para conquistar a Terra Prometida?
Josué.

2. Quem foram os juízes, no que diz respeito às suas funções?
Os juízes foram pessoas levantadas e capacitadas sobrenaturalmente por Deus para serem usadas como instrumentos de libertação contra os povos que procuravam oprimir Israel.

3. Geralmente, como são divididos os juízes?
Geralmente são divididos em dois grupos, conforme a extensão e o destaque dado a suas histórias: os juízes maiores e os juízes menores. Entre os juízes maiores estão: Otniel, Eúde, Débora, Gideão, Jefté e Sansão. Já entre os juízes menores, citados de forma mais breve, estão: Sangar, Tola, Jair, Ibsã, Elom e Abdom.

4. Quais eram as virtudes dos juízes, dignas de verdadeiros heróis?
As pessoas as quais Deus levantou para serem juízes nesse período, expressaram virtudes dignas de verdadeiros heróis, como coragem, valentia, sabedoria, obediência, humildade e fé intensa.

5. De que forma o livro de Juízes destaca a atuação do Espírito Santo?
Em vários momentos no texto, a expressão “o Espírito do Senhor se apoderou de...” aparece, indicando que o poder para julgar, guerrear e liderar não vinha da habilidade natural, mas da intervenção divina.
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